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Du Plessis se vê perto de se tornar GOAT do peso-médio, mas está longe disso

Dricus Du Plessis acredita que está batendo à porta do status de melhor de todos os tempos dos médios. Na luta principal do UFC 319, no United Center, Du Plessis (23-2) coloca seu título até 84 kg em jogo contra Khamzat Chimaev, que muitos consideram um dos testes mais difíceis do Ultimate, independentemente da divisão.

Se vencer Chimaev, Du Plessis empatará com Chris Weidman em três defesas de título, o que o colocará em terceiro lugar na história da divisão, atrás de Israel Adesanya e Anderson Silva. Du Plessis já defendeu seu título com sucesso duas vezes, e Weidman disse recentemente a Mike Bohn, do MMA Junkie, que com uma terceira defesa, seu nome estará na disputa pelo título de melhor de todos os tempos na divisão.

“Sim, em termos de número de defesas de título, claro”, disse Du Plessis aos repórteres no Media Day. “Acho o Chris Weidman incrível. Sou um grande fã. Quando você olha para a quantidade de defesas, e olha para um cara como o Anderson Silva, por exemplo, acho que o Anderson Silva é o melhor de todos os tempos, porque ele é o cara. Ele sempre foi um herói para mim.”, seguiu.

“Mas você também precisa considerar a época das defesas de título, contra quem esses caras lutaram. Eles lutaram com um cara que tinha um emprego de meio período? Eles lutaram com lutadores em tempo integral? O esporte já foi tão desenvolvido quanto agora? Mas não posso tirar mérito de nenhum desses caras. Só estou dizendo que, na era da luta atual, essa quantidade de defesas nem sempre é possível. No momento, ainda tenho um longo caminho a percorrer antes de ser considerado o maior de todos os tempos, e até mesmo o maior peso-médio de todos os tempos. Mas depois dessa luta, estou lá em cima. Estou chegando muito perto disso.”, concluiu.

Du Plessis tem uma bela trajetória, mas está longe de ser um Anderson Silva

Dricus Du Plessis se vê perto de se tornar GOAT dos pesos médios, mas ainda está longe de igualar Anderson Silva
Dricus Du Plessis se vê perto de se tornar GOAT dos pesos médios, mas ainda está longe de igualar Anderson Silva (Imagem: Jeff Bottari/Zuffa LLC/Lefty Shivambu/Gallo Images via Getty Images UFC)

Dricus Du Plessis, caso consiga uma vitória convincente sobre Khamzat Chimaev, certamente elevará seu status e abrirá espaço para que muitos o coloquem entre os melhores da história da categoria. No entanto, por mais impressionante que seja sua trajetória recente, ainda não dá para compará-lo com o maior de todos: Anderson Silva.

Du Plessis, sem dúvida, compete em um MMA mais profissionalizado, com estudos mais avançados de nutrição, preparação física e estratégias de luta. Mas o avanço técnico e científico do esporte não apaga a genialidade e o impacto que Anderson Silva teve, não só na categoria dos médios, mas no UFC como um todo.

Anderson não foi apenas dominante. Ele redefiniu o que se esperava de um campeão. Com defesas de cinturão consecutivas e performances memoráveis, o brasileiro fez com que bons lutadores parecessem amadores quando o enfrentavam. Seus movimentos fluídos, reflexos quase sobre-humanos e capacidade de finalizar lutas com um toque de mágica encantaram o mundo. Mais do que isso: ele ajudou a popularizar o UFC em escala global, especialmente entre o público brasileiro, atraindo uma nova geração de fãs e inspirando atletas ao redor do mundo.

Du Plessis pode vir a ter uma carreira longa e vitoriosa, e a vitória sobre Chimaev, caso aconteça, será sem dúvida um marco importante. Mas para se aproximar do legado de Anderson Silva, ele precisará de muito mais do que cinturão e vitórias. Precisará construir um reinado dominante, ser uma figura transformadora e entregar espetáculos que fiquem eternizados na memória dos fãs. E, por enquanto, ele ainda está engatinhando nesse sentido.

(Imagem de capa: Divulgação/UFC)