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Botafogo: Ancelotti ganhou aprendizados após empate cedido ao Grêmio

Davide Ancelotti certamente ficou insatisfeito com o empate sofrido na reta final, com o Botafogo deixando de aproveitar mais um jogo atrasado para se firmar no G-4 e incomodar o Mirassol. No entanto, o técnico italiano também escapou de maiores críticas depois de ter conseguido arrumar o sistema tático diante do Grêmio mesmo com a quantidade impressionante de desfalques envolvendo jogadores lesionados e suspensos em jogo difícil na Arena, justamente contra um adversário bem motivado após vitória no Gre-Nal. Com sentimentos divididos, o Fogão terá somente alguns dias de trabalho antes da sequência no Brasileirão, quando precisará medir forças diante do Fluminense em clássico no Maracanã.

Ancelotti conseguiu ajustar Botafogo mesmo com grandes desfalques

O Botafogo não pôde contar com seus principais três atacantes (Santi Rodríguez, Montoro, Savarino) e precisou apostar em nomes como Jeffinho (centro), Arthur Cabral (referência) e Matheus Martins (ocupando as duas pontas). Naturalmente, o Grêmio iniciou o confronto com maior imposição física e ofensiva conseguindo chegar com enorme perigo em duas oportunidades, mas o Fogão teve nesta situação uma boa notícia; a afirmação de Léo Linck como titular insubstituível para o restante da temporada. Ex-goleiro do Athletico-PR, o arqueiro está mostrando que sua experiência fora do país foi recompensador e mostra um alto nível de concentração que deixa o torcedor cada vez mais confiante, enquanto o lesionado Neto certamente ficará na reserva quando melhorar suas condições físicas.

Depois de suportar a pressão inicial aplicada pelo Imortal, os cariocas tiveram maior controle a partir da metade do primeiro tempo e ficaram próximos de marcar quando Jeffinho teve boa leitura do lance e acionou Matheus Martins nas costas da defesa, mas o Botafogo voltou a decepcionar em relação às finalizações e Kannemann conseguiu impedir o gol ao vencer a disputa individual. Caso alguns dos jogadores indisponíveis como Savarino, Montoro e até Chris Ramos estivessem disponíveis, este lance provavelmente terminaria em gol.

A postura mais ofensiva permitiu também que o Botafogo ficasse exposto defensivamente devido aos erros individuais que escolhas feitas por Ancelotti em meio à falta de opções no elenco. O Grêmio foi muito incapaz de abrir o placar ao não aproveitar passe errado de Jeffinho na entrada da área dando a bola nos pés de Dodi, e no segundo tempo, as tomadas erradas de decisão fizeram com que um lateral (Cuiabano) fosse responsável pelo gol depois de bom passe de Marlon Freitas, enquanto Artur e Matheus Martins passaram longe de causar grande impacto positivo.

Botafogo sucumbiu ao descontrole e não garantiu vitória

Vale destacar que o Botafogo permitiu que o Grêmio controlasse mais a posse de bola pensando em fechar bem os espaços antes do apito final a partir das entradas de Mateo Ponte e Vitinho, impedindo que o adversário encontrasse espaços. Contudo, tudo mudou a partir dos 40 minutos do 2º tempo, quando Matheus Martins supostamente esticou a mão dentro da área após a bola bater inicialmente no cotovelo dentro da área após cobrança de falta. A pressão de Kannemann funcionou, e mesmo sem nenhuma imagem conclusiva, o árbitro Lucas Paulo Torezin foi ao VAR e reverteu a marcação para pênalti a favor do Grêmio, com o gol de empate marcado por Tiago Volpi.

Mesmo que o árbitro tenha agido contra a orientação da arbitragem de vídeo (reverter decisão de campo somente com imagens conclusivas), o Botafogo não pode dar margem para ser prejudicado pela arbitragem. O nervosismo rendeu suspensão para Alexander Barboza pelo terceiro cartão amarelo e expulsão de Kaio Pantaleão com dois amarelos seguidos, criando um buraco defensivo antes de clássico fundamental.

Imagem: Divulgação