A NBA implantou a partir de 2024, um mecanismo chamado de 2nd Apron. Este nada mais é que o 2° limite do teto salarial dos times da liga, que gera sanções mais pesadas para quem ultrapassa este limite. As punições limitam o uso de dinheiro dos times na Free Agency, além da proibição de incluir escolhas de 1ª rodada, que sejam de sete anos para frente. Entenda como os times podem chegar nesta situação, e como isso afeta o planejamento dos elencos.
Qual a definição de 2nd Apron, e como os times da NBA podem chegar neste ponto

O 2nd Apron da NBA em 2025/26, é no valor aproximado de US$ 208 milhões, tendo um aumento substancial que é retroativo ao aumento do salary cap. São US$ 12 milhões a mais do que o 1st Apron, que já gera implicações aos times da liga, mesmo que seja de forma mais leve que o 2° limite.
O teto salarial atual é de que aproximadamente US$ 154 milhões, enquanto o tal luxury tax entra em vigor quando um time supera os US$ 188 milhões na folha. Estes são os limites que geram implicações leves para os times da NBA, como o pagamento de multas.
Quando um time ultrapassa o 1° limite, fica vedado o uso de exceções nos contratos de jogadores, que podem ser usadas para contratar quando a franquia passa do salary cap e entra no luxury tax. Acordos de sign-and-trade também não podem ser feitos, quando se ultrapassa o 1° limite, além de não poder assinar com jogadores dispensados por outros times.
No caso do time que ultrapassar o 2° limite, fica proibido de adquirir jogadores acima do contrato mínimo de veterano, e não se pode usar escolhas de 1ª rodada, que sejam daqui sete anos ou mais, além das punições já impostas pelo 1° limite, e multas mais pesadas também serão aplicadas.
De maneira geral, fica muito mais difícil para os times terem elencos caros, com a manutenção de três estrelas sendo basicamente inviável para todos. Com isto, quem ganha valor são os chamados role players, que viram alvos mais procurados por times de ponta da NBA.
Os Celtics são um bom exemplo de quem remodelou seu elenco por causa do mecanismo da NBA

O Boston Celtics foi campeão da NBA em 2024, e manteve todo seu elenco para a última temporada, mesmo com as sanções impostas pelo 2nd Apron. Contudo, acabou que o custo foi em vão, com a eliminação nos playoffs de 2025, somado a lesão grave sofrida por Jayson Tatum.
A franquia acabou decidindo fazer mudanças drásticas no elenco para a próxima temporada, entre trocas e términos de contrato, para aliviar a situação financeira, enquanto aguarda o retorno de Tatum. Atualmente, eles ainda possuem o 5° time mais caro da NBA, mas saíram do 2° limite, sendo um alívio bom para os gastos.
No entanto, é fato que o Boston Celtics passará longe de ser competitivo, como foram nos últimos anos da NBA. A remodelagem do elenco, fará grande impacto nos resultados dentro de quadra, mas acabou que isso se tornou um mal necessário, diante da situação delicada que eles teriam para manter o forte elenco que foi campeão recentemente.
O Thunder é outro time que futuramente pode se complicar, por conta do mecanismo da NBA

O Oklahoma City Thunder anunciou recentemente, as renovações com Shai Gilgeous-Alexander, Chet Holmgren e Jalen Williams, que são os três principais jogadores do atual campeão da NBA. As renovações de Chet e ‘J-Dub’ só entrarão em vigor a partir de 2026, enquanto a de ‘SGA’ só começará a partir de 2027, permitindo com que o forte time do OKC, permaneça junto para a temporada de 2025/26, sem implicações para eles.
Mas para a temporada de 2026/27, já é possível afirmar que eles entrarão em uma situação estreita, precisando escolher quais jogadores poderão permanecer na franquia, enquanto o elenco precisar ser repaginado, para que eles não enfrentem as pesadas sanções da NBA.
Eles tem uma situação maleável para resolver o dilema, visto que OKC possui uma quantidade assustadora de escolhas de draft, que permite uma reformulação sem efeitos drásticos no ponto de vista esportivo. Mas ainda assim, virão decisões difíceis para serem tomadas, com alguns jogadores precisando sair do time, para que o planejamento siga firme e forte.
FOTO: Brian Choi/NBAE via Getty Images