O brasileiro Hélio Castroneves, de 49 anos, foi eleito para entrar no Hall da Fama do autódromo de Indianápolis nesta semana. Após uma votação feita por 150 jornalistas, participantes do Hall e historiadores, o piloto, quatro vezes campeão das 500 Milhas de Indianápolis, foi escolhido para a classe de 2025, cuja cerimônia será realizada em 22 de maio.
Correndo em categorias norte-americanas desde 1996, quando competiu na Indy Lights, categoria de acesso à antiga CART, na mesma equipe do conterrâneo Tony Kanaan, Castroneves foi vice-campeão da categoria em 1997, perdendo o título para o companheiro de equipe na última etapa do campeonato, em Fontana.
Castroneves foi para a CART em 1998, correndo pela equipe Bettenhausen em seu ano de estreia na categoria, tendo como melhor resultado um segundo lugar na etapa de Milwaukee. Ele foi o segundo melhor estreante da temporada na classificação final do campeonato, atrás de Kanaan. Em 1999, o piloto foi para a equipe Hogan, onde conquistou uma pole position em Miami e um segundo lugar em Gateway.
Chegada à Penske e história em Indianapolis
Ao final da temporada de 1999, sem vaga na Hogan, Castroneves não tinha equipe para a categoria em 2000, mas a morte do piloto canadense Greg Moore na última etapa de 1999, em Fontana, abriu uma vaga para o piloto na equipe Penske, ao lado de Gil de Ferran.
Após uma boa temporada em 2000, com três vitórias em Detroit, Mid-Ohio e Laguna Seca, o piloto terminou na sétima colocação no campeonato daquele ano, que foi vencido por Gil, dando ao Brasil o primeiro título em categorias americanas desde Emerson Fittipaldi em 1989.
Em 2001, a equipe voltou a disputar a prova de Indianápolis desde 1996 e, logo em seu primeiro ano no templo sagrado do automobilismo americano, Hélio conquistou sua primeira vitória em um circuito oval, sendo também a primeira vitória brasileira desde a segunda conquista de Fittipaldi em 1993. No ano seguinte, ele repetiria o feito, empatando com Emerson em número de vitórias.
Em 2009, Castroneves se tornaria o brasileiro com mais vitórias no autódromo ao ganhar sua terceira edição da prova, após quase ser preso meses antes por problemas com o fisco americano. Em 2021, sem o apoio da Penske e correndo pela Meyer Shank, o piloto entrou para o seleto grupo de pilotos que venceram quatro vezes a prova mais icônica do automobilismo americano, juntamente com AJ Foyt, Al Unser e Rick Mears.
Busca pela quinta vitória e novo desafio
O brasileiro, nascido em Ribeirão Preto, que completará 50 anos em maio, tentará se tornar o piloto que mais venceu as 500 Milhas no dia 25 de maio, disputando a prova novamente pela Meyer Shank.
Neste domingo (16), Castroneves tentará um novo desafio ao disputar as 500 Milhas de Daytona, a prova mais tradicional da NASCAR, a Stock Car americana, no oval de Daytona pela equipe Trackhouse. O piloto tem boa experiência no autódromo da Flórida, onde venceu três vezes consecutivas as 24 Horas de Daytona, em 2021, 2022 e 2023, embora tenha competido no traçado misto do complexo.
Castroneves mostra que uma grande carreira talvez não passe pela Fórmula 1
Hélio Castroneves tem uma grande carreira no automobilismo americano, tendo vencido as maiores provas dos Estados Unidos. Mesmo sem conquistar o título da CART ou da Indy, ele tem uma história magnífica, e tudo isso sem ter passado pela Fórmula 1.
Isso quase aconteceu em 2002, após sua segunda vitória em Indianápolis, quando o piloto fez alguns testes para ser piloto da Toyota, mas a vaga ficou com o compatriota Cristiano da Matta, e ele não teve mais oportunidades em outras equipes.
Mesmo sem uma carreira na Europa, o “Spider Man” tem grandes feitos em sua trajetória, que o colocam no mesmo patamar de Rubens Barrichello e Felipe Massa, que tiveram passagens longas e bem-sucedidas pela Fórmula 1.
(Foto: Motorsport Images)