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Copa do Mundo de Clubes: quem são os 3 piores times da competição?

A Copa do Mundo de Clubes está entrando para a história como a mais diversa e competitiva de todos os tempos. Clubes tradicionais da América do Sul, potências da Europa e times emergentes de outras confederações mediram forças em um torneio que não deu espaço para erros. Mas se o Mundial viveu momentos de brilho com atuações empolgantes, também teve seu lado oposto: equipes que ficaram aquém das expectativas — ou sequer conseguiram competir de igual para igual.

Neste cenário, três clubes chamaram a atenção de forma negativa. Todos terminaram a fase de grupos com poucos pontos somados e com deficiências gritantes em praticamente todos os setores. A seguir, analisamos os fatores que levaram esses times ao fundo da tabela e o que isso diz sobre o abismo competitivo ainda existente no futebol mundial.

Confira os três piores times da Copa do Mundo de Clubes:

Auckland City

O Auckland City, representante da Oceania, já chegou à Copa do Mundo de Clubes sob a desconfiança de quem conhece as limitações do futebol neozelandês. E em campo, essas desconfianças não só se confirmaram, como foram superadas. O clube foi protagonista da maior goleada do torneio: uma derrota por 10 a 0 para o Bayern de Munique, na estreia do Grupo C. Depois disso, eles foram goleados por 6 a 0 pelo Benfica.

No entanto, o Auckland City fez história no final ao empatar em 1 a 1 com o Boca Juniors, garantir cerca de US$ 1 milhão de dólares para dividir entre os jogadores e garantir o primeiro ponto somado na história da Copa do Mundo de Clubes para o clube neozelandês.

No entanto, mais do que uma má campanha, o desempenho escancarou o enorme desnível técnico entre o campeão da Oceania e os clubes do topo da UEFA. O Auckland mostrou esforço e dedicação, mas a estrutura, intensidade e nível de competitividade ficaram muito abaixo do necessário. Para o futebol da Oceania, é um alerta. Para a Copa do Mundo de Clubes, uma demonstração de que o formato ainda exige ajustes para equilibrar melhor o nível de competitividade.

Pachuca

Outro que decepcionou na Copa do Mundo de Clubes foi o Pachuca, tradicional clube mexicano e representante da Concacaf. Ao contrário do Auckland, o Pachuca chegou ao torneio com um pouco mais de expectativa. Afinal, trata-se de um clube com histórico em torneios internacionais, já vencedor da Liga dos Campeões da Concacaf e habituado a encarar equipes de alto nível.

No entanto, o que se viu em campo foi um time sem brilho, sem criatividade e, sobretudo, sem capacidade de reação. Derrotado por 2 a 1 para o Red Bull Salzburg na estreia, o Pachuca foi novamente superado pelo Real Madrid por 3 a 1, em um jogo onde mal ofereceu resistência. Eles fecharam com uma derrota para o Al Hilal por 2 a 0, acabando com nenhum ponto.

O sistema ofensivo foi ineficiente, a defesa não conseguiu acompanhar o ritmo dos adversários e o meio-campo foi engolido por transições rápidas. Para muitos analistas, a campanha foi a pior da história do clube em torneios da FIFA. E para o futebol mexicano, fica a frustração de mais uma participação sem impacto.

Wydad Casablanca

O Wydad Casablanca foi, entre os três, o que mais competiu. Representante do Marrocos e campeão africano, o clube apresentou bons momentos em seus jogos, chegou a marcar gols e quase venceu o Al Ain na última rodada. No entanto, o resultado final foi o mesmo: eliminação precoce, nenhuma vitória e falhas decisivas.

Derrotado por 2 a 0 para o Manchester City em um jogo honesto, por 4 a 1 pela Juventus e depois por 2 a 1 pelo Al Ain, o Wydad encerrou sua participação no Grupo G como lanterna, com sete gols sofridos e três marcados. O saldo de gols negativo, somado à vulnerabilidade defensiva, comprometeu qualquer chance de classificação.

Apesar de mostrar alguma qualidade individual, o time sofreu com a desorganização tática e a falta de intensidade na marcação.

(Foto: Backstagepix)