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Futebol Libertadores

Em jogo de vida ou morte, Botafogo vence e se mantém vivo na Libertadores

Nesta terça-feira (6) tivemos a quarta rodada da Copa Libertadores da América. O Botafogo viajou até a Venezuela para enfrentar o Carabobo. Em jogo de vida ou morte para o atual campeão da competição, o time carioca venceu a partida por 2 a 1 contra o fraco Carabobo.

Gol de Vitinho (Foto: Vitor Silva/Botafogo)
Gol de Vitinho (Foto: Vitor Silva/Botafogo)

O jogo:

O primeiro tempo começou nervoso para o time carioca. O Botafogo não conseguia assustar os venezuelanos. Com uma posse de bola nem um pouco progressiva, o Fogão via o Carabobo agredir e chegar perto da área. Foi apenas aos 20 minutos que o time carioca abriu o placar. Após chute de fora da área de Cuiabano, o goleiro deu rebote e Vitinho aproveitou para tirar o zero do placar.

Após o gol, o Botafogo diminuiu ainda mais o seu ritmo e viu os venezuelanos criarem chances perigosas. Com uma sequência de escanteios, o Carabobo assustou a meta do goleiro John. Após esses lances, o jogo ficou morno. O time carioca estava assustado, pressionado e continuava com a posse de bola inofensiva. O Carabobo jogou bem melhor que o Fogão no primeiro tempo. O placar não era justo.

O segundo tempo começou com o Botafogo chegando com perigo a área do Carabobo. Mesmo sem alterações, o time carioca tentava impor um novo ritmo, porém sem sucesso.

A segunda etapa começou do jeito que terminou a primeira. O Carabobo jogando e o Botafogo olhando. O time carioca não se achou em campo. A equipe não conseguia se importar e os venezuelanos começaram a gostar do jogo e se sentir mais livres.

O Carabobo começou a explorar o lado esquerdo do Botafogo, e as melhores oportunidades surgiram daquele lado. O time da estrela solitária deixou de existir ofensivamente. Com os 11 jogadores no campo defensivo, o Carabobo pressionava cada vez mais. O time venezuelano estava se destacando pelas poucas faltas cometidas.

Em um dos raros lances de perigo do segundo tempo, o Carabobo empatou o marcador. Em uma bola rebatida dentro da área, a equipe carioca tomou o empate. O time de Paiva não teve respostas. Uma equipe apática, que não atacava e não agredia. Após mais um ataque dos donos da casa, o Botafogo teve a “sorte” de encontrar mais um gol. O gol de desempate sai graças ao lateral Cuiabano, responsável pela jogada do primeiro gol.

Após o gol botafoguense, o jogo não rolou mais. Sem lances de perigo, sem acréscimos, que realmente mudariam o panorama da partida.

Final: Carabobo 1 x 2 Botafogo

Renato Paiva (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF)
Renato Paiva (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF)

Um vazio de ideias: Botafogo de Paiva

A falta de consistência persiste, porém algo precisa ser falado. O time treinado por Renato Paiva tem como a sua maior valia a posse de bola inofensiva. Um time que só troca passes entre os zagueiros. Um time que não agride é não bota medo em ninguém. Um time que mal consegue existir dentro das quatro linhas.

A torcida do Botafogo, pela primeira vez desde o começo da SAF, não vê um futuro. Não vê onde esse time pode chegar. É como se uma nuvem escura estivesse pairando sobre General Severiano. Mesmo com um resultado positivo, a torcida se uniu por um motivo: a demissão de Renato Paiva.

Com protestos no CT, protestos no estádio Nilton Santos, a torcida do Botafogo não está satisfeita com o momento do time. A insatisfação com o técnico vai muito além do resultado. A torcida está enxergando um time que não produz, não evolui e não vai disputar pelos grandes títulos.

Após um ano tão vitorioso, o botafoguense esperava um sucessor à altura de Artur Jorge. O que fica é um técnico que, em mais de um mês de trabalho, mal consegue se manter na primeira parte da tabela.

(Foto principal: Reprodução/X)