Raí PSG
Futebol UEFA Champions League

Os precursores no PSG: relembre 4 brasileiros que jogaram no clube ‘antes da riqueza’

Enquanto o PSG se prepara para disputar mais uma final de UEFA Champions League, comandado por astros e financiado por bilhões vindos do Catar, vale lembrar que a história do clube francês não começou em 2011. Antes de Messi, Neymar, Mbappé, Dembelé e companhia, o Paris já contava com craques, e entre eles, alguns brasileiros foram fundamentais para construir a identidade da equipe em solo europeu.

Mesmo sem os holofotes de hoje, vários nomes ajudaram a pavimentar o caminho do Paris Saint-Germain como um clube relevante na França e no cenário europeu. Eles chegaram quando o clube ainda buscava espaço entre os gigantes do continente, longe do domínio financeiro que marcaria a era pós-Qatar Sports Investments.

A seguir, conheça a trajetória de quatro brasileiros que marcaram presença no PSG antes da revolução catariana — e o quanto suas passagens foram, ou não, memoráveis.

Confira quatro brasileiros que jogaram no PSG antes da era Catar:

Raí (1993–1998)

Ídolo incontestável no São Paulo, Raí chegou ao PSG em 1993 e rapidamente se transformou em um dos maiores ídolos da história do clube francês. Jogando como meia-atacante, liderou tecnicamente e emocionalmente um elenco que conquistou títulos importantes e devolveu protagonismo nacional ao time parisiense.

Durante suas cinco temporadas no clube, Raí foi o capitão e maestro de uma equipe que venceu o Campeonato Francês de 1993/94, duas Copas da França, duas Copas da Liga Francesa e, sobretudo, a Recopa Europeia de 1995/96, uma das maiores conquistas internacionais do PSG antes da era moderna.

Com sua elegância, visão de jogo e gols decisivos, Raí virou símbolo de uma geração vencedora. Sua influência extrapolava o campo: fluente em francês e respeitado pelos torcedores e imprensa, foi eleito em diversas oportunidades como um dos jogadores mais importantes da liga.

Valdo (1991–1995)

Menos badalado que Raí, mas igualmente importante, Valdo foi um dos pilares do meio-campo do PSG no início da década de 1990. Ex-Fluminense e com passagem vitoriosa pelo Benfica, o meia chegou a Paris em 1991, onde formou dupla com o compatriota Ricardo e, mais tarde, com Raí.

Dotado de técnica refinada e inteligência tática, Valdo era o organizador das jogadas, assumindo papel de destaque em campanhas que culminaram no título francês de 1993/94 e em duas Copas da França.

Embora não tenha o mesmo reconhecimento midiático de outros nomes, Valdo foi um dos jogadores mais regulares e importantes do PSG pré-Catar, sendo lembrado por sua entrega e contribuição ao estilo de jogo ofensivo que o time adotou naquele período.

Ronaldinho Gaúcho (2001–2003)

Ronaldinho desembarcou em Paris em 2001 com apenas 21 anos e status de promessa global após brilhar pelo Grêmio e na Seleção Brasileira. E o que se viu foi exatamente isso: gols plásticos, dribles desconcertantes e lampejos de genialidade que encantaram a torcida e colocaram o PSG sob os holofotes internacionais.

No entanto, sua passagem também foi marcada por turbulência. Problemas com o técnico Luis Fernández, a vida noturna agitada em Paris e a instabilidade do clube impediram que Ronaldinho brilhasse com consistência. Em campo, porém, ele protagonizou alguns dos momentos mais mágicos daquela fase do PSG — inclusive com golaços que viralizaram antes mesmo da era das redes sociais.

Apesar de não ter conquistado títulos pelo clube, sua estadia foi um divisor de águas. Foi no PSG que Ronaldinho se firmou como estrela internacional, pavimentando o caminho para sua transferência ao Barcelona, onde se tornaria um dos maiores jogadores da história.

Leonardo (1996–1997)

Leonardo teve uma passagem discreta como jogador do PSG, atuando por apenas uma temporada antes de retornar ao futebol brasileiro. Meia talentoso, mas já em fim de carreira no futebol europeu, não deixou grandes lembranças dentro de campo.

O que faz seu nome relevante na história do PSG é seu papel posterior, já na era do Catar. Entre 2011 e 2013, Leonardo foi diretor esportivo do clube e um dos principais arquitetos da nova fase do PSG, sendo responsável por contratações estratégicas como Thiago Silva, Zlatan Ibrahimović e Marco Verratti.

Mesmo sem brilho como atleta, Leonardo tem lugar de destaque na história moderna do clube — não pelo que jogou, mas pelo que construiu nos bastidores.

(Foto: Arquivo/PSG)