Koundé, Barcelona
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Defensor do Barcelona, Koundé apoia greve de jogadores contra calendário: “Precisamos nos unir”

A crescente insatisfação dos jogadores de grandes clubes europeus em relação ao calendário inchado de jogos pode resultar em uma greve. Jules Koundé, defensor do Barcelona, expressou apoio à ideia durante uma coletiva nesta quarta-feira (18), antes da estreia do time na Champions League 2024/25. O atleta criticou a falta de diálogo com jogadores e treinadores sobre a carga excessiva de partidas em clubes e seleções.

— Estamos há três ou quatro anos falando sobre isso, e ninguém nos dá caso, ninguém escuta os protagonistas. Não se escuta os jogadores, nem treinadores. Haverá um momento em que teremos que ir à greve para fazer a nossa voz ser escutada pelos que decidem”, afirmou o lateral-direito, que também atua como zagueiro no Barcelona.

O descontentamento de Koundé e dos demais jogadores dos clubes europeus vieram à tona após as recentes declarações de Rodri, volante do Manchester City, que também defendeu uma paralisação caso as condições não melhorem. O defensor francês ressaltou que a falta de organização entre os atletas impede que suas demandas sejam ouvidas de maneira eficaz.

Nos falta nos organizarmos mais, em diferentes países há sindicatos. Precisamos de uma voz unificada para sermos ouvidos”, acrescentou o jogador francês.

Koundé é mais um dentre os atletas a reclamar do calendário extenso

Koundé fez essas declarações um dia antes da estreia do Barcelona no novo formato da Champions League, que aumentou o número de jogos na fase inicial. Agora, em vez de seis rodadas, os clubes disputarão oito, e ainda haverá um playoff para os times que não se classificarem diretamente às oitavas de final.

Na temporada passada, o Barcelona disputou 53 jogos oficiais, além de quatro amistosos de pré-temporada. Koundé participou de 52 dessas partidas e ainda jogou 10 vezes pela seleção da França, somando 62 compromissos na temporada 2023/24.

— A cada ano o calendário aumenta, e há menos tempo de descanso. Assumimos um risco máximo, cada vez maior, e já se vê mais lesões, porque cada vez há menos descanso. Os que jogarem o Mundial de Clubes alcançarão uns 70 jogos por temporada, é uma loucura”, concluiu o defensor, reforçando a necessidade de mudanças urgentes no calendário do futebol europeu.

Foto: Getty Images