São Paulo e Santos foram a campo em busca de sair da parte debaixo da tabela. O tricolor entrou em campo com uma proposta bastante ofensiva, marcando no campo do adversário e explorando os espaços deixados pelos santistas.
Atuando dessa maneira, com muita velocidade, o São Paulo logo abriu dois gols de diferença, entretanto, um pênalti infantil de Enzo Díaz recolocou o Peixe no jogo, no fim do primeiro tempo.
Na segunda etapa o Santos foi melhor, empurrou o tricolor para atrás, criou oportunidades, mas perdeu para a pontaria de seus atacantes e, principalmente, para uma defesa espetacular de Rafael, que definiu o 2 a 1 para o São Paulo, chegando a primeira vitória no Brasileirão.
Olhando pelo lado positivo, a molecada do São Paulo, principalmente Matheus Alves, demonstrou personalidade e qualidade e, junto com Ferreirinha, pode dar uma dinâmica diferente para o time enquanto não tiver Lucas Moura e Oscar.
Já do lado do Santos, Rollheiser se soltou mais e fez uma grande partida. Com ele evoluindo e o Peixe se organizando melhor, a situação do clube praiano na temporada pode melhorar.
Enquanto isso, do lado negativo, o São Paulo não pode recuar tanto. Se os atacantes santistas estivessem em uma jornada melhor, o resultado não seria positivo para os anfitriões. E o Santos precisa urgentemente melhorar a transição do meio para frente e a recomposição, pois em várias ocasiões a zaga fica muito exposta e o time sofre.
Confira como foi o jogo, que apresentou um futebol dinâmico, emocionante e muito disputado, terminando com uma vitória do São Paulo pelo primeiro tempo soberano da equipe.
Em partida de tempos distintos, São Paulo segura a vitória

O jogo começou bastante estudado, o São Paulo adiantou as linhas, foi para cima, mas tinha dificuldades de chegar em condições de finalizar, enquanto o Santos era mais lento.
Após um início mais truncado, logo aos 10 minutos, Ferreirinha tabelou com André Silva e chegou na área para marcar o primeiro gol da partida, de forma inapelável. Ferreirinha está em grande fase, circulando de um lado para o outro e aparecendo bem para finalizar.
Depois do gol o Santos ficou mais com a bola, tentou colocar no chão e criar na base do toque de bola, porém, além de não agredir, o time dava muito espaço. E, na base do contragolpe, Matheus Alves puxou o tricolor para o ataque e passou para André Silva, que se aproveitou da zaga toda desguarnecida para fazer o segundo dos anfitriões.
Era um baile do São Paulo, que tinha mais velocidade, objetividade e era letal. Que futebol bonito do tricolor! As chances apareciam em abundância, Matheus Alves jogava com liberdade e André Silva finalizava com extrema facilidade.
O São Paulo parecia ter uns dois jogadores a mais por tamanha intensidade na marcação. O Santos não trocava passes com tranquilidade, era avassaladora a superioridade física do tricolor.
Entretanto, num lance de pouco perigo, uma bola alçada na área na cabeça de Léo Godoy, resultou num pênalti involuntário de Enzo Diaz, que estava com o braço esticado. Tiquinho Soares bateu e diminuiu a diferença. Um castigo para o São Paulo que era bem superior.
E assim, os times foram para o intervalo com o jogo em aberto, algo inimaginável antes do gol do Santos, pelo domínio do tricolor em todos os quesitos.
Para a etapa complementar, o São Paulo voltou a colocar pressão na saída de bola santista e atuar com as linhas altas, entretanto, o Santos estava pronto para explorar espaços e, assim, o primeiro lance de perigo do período foi do Peixe com Tiquinho Soares chutando com perigo.
E aos poucos o Santos foi ficando mais à vontade, buscando o gol na base do toque de bola e as chances seguiam aparecendo. Guilherme chutou com muito perigo. O jogo que estava bem propenso ao tricolor, de repente foi se tornando um risco.
Apesar da melhora santista, a equipe visitante não conseguia mais criar chances claras de gol e assim a partida foi ficando morna, algo que só interessava ao São Paulo. O tricolor tinha mais posse de bola, mas não tinha a liberdade e nem a intensidade do primeiro tempo.
Na reta final o Santos foi empurrando o São Paulo para atrás, alugando o campo de ataque e criando oportunidades de gol. O problema do Peixe era a finalização. Veron e Guilherme tiveram oportunidades, mas foram bem mal na conclusão.
Já nos acréscimos, o Peixe esteve muito próximo do empate, com Thaciano cabeceando após bom cruzamento de Rollheiser para a defesa espetacular de Rafael, garantindo a primeira vitória do São Paulo no Brasileirão.
(Imagem de capa: Ricardo Moreira/Getty Images)