João Fonseca e Bia Haddad Maia são os dois principais tenistas do Brasil no simples, e os únicos dentro do top 100. Ambos vivem momentos diferentes: enquanto o jovem de 18 anos escala o ranking, a paulistana passa por uma fase complicada. Mesmo assim, são os dois atletas que estão dentro do top 50 do ranking da ATP e WTA.
Nesse caso, não iremos considerar os duplistas, categoria onde contamos com excelentes nomes como Luisa Stefani e Marcelo Melo.

Além de João Fonseca e Bia Haddad
No momento, não há nenhum brasileiro que está próximo de alcançar João Fonseca e Bia Haddad. No ranking da ATP, Thiago Seyboth Wild é o 133º, Felipe Meligeni o 149º e Thiago Monteiro o 152º. O trio de tenistas passa por alguns problemas e não conseguem entrar no top 100. Primeiro, Wild vive uma má fase.
O brasileiro já chegou a ser top 60, com 58º sendo o seu melhor ranking na carreira. No entanto, não teve sucesso em se manter e, agora, também não disputado tantos torneios importantes em 2025. Na primeira semana de julho, esteve uma final, no Challenger de Modena, perdendo para Stefano Travaglia. Só que, nesta semana, perdeu na estreia do quali de Bastad.
Meligeni lida com um problema na lombar já há alguns meses. O tenista vinha em excelente crescente na temporada e é o 2º melhor brasileiro em 2025. No entanto, essa boa evolução foi interrompida e chegou a ficar dois meses sem competir. Pouco depois de sua volta, precisou abandonar novo torneio.
Monteiro passou por algo semelhante, com uma lesão na região do adutor. Precisando ficar um pequeno período sem jogar, ao voltar, não manteve o bom momento que vivia. Assim como Wild, não tem tido bons resultados e foi superado por Nicolai Budkov Kjaer na primeira rodada de Bastad.
Entre homens, há algo a se comemorar: João Lucas Reis. O tenista de 25 anos está em uma ótima fase e escalando o ranking. Praticamente confirmado no quali do US Open, o brasileiro é o 238º, logo atrás de Gustavo Heide, (236º). Se conseguir manter sua evolução, tem grandes chances de subir para o top 200 ainda esse ano.

No circuito da WTA a situação é um pouco diferente: não temos ninguém no top 200 além de Bia Haddad. A mais próxima é Laura Pigossi, na 203ª posição, que chegou a estar em 161ª nessa temporada. A medalhista olímpica não tem conseguidos bons resultados e não tem sucesso em se aproximar do top 100.
Carolina Alves Meligeni também está no top 250 e é mais uma que deve disputar o quali do US Open. Na temporada, teve alguns bons resultados e voltou a ficar em posição para qualificatórias de Grand Slam. No entanto, é também a última nessa faixa, já que Gabriela Cé é apenas a 390ª no momento.
Promessas do futuro
Pensando no futuro, o tênis brasileira tem grandes promessas. Naná Silva e Victoria Barros são as que mais se destacam, enquanto no masculino temos Guto Miguel, ou só Gutão. No momento, os três jovens brasileiros são as nossas maiores promessas e há uma grande expectativa para os próximos anos.
Ainda jovens, nenhum tem 17 anos, os tenistas são destaques do juvenil e conquistam bons resultados. Naná Silva e Victoria Barros, por exemplo, disputaram o Roland Garros e Wimbledon juvenil esse ano. Com bons jogos em um ou no outro, chamaram a atenção, principalmente por estarem com apenas 16 anos.
Se desenvolvendo cada vez mais, os três grandes nomes do tênis juvenil do Brasil podem começar a aparecer no profissional. Todos já fizeram algumas partidas, com Victoria e Nana já incluídas no ranking da WTA. No entanto, pensando em de fato competir, ainda deve demorar mais algumas temporadas.
Foto: Ezra Shaw/Getty Images