O Atlético-MG tem vivido um grande momento nesta temporada, apesar de ter a desvantagem de 3 a 1 na final da Copa do Brasil, ainda está presente na decisão da Copa Libertadores. Entretanto, além desses pontos, existe o Brasileirão, onde o clube mineiro não consegue engatar resultados positivos. Sem vencer nas últimas três rodadas, o Galo foi derrotado novamente nesta última quarta-feira (6), diante do lanterna Atlético-GO.
A situação do time mineiro é mais complicada, porque o foco tem sido as outras competições ao invés do campeonato nacional. Apesar da irregularidade no Brasileirão, o técnico do Atlético-MG, Gabriel Milito justifica a situação.
“Claro que as derrotas afetam muito. Não esperávamos a derrota de hoje, mas foi o que aconteceu e isso não pode ser negado. (…) É claro que no campeonato (Brasileiro) não conseguimos obter o resultados que obtivemos nas Copas. Gostaria de trabalhar muito para que isso aconteça, que tenhamos essa mesma regularidade, mas até agora não foi possível”.
Ao ressaltar a chegada do Galo em duas finais de Copa, Milito deixa claro que só foi possível pela mudança de times. Colocar o time titular em todas as competições seriam impossível na visão dele, em algum momento, a conta chegaria, tendo chances de lesionar algumas peças importantes.
“Alguns jogos deveríamos ter vencido, mas sei que se jogássemos sempre com o mesmo time, não estaríamos nas finais, não estaríamos nas finais para jogar a tripla competição com um desgaste físico e mental muito grande. Então é forçado a mudar, mas claramente somos duas equipes: uma equipe quando somos todos, uma equipe diferente quando não somos todos”, disse o técnico do Atlético-MG.
A partida contra o Atlético-GO contou com a presença de alguns titulares, que no caso, não atuaram contra o Flamengo na Copa do Brasil, caso de Deyverson e Fausto Vera. Os dois jogadores já defenderam outros times na competição, então não estão em perigo de chegar cansados ou desfalcarem. Enquanto, Rubens entrou no decorrer do confronto, e nomes como: Otávio, Guilherme Arana e Zaracho, também foram opções na partida.
“Eu sou o mais responsável porque decido que Hulk não vem, que Paulinho não vem, que não vem Battaglia, que não vem Alonso, que Alan Franco não vem, Scarpa não vem. Eu decido isso, mas é necessário. Se eu não tivesse decidido isso no Campeonato Brasileiro, não estaríamos abaixo, mas nas Copas, não estaríamos na final. Está muito claro”, relatou Milito.
“É impossível jogar com 12, 14 jogadores as três competições e as três correrem bem. Se você cobrir a cabeça, descobrirá os pés. Se você cobrir os pés, descobrirá a cabeça. Essa é a realidade”, concluiu o treinador argentino.
Próximos passos do Atlético-MG
O próximo confronto do Atlético-MG é diante do Flamengo no domingo (10). Os dois times se encontram pelo jogo de volta, que decidirá o campeão da Copa do Brasil. Com a vantagem de 3 a 1, o time rubro-negro visitará a Arena MRV, tendo a possibilidade de perder por um gol de diferença, caso sejam dois, as penalidades máximas serão o meio para resolver o vencedor da competição.
Foto: Pedro Souza/Atlético