A Juventus vem superando as expectativas nesta temporada 2025/26 sob a direção de Igor Tudor. A vitória eletrizante por 4 a 3 sobre a Internazionale no Derby d’Italia, pela terceira rodada da Serie A, seguida do empate por 4 a 4 contra o Borussia Dortmund na estreia da UEFA Champions League, escancarou uma equipe vibrante, cheia de intensidade e imprevisível. Em apenas dois jogos, foram oito gols marcados e sete sofridos, com viradas, contra-ataques fulminantes e decisões nos acréscimos. Tudo isso reforça a imagem de uma Velha Senhora cada vez mais “louca” em busca de grandes conquistas.
No entanto, ao analisarmos com atenção o desenrolar das partidas e, sobretudo, o espírito com que a equipe comandada pelo técnico Igor Tudor alcançou esses resultados, percebe-se que a história vai além da emoção. Por trás da aparente insanidade, existe um forte espírito coletivo na Juventus, um senso de união que não esteve presente no fim da última temporada, marcado pela queda diante do Real Madrid nas oitavas de final da Copa do Mundo de Clubes, nos Estados Unidos.
É verdade que até o time alternativo da Juventus protagonizou jogos épicos em 2024/25, como o 3 a 2 sobre o Leipzig e o 4 a 4 contra a própria Inter em San Siro. Porém, nesses casos, a sensação era de um brilho individual, e não de uma força coletiva. Agora, a consistência do grupo é evidente, mérito de Igor Tudor, que conseguiu gerir o vestiário de maneira mais equilibrada do que seu antecessor, Thiago Motta,criticado, por exemplo, pela forma como administrou a questão da braçadeira de capitão.
Ainda assim, se a Juventus pretende realmente disputar títulos em 2025/26 e quebrar a hegemonia recente de Internazionale e Napoli no futebol italiano, precisará encontrar um equilíbrio maior. Nem sempre será possível vencer com placares cheios de gols e viradas emocionantes. O desafio de Tudor é transformar o entusiasmo, sustentado pela juventude do elenco e pela fome de conquistas após anos de jejum, em uma estrutura tática mais sólida e consistente.
A maior fragilidade, neste momento, está no meio-campo. Apesar da força física de Khephren Thuram e da disciplina de Manuel Locatelli, o setor encontra dificuldades tanto na criação de jogadas quanto na proteção da defesa, sobretudo em chutes de longa distância – problemas já expostos contra Inter e Dortmund. Falta um jogador de personalidade e qualidade, alguém no estilo de um regista clássico ou de um perfil semelhante a Tonali. Sem esse tipo de peça, a Juventus limita suas ambições, cabendo a Tudor encontrar soluções criativas para dar mais estabilidade à sua “louca” Velha Senhora.

Tudor busca equilíbrio na Juventus após semana eletrizante e projeta retomada de títulos
A Juventus viveu dias de pura intensidade. Em menos de sete dias, o time de Igor Tudor encarou dois confrontos históricos: venceu a Internazionale por 4 a 3 no Derby d’Italia e empatou em 4 a 4 diante do Borussia Dortmund na Liga dos Campeões. Esses resultados, ao mesmo tempo que ressaltam a competitividade do grupo, deixam claro a necessidade de transformar emoção em consistência.
Com a missão de recuperar o DNA competitivo bianconero, Tudor reconhece os avanços, mas alerta que a equipe não pode depender apenas de reações em momentos de adversidade. A defesa, ainda vulnerável, preocupa: em ambos os jogos recentes, a Juve sofreu gols evitáveis, sendo obrigada a buscar reviravoltas. “Precisamos aprender a ditar o ritmo das partidas, não apenas a reagir a elas”, afirmou o treinador após o duelo europeu.
O equilíbrio passa por ajustes defensivos e por uma gestão mais inteligente das diferentes fases do jogo, sem abandonar a agressividade ofensiva que tem colocado em destaque Dusan Vlahović, Francisco Conceição e Kenan Yildiz. O grande desafio é unir intensidade e solidez, transformando partidas épicas em vitórias seguras.
Os objetivos da Velha Senhora estão traçados: retomar o protagonismo na Serie A e avançar diretamente para as oitavas de final da Champions League, torneio que simboliza prestígio e responsabilidade. A ambição é dupla: quebrar a sequência de Internazionale e Napoli na Serie A e devolver à Juventus o lugar entre as potências da Europa.
Com uma torcida impaciente e acostumada a grandes conquistas nos últimos anos, o técnico Igor Tudor sabe que emoção sozinha não basta para a Juventus nesta temporada. O próximo passo é dar identidade estável ao time, capaz de sustentar a luta por troféus que a Velha Senhora deseja levantar novamente.

Tudor traça caminho para recolocar a Juventus na liderança da Serie A
Após uma semana intensa, o técnico Igor Tudor volta seu foco para a disputa da Serie A. O técnico da Juventus quer aproveitar a moral elevada após a vitória no Derby d’Italia e o desempenho vibrante contra o Borussia Dortmund para guiar o clube de volta ao topo da tabela, caso que o Napoli não derrote o Pisa na rodada.
O objetivo imediato é manter a equipe competitiva, corrigindo as falhas defensivas que têm custado pontos. Tudor exige mais disciplina tática, sobretudo na marcação, para evitar jogos de risco e viradas constantes. Ao mesmo tempo, aposta no talento ofensivo de Vlahović, Francisco Conceição e Yildiz, que se consolida como uma das principais promessas do elenco.
A estratégia é clara: garantir vitórias seguras contra adversários de menor expressão e chegar aos confrontos diretos contra rivais do topo com consistência suficiente para assumir a liderança. “A Juventus precisa aprender a controlar os jogos desde o início, sem depender apenas da emoção nos minutos finais”, destacou o técnico.
Com o campeonato equilibrado, cada rodada pode mudar o cenário. Para Igor Tudor, o momento é de transformar intensidade em regularidade, fortalecer a defesa e mostrar que a Juventus tem não só brilho, mas também maturidade para voltar a comandar o futebol italiano nesta temporada, após cinco anos de hiato.
(Foto: Getty Images)
