Pela primeira vez em sua história, o Racing conquistou a Recopa Sul-Americana. Após vencer o Botafogo por 2 a 0 tanto na ida quanto na volta, o time de Avellaneda não apenas reforçou sua reputação no cenário internacional, como também consolidou sua fama de algoz dos clubes brasileiros. Com esse embalo, a equipe comandada por Gustavo Costas agora mira um objetivo ainda maior: quebrar a hegemonia do Brasil na Libertadores e se firmar como um dos principais candidatos ao título em 2025.
Nos últimos nove confrontos contra times brasileiros, o Racing venceu seis e levou a melhor em todos os mata-matas disputados. Durante a campanha vitoriosa na Copa Sul-Americana de 2024, o clube argentino teve um caminho repleto de adversários do Brasil, mas superou todos até levantar a taça ao derrotar o Cruzeiro na final.
Na trajetória rumo ao título, o Racing goleou o Red Bull Bragantino por 3 a 0 na fase de grupos, atropelou o Athletico-PR por 4 a 1 nas quartas de final e bateu o Corinthians por 2 a 1 na semifinal. Na grande decisão, venceu o Cruzeiro por 3 a 1, confirmando sua superioridade. As únicas derrotas, para Bragantino e Athletico-PR, foram por um gol de diferença e não impediram o time de levantar a taça.
Racing: o terror dos brasileiros em finais
Além do retrospecto recente, o Racing também leva vantagem sobre brasileiros em decisões de título. Em quatro finais disputadas contra clubes do Brasil, venceu três. Em 1988, derrotou o Cruzeiro na final da Supercopa dos Campeões da Libertadores, feito que repetiu em 2024 na Copa Sul-Americana. A única exceção foi em 1992, quando a Raposa deu o troco na Supercopa. O mais recente triunfo foi sobre o Botafogo, garantindo a Recopa Sul-Americana.
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Agora, com os títulos da Sul-Americana e da Recopa no currículo, o Racing chega à fase de grupos da Libertadores mais forte do que nunca. Com nomes como Martirena, Colombo, Nardoni, Zuculini, Salas, Vietto, Zaracho e Maravilla Martínez, a equipe argentina se posiciona como um dos principais candidatos a desafiar o domínio brasileiro no torneio continental.
Nos últimos anos, o Racing tem sido uma verdadeira pedra no sapato dos brasileiros na Libertadores. Eliminou Flamengo (2020) e São Paulo (2021), além de ter arrancado um empate contra o atual campeão Fluminense na fase de grupos de 2024. Mas até onde esse “carrasco” pode ir na edição de 2025?
Análise do Racing na Libertadores 2025
O Racing vive um momento promissor. Com um elenco competitivo, atacantes talentosos como Adrián Martínez e Maximiliano Salas, e uma defesa sólida, o time busca resgatar a identidade copeira que marcou sua história na Libertadores.
Pontos Fortes:
Domínio sobre brasileiros: O Racing provou que sabe enfrentar times do Brasil, um diferencial valioso nos mata-matas.
Elenco equilibrado: Defesa bem estruturada e um meio-campo combativo podem fazer a diferença em jogos decisivos.
Tradição e experiência: Mesmo sem ser um dos favoritos, o Racing já venceu a Libertadores (1967), o que pesa na hora da decisão.
Desafios:
Elenco curto: Caso sofra com lesões, pode perder força em um torneio longo e exigente.
Concorrência pesada: Palmeiras, Flamengo e River Plate têm elencos mais qualificados.
Irregularidade: O Racing oscila entre ótimas e fracas atuações, algo perigoso contra adversários sólidos.
Até onde o Racing pode chegar?
A equipe argentina tem potencial para chegar, no mínimo, às quartas de final, dependendo do chaveamento. Se mantiver sua invencibilidade contra brasileiros, pode surpreender e até alcançar a semifinal. No entanto, o título ainda parece um desafio difícil diante da força dos principais concorrentes sul-americanos.
E você, acredita que o Racing pode ser uma ameaça real ao domínio brasileiro ou acha que o “carrasco” pode cair antes?
O destaque do Racing em 2025 e o caminho para derrubar a hegemonia brasileira
Com um elenco promissor, o Racing busca quebrar a hegemonia brasileira na Libertadores. O clube já começou a temporada com um título inédito da Recopa Sul-Americana, superando o Botafogo com um agregado de 4 a 0.
Um dos principais nomes dessa campanha é o lateral-direito Juan José Martirena, de 25 anos. Sua atuação decisiva na Recopa despertou o interesse de grandes clubes, como o Flamengo.
Outro destaque é o atacante Adrián Emmanuel Martínez, que estreou na temporada com um gol impressionante contra o Barracas Central e brilhou na vitória sobre o Belgrano por 4 a 0. Sua técnica e precisão fazem dele uma peça-chave no ataque.
Além disso, o comando de Gustavo Costas tem sido fundamental para a equipe. Com um esquema tático eficiente e um time bem organizado, o Racing se tornou uma ameaça real aos brasileiros.
Como o Racing pode desafiar os brasileiros na Libertadores?
- Confiança elevada: Os recentes títulos aumentaram a moral da equipe.
- Elenco talentoso: Jogadores como Martirena e Martínez podem desequilibrar.
- Tática bem definida: O estilo de jogo de Costas potencializa as qualidades do time.
- Defesa sólida: O Racing soube neutralizar o Botafogo na Recopa e pode repetir a estratégia.
- Aproveitamento ofensivo: Gols de Zaracho e Zuculini na Recopa mostraram a eficiência do ataque.
- Experiência internacional: O histórico recente de boas campanhas fortalece a confiança do elenco.
Com todos esses elementos, mesmo sem um grande craque individual, o Racing aposta no jogo coletivo para desafiar a supremacia brasileira e sonhar com a taça da Libertadores em 2025.
E aí, será que o “carrasco” pode surpreender novamente?
(Foto: Getty Images)
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