Em duelo válido pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro desse ano, Cruzeiro e Palmeiras se enfrentam no Estádio do Mineirão numa data ainda não definida, porém, já pedida pelo vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (NOVO), como jogo de torcida única. O duelo em Belo Horizonte traz a preocupação do executivo estadual de que seja marcado por novas brigas entre organizadas das duas equipes, e que culminou recentemente no assassinato de um torcedor da Raposa num confronto em uma rodovia do Estado de São Paulo.
“Fizemos pedidos aos responsáveis para que o jogo seja de torcida única. Se isso não for atendido, que, infelizmente, não somos nós que tomamos essa decisão, nós vamos judicializar, para impedir que a torcida do Palmeiras frequente o estádio.”
Na coletiva realizada nesta manhã no Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o vice-governador de MG declarou que o pedido foi feito visando garantir a segurança do público e do próprio Mineirão, após o registro de uma briga envolvendo cerca de 150 pessoas, integrantes de organizadas do Cruzeiro e do Palmeiras em Mairiporã, na Grande São Paulo. Com a morte de um integrante da Máfia Azul e 17 feridos durante o tumulto, o caso vem sido investigado pela Polícia como uma suspeita de emboscada montada por membros da torcida Mancha Alviverde.
Não temos problema com a torcida do Palmeiras. Estamos a menos de um mês do assassinato de um mineiro, torcedor do Cruzeiro, da torcida organizada, por membros da torcida organizada do Palmeiras. E não se pode permitir que isso seja trazido para cá, como mais um episódio dessa situação triste que o futebol brasileiro e do qual Minas Gerais não vai ser parte”
— Mateus Simões, vice-governador de Minas Gerais.
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Histórico da briga entre organizadas de Cruzeiro e Palmeiras
Em outubro, um ônibus com torcedores do Cruzeiro que voltava para Minas foi atacado por integrantes da torcida organizada Mancha Alviverde, considerada a maior do Palmeiras, registrando uma morte e 17 feridos, em ação ocorrida num pedágio sentido Mairiporã, cidade da Grande São Paulo. O morto foi identificado como José Victor Miranda, de 30 anos, e integrante da torcida Máfia Azul, de Sete Lagoas, munícipio da região metropolitana de Belo Horizonte.
No ataque, os agressores usaram pedaços de madeira e fogo, que consumiu rapidamente o ônibus, e provocou uma evacuação imediata do veículo. Tendo membros da Mancha Alviverde reconhecidos pela Polícia durante o registro da ocorrência, a organizada se manifestou por meio de nota nas redes sociais afirmando não poder ser responsabilizada pela ação de alguns torcedores.
O duelo extra-campo entre organizadas palmeirenses e cruzeirenses não é recente, e tem registros de confusão desde o final da década de 1980. O último, anterior ao que provocou a morte de João Victor em outubro, foi registrado em Minas Gerais no ano de 2022, e deixou quatro torcedores baleados, além de outros 10 feridos, que sofreram chutes, socos e pauladas.