Com o direito a drama no fim, o Manchester United venceu o Chelsea, por 2 a 1, em Old Trafford. Em jogo válido pela 5ª rodada da Premier League, as equipes fizeram um duelo pegado, com uma expulsão de cada lado e um resultado construído apenas no primeiro tempo. Bruno Fernandes e Casemiro fizeram gols da vitória dos Red Devils, enquanto Chalobah dimiuniu para os Blues. Veja como foi a partida:
No Manchester United, Ruben Amorim fez mudanças no onze inicial em relação ao time que foi derrotado pelo Manchester City, na última rodada. Na defesa, Leny Yoro foi sacado e deu vaga a Harry Maguire, que recém completou 250 jogos com a camisa dos Red Devils. No meio campo, Casemiro retornou a titularidade, no lugar de Manuel Ugarte. Com isso, a função na meia seria ocupada pelo brasileiro, que faria dupla com o português Bruno Fernandes. Além disso, Mason Mount e Matheus Cunha voltaram a ficar à disposição do treinador após ficarem de fora do Derby de Manchester por conta de contusão.
No Chelsea, a situação não foi diferente. Enzo Maresca também promoveu alterações na equipe titular. Na defesa, Wesley Fofana entrou na vaga de Tosin Adarabioyo, criticado pela atuação na derrota para o Bayern de Munique, pela Champions League. Estevão também foi uma novidade e iniciou a partida na vaga de Malo Gusto. Neste aspecto, Estevão vai para o ataque — posição de origem do ex-Palmeiras — e Reece James fez a lateral direita. Além disso, toda esta mudança no segundo terço fez com que Enzo Fernández jogasse um pouco mais atrás que o habitual.
Sob temporal, Manchester United domina, Chelsea sofre e cartões mudam o jogo

Em Manchester, o primeiro elemento que chamou a atenção foi a forte chuva. O clima favoreceu finalizações de longa distância e lançamentos, com as equipes tentando explorar o campo pesado e a bola escorregadia. Logo nos minutos iniciais, um lance capital: a expulsão do goleiro Robert Sánchez.
O arqueiro, como último homem da defesa, derrubou Bryan Mbeumo quando o atacante avançava em direção ao gol. A falta, cometida fora da área, resultou no cartão vermelho direto para o espanhol. Enzo Maresca precisou reconfigurar sua estratégia logo cedo e sacrificou um jogador de linha para a entrada do goleiro reserva, Filip Jorgensen.
A escolha recaiu sobre Estevão, uma das novidades preparadas pelo técnico italiano, que teve de deixar o campo prematuramente. Mas o pior ainda estava por vir. Com um jogador a mais, o Manchester United abriu o placar: Bruno Fernandes completou escorada de Patrick Dorgu e fez 1 a 0 para os Red Devils.
Os mandantes seguiram subindo as linhas para sufocar o Chelsea. Sem conseguir articular contra-ataques, os Blues beiravam mais uma tragédia em Old Trafford. A solução foi nova mudança: saiu Cole Palmer, entrou Tosin Adarabioyo, reforçando a recomposição defensiva. A alteração, porém, não surtiu efeito, e o United chegou novamente às redes. Harry Maguire ganhou pelo alto, cabeceou para a área e Casemiro fez o segundo gol dos anfitriões.
O domínio dos Red Devils não surpreendia. Até os 40 minutos, a atuação era impecável, e Rúben Amorim parecia ter, enfim, um dia de paz. As jogadas fluíam pelos lados do campo: Patrick Dorgu e Amad Diallo levavam vantagem sobre Reece James com superioridade numérica, enquanto, na outra ponta, Mbeumo se deslocava com rapidez e se colocava como opção de passe ou finalização.
Mas o primeiro tempo ainda reservava um novo momento decisivo: a expulsão de Casemiro. Assim, as equipes terminaram a etapa inicial com o mesmo número de jogadores em campo, mas o placar continuou favorável ao United. Tanto Maresca quanto Amorim precisaram ajustar seus planos. O Chelsea mudou seu comportamento e tentou articular jogadas ofensivas, mas o árbitro Peter Bankes encerrou o primeiro tempo com 2 a 0 para os Red Devils.
Chelsea reage, mas United segura a vitória no sufoco

O segundo tempo começou com a entrada de Manuel Ugarte no lugar de Benjamin Šeško. A substituição tinha como objetivo recompor o meio-campo do time da casa e neutralizar uma eventual mudança de postura do Chelsea. De fato, os Blues voltaram com outra mentalidade: buscaram ter mais posse de bola e girar o jogo. Faltava, porém, poder de fogo — reflexo das alterações de Maresca, que retirou seus dois ponteiros e deixou João Pedro isolado no ataque. A escolha tornou a equipe mais segura defensivamente, mas reduziu o impacto ofensivo do United.
O Manchester United, por sua vez, manteve a estratégia de “sentar” no resultado. Baixou as linhas e esperou o Chelsea avançar para ligar contra-ataques assim que recuperasse a bola. A tática, no entanto, não funcionou tão bem e os visitantes aumentaram o volume de jogo, num comportamento permissivo por parte dos Red Devils, que priorizavam a vantagem construída no primeiro tempo.
Como já se tornou marca nesta Premier League, o United vem sofrendo gols em praticamente todos os jogos. Contra o Chelsea, não foi diferente. Primeiro, Wesley Fofana balançou as redes, mas teve seu gol anulado por impedimento. Pouco depois, foi a vez de Trevoh Chalobah subir mais alto e descontar para os atuais campeões do mundo.
As substituições se multiplicaram. Amorim reforçou a retaguarda e colocou lançadores para acionar os velocistas. Mainoo, Mount e Yoro entraram, enquanto Bruno Fernandes, Mbeumo e Maguire saíram. Com isso, Diallo, Dorgu e Matheus Cunha passaram a ser os principais alvos para as ligações diretas e escapadas rápidas, mas desperdiçaram as chances criadas.
O Chelsea apostou em jovialidade e velocidade no meio-campo, bloqueando a construção adversária por dentro. Não foi uma exibição de gala, mas, com mais um velocista no ataque, os Blues poderiam ter chegado ao empate — e não apenas ao gol de desconto. O United ficou contra as cordas até o apito final e resistiu firme aos cruzamentos para a área. A vitória dos Red Devils foi construída no primeiro tempo, com colaboração do próprio Chelsea. Placar final: Manchester United 2 x 1 Chelsea
Próximos jogos
Com a vitória, o Manchester United chegou aos sete pontos e subiu para a nona colocação do Campeonato Inglês. O próximo adversário dos comandados de Ruben Amorim será o Brentford, fora de casa, no próximo sábado (27), às 8h30 (de Brasília).
O Chelsea, com a derrota, está com oito pontos somados e caiu para a sexta posição. Na 6ª rodada da Premier League, os Blues vão a campo para enfrentar o Brighton, em Stamford Bridge, também no sábado, mas às 11h.
Ficha técnica da partida
Manchester United 2 x 1 Chelsea
Local: Old Trafford, Manchester (ING)
Data: Sábado, 20 de setembro de 2025
Hora: 13h30 (de Brasília)
Árbitro: Peter Bankes (ING)
Assistentes: Edward Smart (ING) e Blake Antrobus (ING)
Quarto árbitro: Thomas Kirk (ING)
VAR: Craig Pawson (ING)
Cartões amarelos:
- Manchester United: Casemiro, 17’/1°T e 50’/1°T
- Chelsea: Marc Cucurella, 44’/1°T; Enzo Fernández, 3’/2°T; Trevoh Chalobah, 5’/2°T; Tyrique George, 27’/2°T; Tosin Adarabioyo, 51’/2°T
Cartões vermelhos:
- Manchester United: Casemiro, 50’/1°T (segundo cartão)
- Chelsea: Robert Sánchez, 5’/1°T
Gols:
- Manchester United: Bruno Fernandes, 14’/1°T; Casemiro, 37’/1°T
- Chelsea: Trevoh Chalobah, 35’/2°T
Manchester United: Bayindir; De Ligt, Maguire (Yoro, 25’/2°T) e Shaw; Mazraoui (Matheus Cunha, 20’/2°T), Casemiro, Bruno Fernandes (Mainoo, 41’/2°T) e Dorgu; Mbeumo (Mount, 24’/2°T), Amad Diallo e Sesko (Ugarte, no intervalo). Técnico: Ruben Amorim.
Chelsea: Robert Sánchez; James, Chalobah, Wesley Fofana (George, 19’/2°T) e Cucurella (Gusto, 19’/2°T); Caicedo e Enzo; Estevão (Jorgensen, 6’/1°T), Palmer (Andrey Santos, 21’/1°T), Pedro Neto (Tosin, 7’/1°T) e João Pedro. Técnico: Enzo Maresca.
Créditos pela foto de capa: Alex Livesey/Getty Images — Reprodução

