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Lendas da Libertadores: Romagnoli e Piatti levaram o San Lorenzo à improvável conquista da América!

O San Lorenzo, fundado em 1908, conquistou pela primeira vez a Copa Libertadores em 2014, ao derrotar o Nacional-PAR por 1 a 0 na final disputada no Estádio Nuevo Gasómetro, em Buenos Aires. O gol decisivo foi marcado pelo volante Néstor Ortigoza, de pênalti, garantindo a alegria da apaixonada torcida azul e grená, que ainda contou com o apoio ilustre do Papa Francisco. No jogo de ida, em Assunção, o time comandado por Edgardo Bauza havia empatado por 1 a 1.

Com esse título, o San Lorenzo quebrou um tabu histórico, tornando-se o último grande clube argentino a vencer a Libertadores, igualando-se a Racing (1967), Argentinos Juniors (1985) e Vélez Sarsfield (1994). Dessa forma, o Newell’s Old Boys permaneceu como a única equipe do país a chegar a finais da competição sem jamais conquistá-la, acumulando dois vice-campeonatos, em 1988 e 1992, contra Nacional-URU e São Paulo, respectivamente.

A trajetória do San Lorenzo na Libertadores de 2014 começou no Grupo B, onde enfrentou Botafogo, Unión Española e Independiente del Valle. A classificação foi dramática, pois o time somava apenas cinco pontos após cinco rodadas e precisava vencer o Botafogo na última partida para avançar. A vitória por 3 a 0 sobre os cariocas, combinada ao triunfo do Independiente del Valle por 5 a 4 sobre o Unión Española, fez com que os argentinos terminassem empatados com os equatorianos em pontos, mas levassem vantagem no saldo de gols, garantindo assim a vice-liderança da chave e a 15ª colocação geral na fase de grupos.

No mata-mata, o Ciclón eliminou três brasileiros em sequência. Nas oitavas, superou o Grêmio nos pênaltis após dois placares de 1 a 0. Nas quartas, venceu o Cruzeiro por 1 a 0 em casa e segurou o empate em 1 a 1 no Mineirão. Na semifinal, despachou o Bolívar-BOL com um agregado de 5 a 1. Na grande decisão, o título inédito veio diante do Nacional-PAR, encerrando a espera da torcida.

San Lorenzo ganhou a única Libertadores em sua história, sem a presença de times paulistas na competição

Curiosamente, essa foi a única edição da Libertadores no século XXI sem a participação de clubes paulistas. Em 2014, os representantes brasileiros foram Atlético-MG (atual campeão), Flamengo (vencedor da Copa do Brasil), além de Cruzeiro, Grêmio, Athletico-PR e Botafogo, classificados via Brasileirão. O melhor paulista no torneio nacional de 2013 havia sido o Santos, que terminou em sétimo, enquanto o Corinthians foi o melhor na Copa do Brasil, mas caiu nas quartas.

O desempenho dos brasileiros foi abaixo do esperado. Flamengo e Botafogo não passaram da fase de grupos, enquanto Atlético-MG caiu nas oitavas para o Atlético Nacional-COL. Já os outros brasileiros foram eliminados pelo próprio San Lorenzo: Grêmio nas oitavas e Cruzeiro nas quartas. O time argentino seguiu sua caminhada até o título, vencendo o Bolívar e superando o Nacional-PAR na final.

Desde o início do século, clubes paulistas conquistaram quatro vezes a Libertadores (São Paulo em 2005, Santos em 2011, Corinthians em 2012 e Palmeiras em 2020) e chegaram a outras quatro finais (São Caetano em 2002, Santos em 2003 e 2020, São Paulo em 2006). A última edição do torneio sem paulistas antes de 2014 havia sido em 1998, quando apenas dois clubes de cada país se classificavam, além do campeão da edição anterior. Naquele ano, Cruzeiro (campeão da Libertadores em 97), Grêmio (campeão da Copa do Brasil em 97) e Vasco (campeão do Brasileirão de 97), representaram o país, sendo que o clube carioca levou o título.

Nas décadas anteriores, a ausência de paulistas na Libertadores era mais comum, especialmente nos anos 70 e 80. Já nos anos 60, Santos e Palmeiras participaram frequentemente da competição. Enquanto em 1997, os únicos brasileiros presentes na competição, eram o Cruzeiro, que acabou sendo campeão pela segunda vez na história, ao derrotar o Sporting Cristal na final por 1 a 0 e o Grêmio, campeão brasileiro em 1996, além do River Plate, que foi o detentor do título na última edição.

Como Romagnoli e Piatti levaram o San Lorenzo ao título inédito da Libertadores em 2014?

Em 2014, o San Lorenzo conquistou o título inédito da Copa Libertadores com a ajuda crucial de Leandro Romagnoli e Ignacio Piatti, dois dos principais jogadores do time durante a campanha.

1. Leandro Romagnoli:

O “Pipi” Romagnoli foi um dos maiores ídolos da história do San Lorenzo e exerceu papel fundamental durante a campanha. Ele era o líder técnico e mental do time, jogando como meia e orquestrando as jogadas ofensivas. Embora Romagnoli não tenha sido um dos maiores artilheiros da competição, sua visão de jogo e habilidade com a bola ajudaram a construir as jogadas decisivas. Sua experiência foi crucial nos momentos mais difíceis da Libertadores, e ele se destacou especialmente nas fases finais.

2. Ignacio Piatti:

Piatti foi um dos grandes artilheiros da equipe e também foi fundamental nas vitórias decisivas. O atacante teve um papel muito importante tanto na criação de jogadas quanto na finalização, e seus gols ajudaram o time a avançar para as fases mais agudas da competição. Seu gol crucial contra o Cruzeiro no jogo de volta das quartas de final, em pleno Mineirão, foi um dos momentos mais emblemáticos da campanha. Ele se mostrou um jogador de grande intensidade e coragem, sempre se destacando em momentos decisivos.

A final da Copa Libertadores de 2014 foi disputada contra o Nacional, o do Paraguai O San Lorenzo, comandado pelo técnico Edgardo Bauza, venceu com um placar agregado de 2 a 1. Romagnoli e Piatti, com suas atuações consistentes e sua liderança em campo, foram essenciais para garantir o título inédito ao clube argentino, que foi conquistado depois de mais de 50 anos de história, colocando o San Lorenzo entre os campeões da América pela primeira vez.

(Foto: Divulgação/San Lorenzo)