A contratação de Erik ten Hag para muitos torcedores foi considerada uma surpresa no Bayer Leverkusen após a saída de Xabi Alonso para o Real Madrid, mas a demissão com somente três jogos oficiais disputados e duas rodadas de Bundesliga deixou a comunidade do futebol alemã perplexa com a falta de planejamento dos atuais vice-campeões em traçar seu futuro depois da passagem do principal técnico da história do clube. O holandês é mais respeitado em outros países da Europa do que na Inglaterra e deve conseguir uma recolocação em breve em alguma das cinco principais ligas do futebol mundial, mas o fato é que o Leverkusen acertou na decisão de interromper rapidamente o trabalho com o ex-Manchester United mesmo após todos os processos terem sido estabelecidos desde a pré-temporada.
O desempenho demonstrado pelo Bayer Leverkusen nos três jogos oficiais foi muito aquém do potencial que o atual elenco pode entregar na Bundesliga e nas demais competições, mesmo que jogadores considerados imprescindíveis para o funcionamento do elenco tenham deixado o clube na última janela de transferências. No entanto, o empate cedido para o Werder Bremen no último fim de semana mesmo com a vantagem numérica durante todo o segundo tempo expôs a falta de bom relacionamento entre a comissão técnica e os jogadores, sendo esta uma decisão acertada tomada principalmente por Simon Rolfes, diretor administrativo de esportes do Leverkusen.
Crise no Bayer Leverkusen começou após goleada do Flamengo

Curiosamente, as informações da imprensa alemã apontam que o início de todos os problemas enfrentados pelo clube começaram justamente na impiedosa goleada aplicada pelo Sub-20 do Flamengo diante do time principal do Bayer Leverkusen. Mesmo que tenha utilizado muitos jogadores considerados reservas, a falta de um padrão tático e as orientações em campo sendo desconexas com o que o amistoso pedia ligaram um sinal de alerta na Alemanha. Florian Wirtz, Jonathan Tah e Jeremie Frimpong eram os principais responsáveis pelo sucesso em campo, mas a mudança da metodologia de trabalho aplicada por Erik ten Hag não agradou os jogadores que permaneceram e menos ainda a direção do Leverkusen, que acompanha de perto os trabalhos executados pela comissão técnica nos treinamentos.
Mas o estopim mesmo ocorreu no empate contra o Werder Bremen, quando Patrik Schik e Exequiel Palacios tiveram uma discussão acalorada para decidir qual jogador bateria o pênalti logo no início do segundo tempo. A situação poderia ter sido resolvida com uma conversa, mas o fato do Bayer Leverkusen tem cedido empate nos acréscimos deixou Erik ten Hag extremamente irritado com os jogadores aos chamar todos de “meninos e não homens”, afirmando que todos deveriam se sentir “envergonhados”. Malik Tillman expôs esta situação logo após o fim da partida e Robert Andrich afirmou que “muitos jogadores estão jogando apenas pensando em si”
Toda essa situação aliada com a falta de processos bem definidos nos treinamentos e desempenho muito abaixo do potencial nos jogos iniciais da Bundesliga confirmam que a decisão do Bayer Leverkusen em demitir o treinador holandês foi mais do que acertada, demonstrando um “pulso firme” que o Manchester United não teve.
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