Souza, Vasco da Gama
Futebol Brasileirão

Expectativa x Realidade: 5 jogadores do Vasco que não aproveitaram as oportunidades que tiveram

O Vasco da Gama tem passado por diversas reformulações nos últimos anos, trazendo jogadores com potencial para agregar qualidade ao elenco. No entanto, nem todos os reforços conseguem corresponder às expectativas e justificar suas contratações. Alguns nomes chegaram ao clube com status de promessas ou até mesmo como atletas experientes que poderiam ser peças-chave, mas não conseguiram se firmar. Abaixo, analisamos cinco jogadores que tiveram chances no Vasco, mas não aproveitaram as oportunidades que receberam.

  1. Souza – O retorno que não deu certo

Fechando a lista, Souza é mais um caso de um jogador experiente que retornou ao Vasco, mas não conseguiu entregar o esperado. O volante sempre declarou ser torcedor do clube e prometia que um dia voltaria para ajudar o time. Quando chegou em 2024, muitos imaginavam que ele assumiria um papel de liderança no meio-campo, principalmente porque o Vasco havia perdido Paulinho e Jair por lesões no joelho.

No entanto, Souza teve poucas oportunidades, e quando jogou, não conseguiu demonstrar um bom desempenho. Ele teve dificuldades na recomposição, não mostrou a intensidade necessária e, em algumas partidas, foi até vaiado pela torcida. Com a chegada de Fábio Carille em 2025 e o retorno de Paulinho e Jair, Souza perdeu ainda mais espaço e, em alguns momentos, foi testado até como zagueiro. Mas a experiência não funcionou, e ele rapidamente voltou para o banco de reservas.

  1. Alex Teixeira – A eterna expectativa que nunca virou realidade

Alex Teixeira é um dos casos mais emblemáticos do Vasco nos últimos anos. Revelado pelo clube e com passagens de sucesso pelo futebol europeu e asiático, ele retornou ao Cruzmaltino em 2022 para a disputa da Série B, reacendendo a esperança da torcida. No entanto, seu desempenho ficou bem abaixo do esperado.

Mesmo na Série B, Alex não conseguiu ser um protagonista do time e, já em 2023, na Série A, sua situação piorou. Ele foi reserva na maior parte da temporada e, no final do ano, acabou deixando o Vasco. A surpresa veio em 2024, quando ele retornou ao clube novamente. Ainda assim, sua passagem não mudou de patamar. Faltou intensidade, explosão e, principalmente, poder de decisão em momentos importantes. Sua segunda volta ao clube serviu apenas para reforçar a ideia de que o Alex Teixeira que brilhou na base do Vasco e no Shakhtar Donetsk já não era o mesmo.

  1. Maxime Domínguez – Habilidade não foi suficiente

A chegada do meio-campista suíço Maxime Domínguez ao Vasco gerou muita curiosidade, já que a torcida pouco conhecia seu futebol. Logo nos primeiros jogos, ficou evidente que ele tinha qualidade técnica e um bom toque de bola. O problema? Seu físico frágil e a falta de intensidade em campo.

Domínguez teve dificuldades em competições mais físicas e não conseguiu se firmar no time titular. No ano passado, foi utilizado em algumas partidas jogando aberto pelo lado direito, mas não teve o impacto esperado. Para 2025, o jogador informou a Fábio Carille que prefere atuar mais centralizado, mas mesmo assim continua tendo dificuldades para se destacar. Ele tem habilidade e visão de jogo, mas, no futebol brasileiro, onde o ritmo é intenso, seu estilo de jogo não tem funcionado.

  1. Jean David – O chileno que não repetiu o bom futebol

Jean David chegou ao Vasco cercado de expectativas depois de se destacar pelo Toluca, no México. Seus números na Liga MX eram impressionantes e a torcida mexicana lamentou sua saída. Além disso, ele sempre esteve presente nas convocações da seleção chilena, o que aumentava ainda mais o entusiasmo com sua contratação.

Mas a realidade no Vasco foi bem diferente. O jogador não conseguiu repetir nem de longe as boas atuações que teve no futebol mexicano. Seu desempenho foi apático, e sua dificuldade em se encaixar no esquema tático do time fez com que ele perdesse espaço rapidamente. Para um atleta que chegou com status de titular, Jean David se tornou apenas mais uma peça no elenco e, até o momento, não conseguiu se firmar no clube.

  1. Juan Sforza – A promessa argentina que não se firmou

Quando Juan Sforza foi contratado pelo Vasco, a expectativa era de que ele se tornasse um dos pilares do meio-campo. O argentino, capitão da seleção de base do seu país e destaque do Newell’s Old Boys, chegou ao clube cercado de boas referências, especialmente por sua qualidade no passe e visão de jogo. No entanto, sua adaptação ao futebol brasileiro não foi como o esperado.

Embora tenha técnica com a bola nos pés, Sforza não conseguiu demonstrar imposição física no meio-campo, um setor onde o Vasco sempre precisou de jogadores combativos. Suas dificuldades em disputas corpo a corpo e sua falta de intensidade sem a bola fizeram com que ele perdesse espaço no time. Mesmo com um elenco carente em sua posição, o argentino nunca conseguiu convencer totalmente os treinadores que passaram pelo Vasco, tornando-se uma peça secundária no elenco.

Expectativa x Realidade no Vasco

O futebol não perdoa quem não aproveita as oportunidades. No Vasco, esses cinco jogadores tiveram chances de se firmar, mas, por diferentes motivos, não conseguiram se tornar peças-chave no time. Seja por problemas físicos, falta de intensidade ou simplesmente por não conseguirem repetir o nível de atuações que tiveram em outros clubes, eles se tornaram opções secundárias no elenco.

Com a chegada de Fábio Carille e a preparação para o Campeonato Brasileiro, o Vasco continua em busca do time ideal para a temporada. Para esses jogadores, o futuro ainda é incerto, e cabe a eles mostrar que ainda podem mudar essa história dentro do clube.

O Vasco estreia esse domingo no Campeonato Brasileiro contra o Santos, em São Januário.

Foto: Thiago Ribeiro/AGIF