O sérvio Novak Djokovic afirmou que sentiu mais pressão antes de cada partida disputada no US Open do que na final dos Jogos Olímpicos de Paris, onde enfrentou o espanhol Carlos Alcaraz na busca por sua tão desejada medalha de ouro. Em entrevista à emissora RTS, o ex-número 1 do mundo explicou as diferenças nas sensações experimentadas em ambos os torneios.
“Há o que eu gosto de chamar de pressão ‘adicional’, que depende da fase”, disse Djokovic. “Antes da final em Paris, eu não havia perdido um set, venci (Rafael) Nadal na casa dele. Embora ele não estivesse em sua melhor forma, vencê-lo em Paris é algo enorme. Por isso, essa ‘pressão adicional’ foi menor do que o normal. Já em Nova York, eu senti que não era eu na quadra, que não estava bem preparado”, confessou o sérvio.
Djokovic, que foi eliminado na terceira rodada do US Open pelo australiano Alexei Popyrin em quatro sets, atribuiu a derrota à falta de sintonia consigo mesmo durante o torneio:
“Tênis é um esporte individual. Se você não encontra uma solução em um determinado dia, você perde”, refletiu o sérvio, destacando como o sentimento de não estar no seu melhor afetou seu desempenho.
Djokovic e a conquista da medalha de ouro nas Olimpíadas
Djokovic também destacou a importância da conquista da medalha de ouro em Paris:
“Os Jogos Olímpicos só acontecem a cada quatro anos. Entrei no torneio sem ter conquistado um título na temporada, vindo de uma cirurgia no joelho, e com 37 anos. Enfrentei um adversário que havia acabado de me vencer em Wimbledon. Isso torna tudo tão especial. Foi o maior conjunto de emoções da minha carreira, difícil descrever em palavras”, revelou o tenista.
Apesar da derrota para Carlos Alcaraz na final de Wimbledon, Djokovic se manteve positivo e acreditou em sua capacidade de brilhar nas Olimpíadas de 2024:
“Fiquei muito preocupado após a lesão no joelho em Roland Garros, mas quando consegui jogar a final em Wimbledon, me senti aliviado, pois sabia que estaria pronto para as Olimpíadas, que eram meu principal objetivo”, completou.