O Tottenham chega com confiança para a temporada 2025/26. E não é para menos: depois de tirar um título importante da cartola, a Europa League 2024/25, o clube voltou a ser visto com outros olhos na Europa. A conquista encerrou um jejum que já incomodava o torcedor, e deu moral suficiente para que a diretoria começasse a se movimentar com força no mercado.
A ideia? Reforçar o elenco comandado por Thomas Frank, que substitui Ange Postecoglou com a missão de manter o bom momento. Mas, como nem tudo são flores em North London, uma notícia pegou todo mundo de surpresa: a lesão no joelho de James Maddison, que vai deixar o meia fora por pelo menos 8 meses.
O camisa 10 vinha sendo peça-chave quando estava saudável. Só que, infelizmente, as lesões vêm atrapalhando demais a sequência dele no clube. Com Maddison fora de combate, e sem ter como contar com Dejan Kulusevski no início da temporada (também lesionado), o Tottenham já começou a correr atrás de um substituto para a função de meia criador, além de estar de olho em um novo zagueiro para reforçar o sistema defensivo.

Outro ponto que gerou discussão nos bastidores foi a possibilidade de ir ao mercado atrás de um novo ponta-esquerda, ainda mais depois da saída de Heung-Min Son para a MLS. Porém, até agora, a diretoria decidiu não buscar uma reposição direta para o ídolo sul-coreano. O foco continua sendo a chegada de um meia-armador com capacidade de ocupar o setor que antes era dominado por Maddison e compartilhado com Kulusevski na era Postecoglou.
Inclusive, falando no sueco: ele teve uma temporada muito sólida em 2024/25 e vinha com moral. Só que, por conta da lesão, o retorno dele deve acontecer só depois do primeiro mês de competições oficiais. Isso deixa Thomas Frank praticamente sem um camisa 10 de origem, e justifica a movimentação no mercado da bola por um nome capaz de assumir essa bronca.
Mas olha só: a ausência de buscas por um novo ponta-esquerda também revela confiança do técnico dinamarquês em Wilson Odobert. O francês, contratado na última temporada, teve bons momentos com a camisa dos Spurs — especialmente no início e no fim da campanha, mesmo tendo sofrido com lesões que limitaram sua sequência. Agora, com uma pré-temporada completa e em forma, Odobert pode ser a grande aposta da comissão técnica.
Tottenham de olho no mercado
A movimentação do Tottenham nesta janela está mais ativa do que em outros anos, e muito disso se deve à volta à Champions League, após 17 anos. A conquista da Europa League serviu como uma espécie de “chave virada” no clube: a diretoria entendeu que é hora de pensar grande. Prova disso é que alguns nomes de peso já chegaram, como Mohammed Kudus, ex-West Ham, e João Palhinha, que estava no Fulham e também era desejado por outros gigantes da Europa.
Mas o principal nome ligado ao setor de criação, até agora, é o jovem Nico Paz. A joia argentina brilhou no Como, time comandado por Cesc Fàbregas, e despertou o interesse imediato dos Spurs. O Real Madrid ainda é dono dos direitos do jogador, mas o clube italiano conseguiu mantê-lo por empréstimo. Mesmo assim, está aberto a negociações.
O Tottenham já colocou uma proposta de 40 milhões de euros na mesa, mas o Como rejeitou sem pestanejar. A contraproposta? 70 milhões de euros para começar a conversa. Agora, resta saber se Daniel Levy vai abrir os cofres ou partir para outra opção.

Falando em outras áreas do elenco, a busca por um zagueiro ainda não avançou muito. Um dos alvos era Illya Zabarnyi, que cresceu bastante atuando pelo Bournemouth, mas o jogador acabou mais próximo do Paris Saint-Germain, que atravessou o negócio.
Outros nomes que voltaram a ganhar força no Tottenham foram Marc Guéhi, do Crystal Palace, e Fikayo Tomori, do Milan. Ambos já foram especulados em outras janelas e têm a vantagem de conhecer bem a Premier League, o que tornaria a adaptação muito mais rápida, algo que Thomas Frank valoriza bastante no perfil de reforços.
Por enquanto, o torcedor dos Spurs precisa se munir de paciência e esperar para ver o que Daniel Levy, ao lado do diretor Fábio Paratici, vai tirar da cartola. Se o passado recente serve de guia, a torcida pode ficar otimista: o Tottenham está em um momento de virada, e o mercado pode ser a chave para transformar a boa fase em algo ainda maior.
Foto: Marc Atkins/Getty Images