O atacante Dusan Vlahovic foi o grande protagonista da vitória da Juventus sobre o Genoa por 1 a 0, pela segunda rodada da Serie A, ao marcar o único gol da partida no último fim de semana, no estádio Luigi Ferraris. O futebol, afinal, é simples: depende das expectativas. Se a exigência sobre a Velha Senhora for o chamado “jogo bonito” e a conquista do Scudetto, os 100% de aproveitamento podem até soar insuficientes. Mas, se a análise se concentrar no essencial, o resultado, o desempenho dentro de campo, o elenco à disposição de Igor Tudor e o trabalho do treinador croata, então a equipe bianconeri merece elogios e reconhecimento.
É preciso destacar também que a Juventus, atualmente sob a direção de Damien Comolli e Giorgio Chiellini, atravessa uma janela de transferências particularmente complicada, que deverá se encerrar com a permanência de Dusan Vlahovic e a chegada de Edon Zhegrova. O triunfo por 1 a 0 mantém a Velha Senhora na liderança da Serie A e reforça o papel de DV9, um dos jogadores mais criticados e subestimados do verão, como símbolo desta arrancada. Os questionamentos recentes se dissiparam graças a dois gols em duas rodadas, com menos de uma hora acumulada em campo.
Uma média impressionante, impossível de sustentar por toda a temporada, mas que já demonstra que, pelo menos neste ano, Vlahovic pode entregar à Juventus o que não vinha oferecendo nas últimas quatro temporadas.No entanto, nem tudo foi excepcional. Michele Di Gregorio mostrou grande qualidade com os pés, quase não precisando usar as mãos, já que o travessão o salvou no fim da partida. O zagueiro Federico Gatti também teve atuação consistente, dando sinais de recuperação após meses de instabilidade.
Nesse sentido, a presença dominante de Bremer no coração da defesa tem se mostrado crucial na Juventus, até mesmo permitindo que Lloyd Kelly atue de forma mais segura do que de costume. O maior problema, porém, está nas laterais. Pierre Kalulu cumpre suas funções básicas com disciplina, enquanto João Mário acumula falhas em sequência. Felizmente, Manuel Locatelli e, sobretudo, Khéphren Thuram, têm desempenhado papel fundamental na cobertura desses espaços, garantindo equilíbrio e serenidade à equipe.
Talvez seja o momento, inclusive, de refletir sobre o banco de Teun Koopmeiners: há a impressão de que, recuperando-se fisicamente, o holandês ainda pode se tornar titular de confiança na Juventus. Já a situação de Nico Gonzalez parece surreal, visto que o jogador está prestes a se transferir para o Atlético de Madrid. No ataque, Conceição apresentou-se participativo, mas sem grande brilho, enquanto Kenan Yildiz confirmou novamente seu status diferenciado, mostrando-se acima da média.
O canadense Jonathan David, por sua vez, não faltou em empenho e entrega, mas foi limitado em efetividade: perdeu uma chance clara no primeiro tempo ao chutar por cima, a menos de dois metros do gol, após rebote de Leali. Foi nesse momento que brilhou Vlahovic e a Juventus saiu vencedora. Porque o futebol, no fim, é categórico: independentemente de contrato, personalidade ou ambiente, o sérvio ainda é superior à maioria dos atacantes da Europa. E, certamente, o melhor à disposição da Velha Senhora.

Vlahovic busca recuperar protagonismo na Juventus em temporada decisiva
Dusan Vlahovic entra agora em uma das temporadas mais cruciais de sua trajetória na Juventus. Depois de altos e baixos desde sua chegada a Turim, o atacante inicia o último ano de contrato com o clube determinado a recuperar o protagonismo que um dia o consagrou como uma das maiores promessas ofensivas da Europa.
As últimas campanhas foram marcadas por oscilações — entre problemas físicos e dificuldades de adaptação ao estilo de jogo. Ainda assim, o sérvio deixou sua marca em momentos decisivos, mostrando capacidade de mobilizar defesas inteiras com sua presença física e faro de gol. Agora, respaldado pela confiança da diretoria e pelo técnico Thiago Motta, Vlahovic tem diante de si a chance de retomar o posto de referência ofensiva da Juventus.
Na vitória recente sobre o Verona, ele mostrou sinais claros de recuperação: marcou dois gols, participou intensamente da construção de jogadas e demonstrou maior sintonia coletiva. Para a Juventus, que almeja disputar o título da Serie A e avançar na Champions League, o retorno do protagonismo do camisa 9 é visto como peça-chave para o sucesso da temporada. Aos 25 anos, Vlahovic reúne experiência acumulada e juventude suficiente para evoluir, sustentando-se como um dos atacantes mais temidos do futebol italiano. Resta saber se este último capítulo em Turim marcará sua consolidação definitiva ou abrirá portas para novos desafios.

Disputa no ataque: Vlahovic enfrenta concorrência de Openda e Jonathan David na Juventus
Com o elenco renovado, a Juventus inicia a temporada com um setor ofensivo de luxo, mas também com uma disputa acirrada pela titularidade. Dusan Vlahovic, artilheiro já consolidado, terá que dividir espaço com dois reforços de peso: Lois Openda e Jonathan David. O sérvio chega ao último ano de contrato determinado a provar que ainda pode ser a principal referência ofensiva. Sua força física, presença de área e histórico de gols decisivos o colocam naturalmente como favorito.
No entanto, Openda, destaque recente do RB Leipzig, oferece uma alternativa explosiva: velocidade, pressão intensa e poder de finalização que se encaixam bem no estilo moderno de Igor Tudor. Já Jonathan David, contratado junto ao Lille, traz versatilidade ao setor, podendo atuar tanto como centroavante fixo quanto aberto pelos lados, oferecendo dinamismo e imprevisibilidade ao ataque.
Tudor já deixou claro que o rendimento em campo será o fator decisivo na escolha. A Juventus, que sonha em recuperar protagonismo tanto na Serie A quanto na Champions League, sabe que o equilíbrio entre esses três atacantes pode definir o rumo da temporada. Para Vlahovic, trata-se de um teste definitivo: reafirmar-se como o centroavante de referência da Velha Senhora ou assistir a novos protagonistas emergirem no comando do ataque.
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