(por Edmar Jardim)Em clássico de Divisão, o Seattle Seahawks (2-2) bateu o Arizona Cardinals (0-4) no University of Phoenix Stadium neste domingo, e venceu seu segundo jogo consecutivo.O começo da partida até que foi bom para Seattle. Defesa trabalhando relativamente bem e evitando big plays e avanços críticos, e o ataque, apesar de pouco criativo (Scottheimer tem chamadas dignas de uma criança de 8 anos jogando Madden no vídeo game), conseguiu um belo touchdown corrido com Mike Davis.A menção honrosa do primeiro tempo vai para um drop de Larry Fitzgerald, e para o terror da bruxa de Blair Walsh, que parece ter voltado aos Seahawks. Sebastian Janikowski errou field goals de 38 (lamentável) e 52 jardas, desfalcando em 6 a pontuação do time de Pete Carroll. O bom trabalho da defesa não foi suficiente para segurar o ataque comandado por Josh Rosen em seu primeiro jogo como quarterback starter na NFL. Aproveitando a boa posição de campo após o erro de field goal de Seattle, comandou ótimo drive para o Touchdown de David Johnson. O placar anotava 10-7 a favor de Arizona; já havia passado o two minute warning; mas ainda havia tempo para mais algumas presepadas da linha ofensiva de Seattle, sacks, chamadas absurdas, e desperdício de timeouts com o cronômetro parado. Com 30 segundos e já com a posse de bola, os Cardinals ainda desperdiçaram um field goal que poderia ampliar o placar.No halftime, Arizona 10 – 7 SeattleNo retorno do intervalo, Janikowiski colocou o pé na forma e empatou a partida em 10 a 10, após um drive razoável comandado por Russell Wilson, porém sem a efetividade esperada para avançar o ataque até a red zone. É como se as chamadas estivessem engessando os avanços. Mais um 3 and out de Arizona e, ainda no terceiro quarto, finalmente os Seahawks comandaram uma boa campanha. Após inúmeras faltas, mais um TD de Mike Davis, trazendo o placar para 17-10.Já no quarto final, Rosen lançou seu primeiro passe para touchdown na carreira profissional, empatando a partida para os Cardinals. Para piorar a já nada boa situação dos Seahawks, Earl Thomas deixou o campo machucado, e certamente bastante bravo (vide sinalização com o dedo nada amistosa) pra não dizer outra coisa com a atuação do ataque do seu time e com algumas decisões de chamadas: 0/9 em conversão de terceiras descidas. Um número inadmissível. Após uma bela campanha que comeu o cronômetro, os Cardinals perderam um field goal, que possibilitou o retorno da posse de bola para Seattle. Sem timeouts (que foram queimados com besteiras), Wilson levou a bola até próximo da linha de 40 jardas. Sebastian Janikowski se redimiu, e acertou o field goal da vitória. 52 jardas, e fim da partida.[[{“type”:”media”,”view_mode”:”media_large”,”fid”:”1910″,”attributes”:{“class”:”media-image size-full wp-image-5486 aligncenter”,”typeof”:”foaf:Image”,”style”:””,”width”:”1920″,”height”:”1080″,”alt”:””}}]] Final – Seahawks 20 – 17 Cardinals Um parêntese aqui para um comentário: para alguém que acompanhou muito os Seahawks nos últimos anos como acompanhei, fica fácil perceber que não está havendo química e conexão entre o novo coordenador ofensivo, o quarterback do time, e o head coach. Algo está (muito) errado, e esse problema pode ser crucial para a temporada da equipe. O front office recentemente duas vezes seguidas finalista parece ter virado uma verdadeira bagunça. Earl Thomas está agora contundido além de infeliz. O ano promete ser longo para o torcedor.
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