O Manchester City conseguiu convencer Pep Guardiola a permanecer no clube por mais uma temporada, mas dificilmente passará disso. Com uma possível pausa sabática no horizonte do técnico espanhol, os Sky Blues não querem correr o risco de perder outro nome fundamental no elenco: Rodri. Mesmo voltando de uma grave lesão, o volante continua sendo peça-chave na engrenagem do time e, por isso, uma renovação milionária está prestes a acontecer.
Desde o início da atual janela de transferências, a imprensa europeia tem noticiado um forte interesse do Real Madrid em contar com Rodri, tanto no presente quanto em um futuro próximo. Além disso, muitos veículos afirmam que o próprio jogador teria o desejo de vestir a camisa merengue um dia, o que alimenta ainda mais as especulações.
O problema para o Real Madrid é que existem diversos fatores que tornam essa investida muito complicada, a começar pelo próprio City, que não tem a menor intenção de negociar seu camisa 16. Mesmo com o jogador ainda sem atuar desde a última temporada, os ingleses estão tranquilos quanto à sua recuperação e planejam um movimento cirúrgico: amarrá-lo com um contrato até 2029 e um salário que o colocaria como o segundo mais bem pago do elenco, atrás apenas de Haaland.
A proposta ainda não foi formalizada, mas nos bastidores, o clube acredita que será praticamente impossível para Rodri recusar um vínculo tão vantajoso.
A sucessão sem Guardiola: planos para o futuro
Com a possível despedida de Guardiola no fim da temporada 2025/26, o Manchester City sabe que enfrentará um dos maiores desafios desde a sua ascensão como potência mundial. Perder seu treinador mais vitorioso já é um baque. Perder Rodri na mesma janela seria quase insustentável, uma verdadeira implosão da espinha dorsal da equipe.
Sabendo disso, o clube já começou a trabalhar na renovação do elenco e na preparação para um novo ciclo. Um dos grandes destaques nesse processo é Tijjani Reijnders. O ex-meio-campista do Milan, que brilhou na última Série A Enilive, chegou aos Sky Blues com moral e tem correspondido. Num time milanista que oscilou bastante, o holandês foi um dos poucos pontos de equilíbrio, e agora pode crescer ainda mais sob a filosofia de jogo do City.
Outro reforço importante foi Rayan Cherki, uma das revelações do Lyon. O francês chegou com a dura missão de substituir Kevin De Bruyne, uma tarefa quase impossível, mas que ele tem encarado com personalidade. Já deixou boas impressões nas primeiras partidas, e o clube acredita que ele tem potencial para evoluir e se tornar uma peça criativa no ataque.
Rodri, Guardiola e a importância da estabilidade
O City sabe que não é hora de vacilar. Perder Guardiola já é algo que a diretoria tenta se preparar com cautela. Mas perder Rodri também, no mesmo contexto, seria abrir duas crateras no elenco em um curto espaço de tempo. Afinal, ambos foram pilares em praticamente todos os títulos recentes do clube, da Premier League à Champions.
Por isso, a renovação do volante se tornou prioridade total. Não se trata apenas de segurar um jogador talentoso, mas de garantir que o futuro do clube ainda tenha uma base sólida, enquanto busca um novo técnico que esteja à altura da era Guardiola, uma missão, por si só, bastante desafiadora.
Com boas contratações e um planejamento claro, o Manchester City está tentando evitar o cenário comum em grandes clubes: entrar em uma fase de reconstrução sem rumo. A ideia é seguir competitivo, seja com ou sem Pep, e isso passa obrigatoriamente pela permanência de Rodri.
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