Completando 87 anos de vida nesta quinta-feira (24), José João Altafini, mais conhecido pelo apelido de Mazzola, teve um início de carreira brilhante no Palmeiras, onde conquistou o título da Copa do Mundo de 1958 com o Brasil, mas foi no futebol italiano que se consagrou como lenda. Nascido José João Altafini, cresceu em Piracicaba, no interior paulista, onde começou a jogar pelo XV de Piracicaba. Filho de imigrantes italianos, reencontrou suas raízes no futebol europeu, mas não antes de um começo espetacular em sua trajetória.
Antes mesmo de completar 17 anos, o jogador foi levado ao Palmeiras, na época ainda chamado Palestra Itália antes da Segunda Guerra Mundial, e logo em sua primeira partida oficial marcou cinco gols em uma goleada sobre o Noroeste. Suas atuações o levaram rapidamente à seleção brasileira. Estreou com gol, na vitória por 3 a 0 sobre Portugal em 1957. Foi nesse ano que ganhou o apelido de Mazzola, dado por um dirigente palestrino em referência ao craque italiano Valentino Mazzola.
Os gols não pararam no Palestra, e o jovem atacante foi convocado para a Copa do Mundo de 1958. Marcou dois gols na estreia contra a Áustria, mas acabou perdendo espaço na equipe para “um tal de Pelé”. O final todos conhecem: Brasil campeão mundial. Naquele Mundial, Mazzola chamou a atenção dos clubes italianos e, após retornar ao Brasil, recebeu proposta da Roma, mas acabou vendido ao Milan em uma negociação recorde para a época. Posteriormente, vestiu as camisas de gigantes italianos como Juventus e Napoli, encerrando sua carreira como jogador profissional em 1980.

Mazzola e sua idolatria na Itália
Em Milão, Mazzola virou ídolo. Já na primeira temporada no San Siro, conquistou o título do Scudetto, marcando 28 gols na competição, sendo superado apenas pelo argentino Antonio Angelillo, da Inter, que fez 33. Seus gols pelo Rossonero o credenciaram a defender a seleção italiana, algo permitido pela Fifa naquele período. Estreou com gol contra Israel e brilhou também em jogos contra França e Bélgica, marcando dois gols em cada partida.
Na Copa do Mundo de 1962, porém, Mazzola não conseguiu evitar a eliminação precoce da Itália ainda na fase de grupos, enquanto via seus ex-companheiros brasileiros conquistarem o bicampeonato. Naquele ano, foi campeão italiano e artilheiro da Serie A, com exibições memoráveis em clássicos contra a Juventus, incluindo um jogo em que marcou quatro gols. Seu auge pelo Rossonero veio na temporada seguinte.
O Milan tinha um elenco recheado de craques como Cesare Maldini na defesa, Gianni Rivera e Giovanni Trapattoni no meio-campo, além do brasileiro Dino Sani, com Mazzola e Del Vecchio no ataque. Na UEFA Champions League, brilhou intensamente: fez 14 gols em nove partidas, foi o artilheiro e garantiu o título com dois gols na final contra o Benfica de Eusébio.
Deixou o Milan em 1965 após anotar 155 gols em 240 jogos. Mudou-se para o Napoli em busca de mais protagonismo, e conseguiu: marcou 22 gols em 41 partidas logo no primeiro ano no San Paolo. No Napoli também virou ídolo, mesmo sem conquistar títulos (foi vice-campeão italiano), somando 97 gols em 234 jogos antes de se transferir para o norte, para defender a Juventus.
Na Velha Senhora, mesmo com menor vigor físico, usava toda sua técnica para contribuir, muitas vezes entrando no segundo tempo, mas sempre com classe. Conquistou mais dois títulos italianos, acumulando 119 jogos e 37 gols pelo clube. Após encerrar a carreira jogando na Suíça, voltou a Turim, onde descobriu sua nova vocação como comentarista esportivo. O Brasil lhe deu o mundo; a Itália, uma idolatria eterna nos três grandes clubes que defendeu.
Altafini “Mazzola” faz 87 anos: a história do campeão mundial de 1958 que virou ídolo do Milan e defendeu a Azzurra
Nesta quinta-feira (24), José Altafini, conhecido como “Mazzola”, completa 87 anos. Natural de Piracicaba-SP, o atacante construiu uma trajetória marcante no futebol brasileiro e europeu: campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1958, e posteriormente defensor da Itália em Copas do Mundo, seleção pela qual também se naturalizou.
No Brasil, iniciou a carreira profissional no Palmeiras, destacando-se rapidamente pelo faro de gol e pelas comparações com Valentino Mazzola, ídolo do Torino, que originou seu apelido. Em 1958, foi convocado para a Copa do Mundo na Suécia, integrando o elenco campeão ao lado de Pelé, Garrincha e Didi. Pouco depois, transferiu-se para o Milan, onde se consagrou como um dos maiores atacantes da história do clube. Pelos rossoneri, marcou mais de 160 gols e foi decisivo na conquista da UEFA Champions League de 1962/63, balançando as redes duas vezes na final contra o Benfica de Eusébio.
Naturalizado italiano, Altafini também disputou a Copa do Mundo de 1962 pela Azzurra, sendo um dos poucos jogadores a defender duas seleções diferentes em Mundiais. Além do Milan, brilhou por Napoli e Juventus, encerrando a carreira como um dos maiores goleadores da Serie A, com 216 gols anotados. Após pendurar as chuteiras, o atleta seguiu ligado ao futebol como comentarista esportivo na televisão italiana. Seu legado permanece vivo como exemplo de inteligência tática, versatilidade e poder de decisão, inspirando gerações tanto no Brasil quanto na Itália.
(Foto: Sports Media)