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15 jogadores que seguem atuando e você não sabia; Confira

No futebol contemporâneo, já ficaram para trás os tempos em que muitos jogadores encerravam suas carreiras logo após ciclos marcantes em grandes clubes da Europa. Ano após ano, veteranos seguem contrariando o relógio e demonstrando que dedicação, paixão e longevidade não são exclusividade das novas gerações. Em diferentes ligas e continentes, veteranos ainda em atividade continuam a surpreender — inclusive os torcedores mais atentos — e ajudam a ilustrar uma tendência clara de comprometimento e amor duradouro pelo esporte mais popular do planeta.

Entre os jogadores que atravessaram gerações, Lukas Podolski se destaca como um símbolo dessa resistência ao tempo. Campeão mundial com a Alemanha em 2014, o atacante ainda segue em campo defendendo o Górnik Zabrze, na Polônia, após passagens por gigantes como Bayern de Munique, Arsenal e Internazionale, além de experiências no futebol turco e japonês. Mesmo longe dos grandes holofotes, sua permanência no futebol profissional aos 40 anos evidencia a capacidade de adaptação e o vínculo emocional com o jogo, que supera status e reconhecimento midiático.

Outro exemplo expressivo de jogadores em ativdade é Éver Banega, ex-Boca Juniors, Atlético de Madrid, Sevilla e Internazionale. O meio-campista argentino, com um currículo que inclui clubes de elite do futebol europeu e uma passagem pelo futebol saudita pelo Al Shabab, atualmente atua pelo Newell’s Old Boys. Mesmo após uma carreira repleta de títulos e atuações marcantes, Banega continua relevante em campo, mostrando que inteligência tática e qualidade técnica ainda fazem a diferença.

No setor ofensivo, nomes como Carlos Bacca, no Junior de Barranquilla, e Marco Reus, agora na MLS pelo LA Galaxy, reforçam a ideia de que veteranos com histórico em grandes ligas europeias seguem buscando novos desafios. Ambos levam experiência, liderança e bagagem competitiva para contextos distintos, ajudando a elevar o nível técnico de suas equipes. Ainda no cenário europeu, jogadores como Radja Nainggolan, atualmente no KSC Lokeren, da Bélgica, e Josip Ilicić, que defende o FC Koper, na Eslovênia, seguem ativos longe do foco da grande mídia.

Mesmo fora do centro das atenções, mantêm rotina profissional e continuam exercendo influência dentro das quatro linhas. A lista de veteranos em atividade também contempla defensores e goleiros que foram sinônimo de regularidade ao longo da carreira. Hugo Lloris, hoje atuando nos Estados Unidos, e Jasper Cillessen, titular do NEC Nijmegen na Eredivisie, comprovam que a carreira no futebol pode se estender muito além das expectativas iniciais, mesmo após participações nas maiores competições do mundo.

Ídolos da Premier League, como o lateral Ashley Young e o atacante Andy Carroll, seguem atuando em solo inglês, defendendo Ipswich Town e Dagenham & Redbridge, respectivamente. Já figuras consagradas do futebol sul-americano, como o goleiro uruguaio Fernando Muslera, continuam protegendo suas metas em campeonatos locais, mostrando que o futebol moderno permite trajetórias diversas — longe das grandes ligas, mas ainda carregadas de relevância esportiva.

Por fim, outros casos de jogadores como o do colombiano Juan Cuadrado, atualmente no Pisa, da Itália, e do goleiro argentino Sergio Romero, que defendeu o Boca Juniors recentemente e hoje atua pelo Argentinos Juniors, reforçam que a longevidade deixou de ser uma curiosidade estatística. Trata-se de um fenômeno cada vez mais presente no futebol global, no qual experiência, adaptação e paixão pelo jogo se unem para prolongar carreiras muito além do imaginado pelas gerações mais jovens.

Foto: Getty Images

Quais desses 15 jogadores ainda podem voltar a atuar em alto nível em 2026?

Entre os jogadores que seguem em atividade e chamam atenção pela longevidade, alguns ainda reúnem condições técnicas, físicas e mentais para competir em patamares elevados. Mesmo afastados do centro do futebol europeu, esses atletas podem voltar a atuar em alto nível, seja em grandes ligas, seja em competições continentais exigentes. A diferença entre apenas permanecer jogando e retornar ao topo passa diretamente por contexto, regularidade e função tática dentro das equipes.

Um dos casos de jogadores mais evidentes é o de Marco Reus. Com um histórico recente mais favorável em relação a lesões e atuando de forma inteligente na MLS, o alemão mantém leitura de jogo apurada, precisão no passe decisivo e capacidade de liderança. Em um ambiente específico — como um clube europeu de meio de tabela que privilegie posse de bola e intensidade controlada — Reus ainda poderia entregar rendimento competitivo em ligas como Bundesliga ou La Liga, especialmente em funções híbridas no setor ofensivo.

Outro nome com credenciais claras é Hugo Lloris. Mesmo fora do futebol europeu, o goleiro francês segue exibindo reflexos rápidos, bom posicionamento e forte comando de área. A posição, menos dependente de explosão física constante, favorece maior longevidade, o que torna plausível um retorno a um clube envolvido em competições continentais, seja como titular experiente ou peça-chave de um elenco competitivo.

No meio-campo, Éver Banega continua demonstrando refinamento técnico. Visão de jogo, controle de ritmo e qualidade no passe seguem como seus principais atributos. Embora já não possua intensidade para sistemas de pressão alta, o argentino ainda poderia render bem em equipes que priorizem organização e construção pausada, seja na América do Sul ou em contextos específicos do futebol europeu.

Entre os atacantes, Lukas Podolski surge como um caso particular. As limitações físicas atuais reduzem sua participação defensiva, mas a potência do chute e a leitura ofensiva permanecem como armas valiosas. Em um elenco bem estruturado, com funções bem definidas, o alemão ainda poderia ser decisivo, especialmente como opção de rotação ou especialista em momentos específicos das partidas.

Na defesa, Ashley Young continua sendo um exemplo de adaptação. Capaz de atuar como lateral, ala ou até zagueiro em linha de três, sua versatilidade e compreensão tática ainda o qualificam para competir em bom nível. Em equipes que valorizem disciplina e experiência, Young poderia seguir relevante em ligas competitivas.

Por fim, nomes como Jasper Cillessen e Fernando Muslera reforçam a tese de que goleiros veteranos continuam sendo ativos valiosos. Ambos mantêm regularidade, tomada de decisão segura e vivência internacional — fatores determinantes em torneios de alto nível, nos quais erros individuais costumam ser decisivos.

O que separa esses jogadores de um retorno efetivo ao alto nível não é apenas a idade, mas sobretudo o contexto esportivo. Em estruturas organizadas, com funções claras e exigências físicas ajustadas, alguns desses veteranos ainda têm futebol suficiente para competir entre os melhores. O tempo pode ter reduzido intensidade e explosão, mas, para quem entende o jogo profundamente, a bola continua obedecendo.

Foto: Getty Images

Quais desses jogadores têm chance de se aposentar em 2026?

Entre os jogadores veteranos ainda em atividade, o ano de 2026 desponta como um marco natural para possíveis despedidas. Seja pelo avanço da idade, pelo histórico físico ou pelo próprio discurso dos atletas sobre o futuro, a aposentadoria tende a estar diretamente ligada ao contexto esportivo e ao papel atual de cada um em seus clubes.

Um dos jogadores de peso que mais claramente se aproxima desse horizonte é Hugo Lloris. Aos 39 anos em 2026, o francês já encerrou sua trajetória na seleção e vive uma fase de transição no futebol norte-americano. Mesmo mantendo bom nível técnico, a tendência é de uma despedida planejada, com a experiência nos Estados Unidos servindo como capítulo final de uma carreira marcada por liderança e conquistas.

Situação semelhante é a de Fernando Muslera. Ídolo histórico e com mais de uma década defendendo o Galatasaray, o goleiro uruguaio caminha para o encerramento natural de sua carreira profissional. A idade avançada e a ausência de novos grandes desafios tornam 2026 um ponto lógico para fechar um ciclo extremamente vitorioso.

No meio-campo, Éver Banega também figura como forte candidato à aposentadoria nesse período. Atuando em um ritmo mais cadenciado e distante do futebol europeu, o argentino tem utilizado a experiência como principal diferencial. A perda gradual de intensidade física indica que a continuidade após 2026 dependerá mais da motivação pessoal do que da capacidade competitiva.

Entre os jogadores de linha, o atacante Lukas Podolski representa um caso emblemático. Aos 41 anos em 2026, sua permanência em campo está fortemente ligada ao vínculo emocional com o clube e com o futebol. A aposentadoria nesse período surge como um desfecho natural para um atleta que já conquistou tudo o que poderia ao longo da carreira.

Ashley Young também se aproxima desse cenário. Apesar da inteligência tática e da versatilidade que ainda o mantêm competitivo, o inglês já exerce funções cada vez mais específicas e de liderança. A tendência é que 2026 marque o encerramento definitivo de uma trajetória longa, construída à base de adaptação constante.

Da mesma forma, jogadores como Andy Carroll e Radja Nainggolan entram nessa lista por razões distintas. O inglês convive com problemas físicos recorrentes, enquanto o belga atua em um ambiente de menor exigência competitiva. Para ambos, a continuidade além de 2026 dependerá mais do desejo pessoal de seguir no futebol do que do desempenho técnico.

Em contrapartida, jogadores como Marco Reus e Jasper Cillessen ainda apresentam margem para estender a carreira um pouco além desse prazo, desde que o físico responda e o contexto esportivo seja favorável. Ainda assim, 2026 surge como um divisor de águas mesmo para esses nomes.

No panorama geral, a possível aposentadoria desses jogadores não representa apenas o fim de trajetórias individuais, mas também o encerramento simbólico de uma geração que marcou o futebol europeu e mundial. São despedidas que tendem a ocorrer longe dos grandes holofotes, mas carregadas de significado para quem acompanhou esses atletas desde o auge até os capítulos finais de suas carreiras.

(Foto: Getty Images)