O meia-atacante Thiago Almada deu seu show na América do Sul, foi viver o mundo europeu que tanto era sonhado por ele, e hoje, está defendendo o Atlético de Madrid. Depois de sua bela campanha com o Lyon, o argentino recebeu o voto de confiança de Diego Simeone e logo se tornou um reforço dos colchoneros para essa temporada. A questão é que o começo dos rojiblancos não condiz com os investimentos e, para completar, parece que o atleta de 24 anos sofreu uma lesão muscular nesta Data FIFA.
Na intenção de bater de frente com Real Madrid e Barcelona, sem esquecer dos adversários pesadíssimos da Champions League, o Atlético de Madrid foi novamente ao mercado para fortalecer seu elenco. Viu alguns nomes se despedirem, mas abriu as portas para peças interessantes, como foi o caso de Almada, e também de Álex Baena. A má notícia? Os dois jogadores estão lesionados no momento, justamente quando se aproxima uma das sequências mais complicadas da temporada para os colchoneros.
Almada teve uma distensão muscular durante a Data FIFA, enquanto defendia a seleção de Lionel Scaloni. E o golpe veio justamente num dos palcos onde o argentino mais vinha brilhando, fator que pesou na decisão do Atlético de apostar alto em sua contratação. O meia já vinha mostrando serviço em La Liga, com atuações promissoras e sinais de que havia se adaptado bem ao estilo espanhol. Essa lesão atrasa um pouco os planos do clube, que esperava contar com o jogador em todas as frentes, La Liga, Champions e Copa do Rei.
Crescimento de Almada

Thiago Almada não surgiu do nada. Quem acompanha futebol sul-americano de perto, já via nele um talento diferente desde os tempos de Vélez Sarsfield, onde começou a chamar atenção pela personalidade em campo, dribles rápidos e visão de jogo acima da média para a idade. Foi eleito uma das grandes promessas do continente e não demorou a cruzar fronteiras.
Mas foi no Botafogo de Artur Jorge que o camisa 10 virou manchete. Contratado como uma das estrelas do projeto de John Textor, Almada encaixou como poucos no futebol brasileiro. Mostrou liderança, técnica e uma maturidade que surpreendeu, mesmo sob pressão. Ele foi peça-chave na conquista da Libertadores de 2024, título inédito para o clube carioca, além de brilhar também no Brasileirão, que veio no mesmo embalo. O Botafogo viveu sua era dourada, e Almada era o maestro dessa sinfonia.
O sucesso no Brasil foi tão estrondoso que o Lyon, também parte do grupo de Textor, rapidamente fez valer sua preferência e levou o jogador para a Ligue 1. Lá, mesmo com o Lyon em reconstrução, Almada conseguiu entregar boas atuações, participar de gols importantes e manter o nível em alto padrão. Isso tudo, somado à confiança de Diego Simeone, acabou resultando em sua transferência ao Atlético de Madrid, um salto natural para quem vinha em curva ascendente.
Momento do Atlético de Madrid

Por agora, o Atlético de Madrid somou apenas dois pontos em três partidas, um início simplesmente impensável para o elenco que tem nas mãos. Com nomes como Julián Álvarez, Sorloth, Oblak, Griezmann, Almada, Baena, entre outros, ninguém imaginava ver os colchoneros rondando a zona de rebaixamento logo no começo da temporada. A esperança é de que seja só um ajuste de início, até Simeone entender melhor como usar tantas opções novas.
O problema é que o tempo para respirar acabou. Passada a Data FIFA, os confrontos pesados já batem na porta. Neste sábado, o Atlético encara o Villarreal, que vem embalado e promete jogo duro. E logo depois já tem Champions League, com o Liverpool de Klopp surgindo como adversário direto na fase de grupos, e o primeiro duelo é logo em Anfield. Tudo o que o time não precisava era perder peças importantes neste momento… mas é exatamente o que está acontecendo.