Goleado pelo PSG na semifinal da Copa do Mundo, o Real Madrid se despediu do torneio e de um dos seus principais jogadores na história, o croata Luka Modric. Após mais de uma década no time espanhol, tendo somado quase 600 partidas e empilhado 28 troféus, o meio-campista de 39 anos foi exaltado pela torcida e pelo técnico Xabi Alonso em sua despedida, apesar dela ter sido melancólica com o resultado dos espanhóis. E aproveitando esse momento de “adeus” do craque, trazemos uma lista de três nomes que encerraram sua jornada em clube ou seleção de forma negativa, marcando para sempre o imaginário do futebol.
No trio escolhido para ter sua história aqui contada, dois encerravam seu momento defendendo seu país numa Copa do Mundo de seleções sob muitos questionamentos, enquanto um terminava sua passagem por um clube após se eternizar como lenda nele, acumulando uma série de conquistas. Veja a seguir quem são estes personagens.
Três despedidas oficiais como a de Modric para se esquecer
1. Thomas Müller e a eliminação do Bayern na Copa do Mundo de Clubes

Após 25 anos dedicados ao principal clube do futebol alemão, Thomas Müller encerrou sua jornada no Bayern de Munique na eliminação da equipe para o Paris Saint-Germain nas quartas de final da Copa do Mundo de Clubes, em que viu seu time ser derrotado por 2 a 0. Mesmo sem ter holofotes como muitos outros atletas de sua geração, o meia-atacante foi o que mais conquistou títulos (33) e atuou (756 jogos) pelo Bayern, se consolidando como uma verdadeira lenda do esporte.
Sem cogitar por ora a aposentadoria das chuteiras, assim como faz Luka Modric, Müller vem ouvindo propostas de defender equipes dos Estados Unidos na Major League Soccer, como o Cincinnati FC. Nas próximas semanas, o craque deve decidir se pretende se aventurar do outro lado do mundo, ou se irá aguardar negócios com equipes do futebol europeu feito o croata, praticamente acertado com o Milan.
2. Ronaldo Fenômeno e o “já ganhou” da Seleção Brasileira na Copa de 2006

Campeão do mundo marcando os dois gols do Brasil na vitória sobre a Alemanha em 2002, Ronaldo Fenômeno chegava na Copa de 2006 no mesmo país cercado de expectativas sobre seu desempenho apesar de acumular polêmicas como o ganho de peso e outras situações extracampo. Acompanhado de um elenco na época considerado o “time dos sonhos”, com jogadores como Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Adriano Imperador, o craque balançou a rede somente três vezes, e passou longe da atuação que desfilou quatro anos antes.
Na quinta e última partida da Amarelinha naquele Mundial, após superar Croácia, Austrália e Japão na primeira fase, e Gana nas oitavas, o Brasil chegava ao duelo contra a França com mudanças ofensivas e Ronaldo passou batido sobre a mesma adversária que oito anos antes lhe superou na final de 1998, com Thierry Henry sendo o carrasco da vez ao fazer 1×0 para os Les Bleus, e Zidane ter por muitas vezes aplicado “chapéus” no time brasileiro. Até hoje, há quem diga que o clima de “já ganhou” do grupo de Parreira foi determinante para a derrota canarinha em solo alemão, e o Fenômeno por sua vez, foi um dos que mais sofreram críticas pelo vexame.
3. Após despachar o Brasil, Zidane “perde a cabeça” na mesma Copa

Depois de ajudar a mandar o Brasil para casa mais cedo na Copa de 2006, Zinédine Zidane encerrou sua carreira de forma desonrosa pelo tanto que apresentou ao longo de sua carreira como meia, e viu a França ser vice-campeã do mundo diante da Itália nos pênaltis. Tendo anunciado que aquele Mundial seria o seu último ato como atleta, o francês marcou o gol de sua seleção no tempo normal da final, mas acabou expulso na prorrogação após atingir com uma cabeçada o zagueiro Matterazzi, que marcaria a sua despedida dos gramados, e simbolizava a queda dos Les Bleus nos penais.
Ao sair de campo no estádio Olímpico de Berlim, Zidane marcou sua história descendo ao vestiário próximo do troféu da Copa do Mundo, se contentando apenas com a premiação de melhor jogador da competição após ter vencido em 1998, e recuperado seu alto nível no decorrer da campanha de 2006. Assim como a imagem da cabeçada em um adversário, essa imagem marcou sua despedida, e até hoje, é considerada um dos momentos mais emblemáticos de uma Copa.
Foto: Carl Recine/Getty Images