O mercado de transferências não para, e Gianluigi Donnarumma é o mais novo protagonista da novela da vez. Aos 26 anos, o goleiro italiano parece ter os dias contados no Paris Saint-Germain. O sinal mais claro disso veio na convocação para a Supercopa da Europa contra o Tottenham: ele simplesmente ficou fora da lista. Nada de lesão ou descanso — a aposta do clube para a posição agora é o francês Lucas Chevalier, e essa ausência é pura pressão para que o camisa 99 arrume as malas antes do fechamento da janela.
O curioso é que Donnarumma está prestes a ser eleito o melhor goleiro do mundo na próxima cerimônia da Bola de Ouro. Ou seja, não é uma questão de rendimento. O problema, na verdade, é outro: o contrato do italiano acaba em 2026 e as conversas para renovação nunca chegaram perto de um acordo.
Para o PSG, é simples: se não há renovação à vista, é melhor vender agora e fazer caixa. Foi por isso que decidiram investir no jovem Chevalier, já pensando no futuro. E para Donnarumma, também há motivos para sair: é ano de Copa do Mundo e ele quer estar jogando no mais alto nível para garantir seu lugar na seleção italiana.
Até aqui, tudo indicava que o destino seria o Manchester United, mesmo sem o time disputar competições europeias nesta temporada. O goleiro já tinha dado o aval para se transferir. Mas aí entrou em cena um personagem que adora mudar o rumo das negociações: Pep Guardiola.
A cartada de Guardiola e o interesse do Manchester City em Donnarumma
O Manchester City, de olho em qualquer oportunidade de mercado que apareça, colocou Donnarumma no radar. E não é só uma sondagem: o interesse é real. A possibilidade surgiu porque Ederson pode deixar o clube ainda nesta janela, com propostas tentadoras na mesa.
Se o brasileiro sair, Guardiola vê em Donnarumma um substituto de luxo, capaz de manter o nível — ou até elevá-lo — embaixo das traves. Isso mesmo após a recente contratação de James Trafford, um goleiro promissor, mas que claramente ainda não está no patamar do italiano.
O jornalista Fabrice Hawkins, especializado em bastidores de transferências, confirmou que as conversas entre o City e o entorno de Donnarumma já começaram. Segundo ele, as condições pessoais não seriam problema: o goleiro está aberto ao negócio e se anima com a ideia de jogar sob o comando de Guardiola.
O fator decisivo é a situação de Ederson. O camisa 31 sabe que, se ficar no City, terá a confiança de Pep, mas também entende que uma mudança de clube pode abrir novos horizontes — e garantir mais visibilidade para seguir entre os convocados de Carlo Ancelotti na seleção brasileira. Por isso, está analisando com calma as ofertas que recebeu.
O peso de uma transferência e o valor pedido pelo PSG
O PSG, por sua vez, já estabeleceu uma faixa de preço para liberar Donnarumma: algo em torno de 30 milhões de euros. Para um clube como o Manchester City, não é um valor proibitivo, especialmente considerando a qualidade e a experiência do goleiro.
A contratação também teria um simbolismo forte. Donnarumma, campeão da Euro 2020 e titular absoluto da Itália, chegaria para reforçar ainda mais um elenco que já é um dos mais completos do mundo. Seria um recado claro: o City não está satisfeito apenas em manter o domínio na Inglaterra, quer continuar brigando de igual para igual na Champions League.
Para Donnarumma, a mudança seria igualmente significativa. Depois de uma passagem no PSG marcada por momentos de brilho, mas também por críticas e polêmicas, ele teria a chance de trabalhar com um treinador que valoriza muito o jogo com os pés e a construção desde a defesa. Não é exatamente o ponto mais forte do italiano, mas Guardiola é conhecido por extrair o máximo de seus jogadores e poderia ajudar o goleiro a evoluir nesse aspecto.
Além disso, jogar na Premier League seria um novo desafio para Donnarumma. O ritmo, a intensidade e a exigência física do campeonato inglês testariam seus reflexos e sua capacidade de adaptação. Ao mesmo tempo, daria a ele uma vitrine ainda maior, especialmente em ano pré-Copa.
United ou City: a batalha de Manchester
A história ainda tem um ingrediente a mais: a possibilidade de uma disputa direta entre os dois gigantes de Manchester. O United parecia ter a vantagem nas negociações, mas a entrada do City muda completamente o cenário.
No lado vermelho, o apelo é o protagonismo absoluto. No United, Donnarumma chegaria para ser titular indiscutível e peça central na reconstrução do time. Porém, a ausência de competições europeias pesa contra. Para um jogador que quer estar no auge da forma e sob os holofotes, não disputar a Champions ou sequer a Europa League pode ser um problema.
Já no lado azul, a proposta envolve um ambiente altamente competitivo e a chance de brigar por todos os títulos. Por outro lado, teria que lidar com a pressão de substituir Ederson, um dos goleiros mais importantes da história recente do clube, além da possibilidade de dividir minutos no início para se adaptar ao sistema de Guardiola.
O desfecho deve acontecer rapidamente, já que a janela está chegando ao fim. E, como sempre no futebol, uma decisão depende de várias peças se moverem ao mesmo tempo: a saída ou não de Ederson, a disposição do City em pagar o valor pedido pelo PSG e, claro, a escolha final de Donnarumma sobre qual projeto acredita ser o ideal para o próximo capítulo da sua carreira.
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