UFC 318: Holloway x Poirier 3
Lutas UFC

Prévia Playmaker Brasil: UFC 318 – Holloway x Poirier 3

Neste sábado (19), o UFC retorna a New Orleans, Louisiana, para realizar o UFC 318. Na luta principal, Dustin Poirier, nascido no estado de Louisiana, lutará em casa contra Max Holloway em combate válido pelo título de “BMF”.

A atração principal será a última luta da carreira de Poirier, que teve o seu desejo atendido de se aposentar lutando em casa. Do outro lado, ele terá um oponente muito conhecido em Max Holloway. Ambos já se enfrentaram duas vezes e o terceiro confronto promete fechar com chave de ouro essa trilogia.

Também no UFC 318 teremos outros bons confrontos, com destaques para três brasileiros. Paulo “Borrachinha” irá enfrentar o duríssimo Roman Kopylov, Patrício “Pitbull” busca sua primeira vitória na organização ao enfrentar Dan Ige e Vinicius “Lokdog” Oliveira enfrenta Kyler Phillips na divisão dos galos.

Confira a prévia do UFC 318:

Holloway vs Poirier 3

Antes de analisarmos o confronto principal, vale fazer uma pequena retrospectiva da grandiosa carreira de Dustin “The Diamond” Poirier. O americano é um veterano do UFC e dentro da organização viveu as seguintes fases:

Poirier estreou no UFC em 2011, no UFC 125. Naquela época, o americano tinha 22 anos de idade e lutava na categoria peso-pena. Essa fase foi marcada por um Poirier jovem, que já fazia lutas muito empolgantes na trocação, ainda que com pouco desenvolvimento técnico. Isso fez com que o período fosse marcado por altos e baixos em lutas empolgantes. Dustin teve vitória sobre bons nomes como o próprio Max Holloway, mas ao mesmo teve derrotas duras para Conor McGregor e o Zumbi Coreano.

A partir da dura derrota por nocaute para Conor McGregor em 2014, Poirier decidiu subir para a categoria peso-leve. O desafio se tornaria ainda maior, dado que os leves já eram uma das melhores categorias do MMA na época. O americano colecionou quatro boas vitórias na categoria, mas sofreu uma das derrotas mais difíceis de sua carreira para Michael Johnson por nocaute.

Até que tudo mudou: na luta seguinte, contra Jim Miller, Poirier era um lutador muito diferente. Seu boxe passou a apresentar elementos técnicos ainda não vistos em seu jogo (principalmente na parte defensiva). A evolução de Poirier em pé foi enorme e isso o ajudou a conquistar uma sequência de três excelentes vitórias (sobre Anthony Pettis, Eddie Alvarez e Justin Gaethje).

Toda essa sequência culminou em uma disputa de cinturão interino contra Max Holloway. Em uma luta duríssima, muito bem disputada, os lutadores do combate principal desse sábado deram tudo de si naquela ocasião, mas no fim Poirier saiu vitorioso e se tornou campeão interino da categoria peso-leve do UFC. Era a segunda vitória sobre o rival Holloway e a consagração de um trabalho bem feito de um lutador merecedor.

Apesar de depois perder disputas de cinturão linear para Nurmagomedov e Charles Oliveira, Poirier ainda conseguiu boas vitórias nessa fase contra Dan Hooker e Conor McGregor. Foi um ciclo vitorioso e o auge de sua carreira.

Após falhar em duas tentativas de conquistar o título linear, Poirier passou a ser um pouco desacreditado pelo mundo da luta. O auge desse sentimento dos fãs ocorreu quando Poirier perdeu por nocaute brutal para Justin Gaethje (na disputa pelo título “BMF” da época). Para muitos fãs, Poirier estava em decadência e pouco se esperava de seu futuro no esporte.

A “ressurreição” ocorreu na luta contra Benoit St. Denis, francês que, na época, era um contender temido da divisão. Poirier era zebra naquela luta e muitos a tratavam como uma “passagem de bastão” do veterano Poirier para a nova geração. Muitos até questionaram por que Poirier aceitou a luta, sendo que estava bem melhor ranqueado que o francês.

O resultado não poderia ter sido tão diferente: Poirier nocauteou o francês e se colocou novamente à disposição para uma nova disputa do cinturão linear. Ela veio contra o dominante campeão Islam Makhachev, no UFC 302. Contrariando muitos, novamente Dustin fez uma luta incrível e entregou ao Makhachev uma das lutas mais duras de sua carreira. No fim, Poirier saiu vencido, mas com a sensação de dever cumprido e a satisfação de ter mais uma vez dado a volta por cima.

Poirier se encontra neste momento em sua carreira. Desacreditado por muitos, mas dentro do octógono provando que ainda tem muito a entregar. Apesar disso, Poirier definiu que irá se aposentar e a melhor forma de se fazer isso é comemorando sua carreira memorável em casa, contra um oponente que esteve presente em todas as fases de sua carreira.

Holloway vive um momento parecido. Também desacreditado por muitos, em vários momentos, Max sempre provou que aqueles que duvidam estavam errados. O auge disso foi sua vitória devastadora contra Justin Gaethje, no UFC 300, com um dos nocautes mais incríveis da história do MMA. Antes daquela luta, Holloway estava sendo questionado e muitos até tinham receio de sua saúde física ao aceitar uma luta na categoria de cima contra um lutador temido como o Gaethje. Holloway provou que todos estavam errados.

A luta deste sábado vale pouco em termos de cinturão da categoria, mas é a coroação e celebração da carreira de um dos lutadores mais amados, humildes e determinados que o UFC já viu.

Todos os grandes veteranos do esporte deveriam ter essa mesma oportunidade, assim como Poirier terá neste sábado. Quanto à luta em si, é preciso dizer pouco. Os fãs sabem que Poirier e Holloway são dois strikers, muito técnicos, mas que ao mesmo tempo possuem aquele “fogo” dentro deles de querer entregar uma luta com entretenimento, violência e de dar show aos fãs.

Não esperem nada menos do que isso nesse sábado. Quando Poirier e Holloway se encontram no mesmo octógono, não esperem nada menos do que isso.

Outras lutas de destaque do UFC 318:

Vale destacarmos outras três lutas no card deste sábado. As duas primeiras envolvem brasileiros que buscam retomar a grandeza de seus nomes no MMA.

Na primeira delas, Paulo “Borrachinha” Costa enfrentará o russo Roman Kopylov. Borrachinha vem de uma sequência difícil em sua carreira. Das últimas cinco lutas, o brasileiro perdeu quatro delas e venceu apenas uma, contra o aposentado Luke Rockhold. Borrachinha não possui uma vitória sequer sobre um lutador que esteja hoje no plantel do UFC. Apesar da boa carreira que o brasileiro possui no UFC, esses dados demonstram como os últimos anos têm sido difíceis para ele.

Do outro lado do octógono, a história é bem diferente. Kopylov vem de seis vitórias nas últimas sete lutas e tem sido uma força em ascensão na divisão.

A luta promete boa trocação em pé, sendo que os fãs têm dado alto favoritismo para Kopylov por enquanto. Muitos têm questionado, inclusive, se Borrachinha não pretende explorar o grappling do russo nessa luta. A verdade é que Borrachinha tem uma oportunidade de ouro (e uma pressão enorme) de vencer e retomar a boa forma.

Na segunda luta da lista, o brasileiro Patrício “Pitbull” Freire enfrentará o americano Dan Ige. Patrício é um dos maiores lutadores brasileiros da história do MMA, apesar de nunca ter vencido no UFC. Fez uma carreira lendária no Bellator vencendo bons nomes, inclusive Michael Chandler. No UFC, teve sua primeira chance contra Yair Rodriguez, tendo saído com a derrota.

Do outro lado, Dan Ige também vem de altos e baixos, mas na última luta o americano se recuperou bem com uma vitória sobre Sean Woodson (promessa da divisão).

O combate é bem interessante pelo confronto de estilos. Ambos gostam da trocação e são lutadores de tamanho parecido (sem claras vantagens de peso ou de altura). A expectativa é de uma luta técnica, de boa trocação e muitos fãs antecipam que Pitbull terá mais chances de usar seu estilo pouco ortodoxo em pé para vencer. É a chance do brasileiro tentar brilhar pela primeira vez no UFC e sacramentar sua carreira com uma vitória. É a chance, também, de tentar entrar novamente nas conversas sobre o último e de evitar ter derrotas seguidas na organização.

Por fim, temos um excelente combate no peso galo entre Kyler Phillips e o brasileiro Vinicius “Lokdog” Oliveira. Luta muito importante para o brasileiro, que pretende se aproximar mais ainda de uma das divisões mais competitivas do MMA (peso galo). Do outro lado, terá um oponente muito duro em Kyler Phillips (que possui vitórias sobre bons nomes como Song Yadong), mas Vinicius vem confiante por ter conquistado boas vitórias em suas primeiras lutas no UFC (como contra Said Nurmagomedov).

Veja abaixo as demais atrações desse evento do UFC. A Playmaker Brasil fará a cobertura completa do UFC, como de praxe.

Card Principal:

Max Holloway (70,3 kg) x Dustin Poirier (70,7 kg)

Paulo Borrachinha (83, 9 kg) x Roman Kopylov (83,9 kg)

Kevin Holland (77,1 kg) x Daniel Rodriguez (77,1 kg)

Dan Ige (65,7 kg) x Patrício Pitbull (65,7 kg)

Michael Johnson (70,3 kg) x Daniel Zellhuber (70,7 kg)

Card Preliminar:

Kyler Phillips (61,2 kg) x Vinicius ‘LokDog’ Oliveira (61,2 kg)

Marvin Vettori (84,3 kg) x Brendan Allen (83,9 kg)

Francisco Prado (77,1 kg) x Nikolay Veretennikov (76,6 kg)

Ateba Gautier (83,9 kg) x Robert Valentin (84,3 kg)

Adam Fugitt (77,5 kg) x Islam Dulatov (77,5 kg)

Jimmy Crute (92,9 kg) x Marcin Prachnio (92,9 kg)

Ryan Spann (114,3 kg) x Lukasz Brzeski (109,7 kg)

Brunno ‘Hulk’ (84,3 kg) x Jackson McVey (83,9 kg)

Carli Judice (56,7 kg) x Nicolle Caliari (57,1 kg)

(Foto: Divulgação/UFC)