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Grêmio: Série 5 maiores vitórias da história

O Grêmio tem vitórias emblemáticas ao logo de sua incrível trajetória. Foi difícil separar a cinco principais, mas com goleadas histórias e conquistas muito comemoradas, definimos nossa lista.

Veja as cinco maiores vitórias do Imortal Tricolor, que representam um passeio na história do gigante gaúcho. Tem desde conquistas internacionais até jogo de Série B. Confira!

5. Grêmio 5×0 Internacional – Campeonato Brasileiro 2015 (Grenal do fato novo)

Grêmio faz 5 a 0 no "Grenal do fato novo"
Grêmio faz 5 a 0 no “Grenal do fato novo” (Imagem: Reprodução)

Em 9 de agosto de 2015, o Grêmio protagonizou uma das maiores goleadas da história do Grenal: 5 a 0 sobre o Internacional. Essa vitória entrou para a história não apenas pelo placar elástico, mas pelo contexto que a cercava. O Internacional havia acabado de demitir o técnico Diego Aguirre, após chegar na semifinal da Libertadores, e buscava, segundo a diretoria, um “fato novo” que pudesse motivar o elenco. A resposta do Grêmio foi arrasadora.

O apelido “Grenal do Fato Novo” veio da tentativa frustrada do Inter de reagir ao futebol ruim que já se arrastava há algumas semanas. A ideia era que uma mudança no comando técnico surtisse efeito imediato, mas o que se viu foi um time desorganizado, sem identidade e completamente envolvido por um Grêmio em ascensão. Sob o comando de Roger Machado, o Tricolor exibia um futebol ofensivo, rápido e coletivo, que começava a empolgar a torcida.

O jogo foi um massacre desde os minutos iniciais. O Grêmio impôs um ritmo intenso, com um meio-campo dominante e um ataque inspirado. Pedro Rocha, Luan e Giuliano foram destaques, além da sólida atuação defensiva. Os gols foram se sucedendo com naturalidade, diante de um Internacional atônito, que não conseguiu reagir em nenhum momento. Foi um dos jogos mais simbólicos da década para os gremistas.

Essa goleada teve impacto profundo nos dois clubes. Para o Grêmio, foi a afirmação de uma nova filosofia de jogo e o fortalecimento de um projeto que renderia frutos nos anos seguintes. Para o Inter, foi o estopim de uma crise técnica e institucional que culminaria, pouco depois, no rebaixamento em 2016. O clássico, que deveria marcar um “fato novo” positivo para os colorados, acabou se transformando em uma das maiores humilhações da história do clube.

4. Grêmio 2×0 Portuguesa – Final do Campeonato Brasileiro de 1996

Ailton e Paulo Nunes fazem os dois gols da vitória do Grêmio na final do Brasileirão de 1996
Ailton e Paulo Nunes fazem os dois gols da vitória do Grêmio na final do Brasileirão de 1996 (Imagem: José Francisco Diorio/AE)

O Campeonato Brasileiro de 1996 marcou uma das campanhas mais consistentes da história recente do Grêmio. Comandado por Luiz Felipe Scolari, o time chegou à final contra a surpreendente Portuguesa, que havia eliminado grandes favoritos e fazia uma campanha histórica. No jogo de ida, disputado no Estádio do Morumbi no dia 12 de dezembro, a Lusa venceu por 2 a 0, abrindo boa vantagem para a decisão em Porto Alegre.

O Grêmio, que tinha feito melhor campanha ao longo do campeonato, precisava vencer por dois gols de diferença para ficar com o título no tempo normal. A torcida lotou o Estádio Olímpico no dia 15 de dezembro, acreditando na virada. E o time respondeu à altura da expectativa, partindo para cima desde o início, com forte marcação e presença ofensiva, características marcantes do trabalho de Felipão.

O Tricolor abriu o placar logo aos dois minutos do primeiro tempo, com Paulo Nunes, incendiando o estádio. Na etapa final, quando o nervosismo tomava conta e o tempo corria contra, veio o momento decisivo: Aílton, que havia entrado no segundo tempo, bateu cruzado, marcando o segundo gol. O lance, que ficou conhecido como o “gol iluminado”, garantiu o título brasileiro ao Grêmio, já que o regulamento favorecia o time de melhor campanha em caso de empate no saldo de gols.

Essa conquista foi histórica por diversos motivos. Foi o segundo título brasileiro do clube e consolidou a hegemonia do Grêmio nos anos 90, após as conquistas da Copa do Brasil de 1994, de forma invicta, e da Libertadores de 1995. Além disso, premiou um time que unia garra, talento e um treinador que sabia extrair o máximo do elenco. A vitória sobre a Lusa entrou para o folclore do futebol brasileiro e para sempre será lembrada com emoção pelos gremistas.

3. Náutico 0x1 Grêmio – Último jogo da Série B de 2005 (A Batalha dos Aflitos)

A Batalha dos Aflitos
A Batalha dos Aflitos (Imagem: Edison Vara/Revista Placar)

No dia 26 de novembro de 2005, o Grêmio viveu um dos momentos mais épicos de sua história: a “Batalha dos Aflitos”. Após uma temporada difícil na Série B, o clube chegou ao jogo contra o Náutico, em Recife, dependendo apenas de si para conquistar o acesso à Série A. Mas o que era para ser um jogo tenso se transformou em uma verdadeira guerra em campo, marcada por expulsões, pênaltis desperdiçados e um final absolutamente improvável.

O Grêmio entrou em campo com uma equipe jovem, formada em grande parte por jogadores da base. O Náutico, jogando em casa, contava com o apoio de uma torcida fanática e vinha embalado. O jogo foi tenso do início ao fim, e o Grêmio teve quatro jogadores expulsos ao longo da partida. O time pernambucano ainda teve dois pênaltis a favor, ambos desperdiçados, sendo o segundo já nos minutos finais, com o goleiro Galatto defendendo de forma heroica.

Mesmo com sete jogadores em campo, o Grêmio conseguiu o impensável. Aos 61 minutos do segundo tempo (o jogo ficou 27 minutos parado por conta do segundo pênalti), em um contra-ataque histórico, Anderson, então com apenas 17 anos, marcou o gol da vitória em jogada individual. O lance explodiu o coração dos gremistas e selou o retorno do clube à elite do futebol brasileiro de forma inesquecível.

A Batalha dos Aflitos entrou para o imaginário popular como a maior demonstração de superação da história do clube. Com apenas sete jogadores, contra tudo e contra todos, o Grêmio venceu não só o adversário, mas também o destino. Esse jogo definiu o que significa ser “Imortal” para os gremistas: lutar até o fim, contra todas as adversidades, e sair vitorioso.

2. Grêmio 2×1 Peñarol – Final da Libertadores 1983

Grêmio campeão da Libertadores de 1983
Grêmio campeão da Libertadores de 1983 (Imagem: Divulgação)

A conquista da Libertadores da América de 1983 foi um divisor de águas para o Grêmio. O clube enfrentou o tradicionalíssimo Peñarol, pentacampeão continental (tetra e atual campeão naquela ocasião), na final do torneio. O jogo de ida, disputado em Montevidéu, terminou empatado em 1 a 1, deixando tudo em aberto para o confronto decisivo no Estádio Olímpico, em Porto Alegre.

No dia 28 de julho de 1983, o Olímpico fervia. A torcida gremista empurrou o time do início ao fim, em uma atmosfera única. O Peñarol, com sua experiência em competições internacionais, entrou em campo disposto a amarrar o jogo e buscar um gol fora de casa. Mas o Grêmio mostrou maturidade, coragem e técnica para dominar a partida e construir a vitória.

Os gols do Grêmio foram marcados por Caio e César, em uma atuação sólida do time treinado por Valdir Espinosa. Caio abriu o placar, mas o Peñarol chegou a empatar com Morena, entretanto o Tricolor marcou com César e garantiu a vitória por 2 a 1. Foi o primeiro título da Libertadores da história do clube, colocando o Grêmio entre os grandes do continente.

Essa vitória não foi apenas uma conquista esportiva; ela foi a afirmação internacional do Grêmio. O título de 1983 mudou o patamar do clube e abriu as portas para novos desafios, como a disputa do Mundial Interclubes. Vencer um adversário tão tradicional como o Peñarol, com uma atuação firme e decisiva, mostrou ao continente que o “Grêmio copeiro” havia chegado para ficar.

1. Grêmio 2×1 Hamburgo – Final do Mundial Interclubes 1983

Renato Portaluppi marcou os dois gols na final do mundial de clubes vencida pelo Grêmio
Renato Portaluppi marcou os dois gols na final do mundial de clubes vencida pelo Grêmio (Imagem: Masahide Tomikoshi/ Grêmio/ Divulgação)

A maior vitória da história do Grêmio ocorreu em 11 de dezembro de 1983, quando o clube derrotou o Hamburgo, da Alemanha, por 2 a 1 e se sagrou campeão do mundo. O Hamburgo era o campeão europeu, com uma equipe forte e experiente, incluindo craques como Felix Magath. O Grêmio, campeão da Libertadores, chegava com moral, mas com menos tradição internacional. A final foi disputada em Tóquio, no Japão.

O jogo foi extremamente disputado, com o Hamburgo tentando impor seu estilo físico e o Grêmio apostando na habilidade e inteligência de seu principal jogador: Renato Portaluppi. O primeiro gol veio justamente dele, em uma arrancada individual que resultou em belo chute. O Hamburgo empatou no final da partida, deixando o jogo tenso e equilibrado.

A decisão foi para a prorrogação, e nela brilhou mais uma vez Renato. Após jogada de Caio, Tarciso raspou de cabeça e Renato estufou as redes, selando a vitória gremista. O Hamburgo tentou pressionar, mas o Grêmio suportou a pressão com raça e disciplina tática. Ao final da partida, o mundo conhecia o novo campeão: o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

Essa vitória é considerada a maior da história do clube por ter consagrado o Grêmio como o melhor time do mundo. Vencer o campeão europeu, em um território neutro, com dois gols do maior ídolo do clube, foi um feito que ecoa até hoje. O título mundial de 1983 é o ponto mais alto da trajetória gremista e símbolo do orgulho de uma torcida apaixonada.

(Imagem de capa: Reprodução)