Em um jogo de poucas chances de gol, Juventus e Milan ficaram no empate sem gols na tarde deste domingo (05). As equipes seguem sem perder nesta edição da Lega Serie A, mas viram o Napoli assumir a ponta da tabela. Veja como foi a partida no Allianz Stadium:
Antes da bola rolar…
Vinda de um empate amargo por 2 a 2 contra o Villarreal, pela Champions League, a Juventus novamente precisou lidar com desfalques importantes. Igor Tudor manteve o esquema tático no 3-4-2-1, mas não pôde contar com Juan Cabal, lesionado no jogo da última quarta-feira. Em seu lugar, a escolha foi por Pierre Kalulu, improvisado na ala direita, enquanto Andrea Cambiaso foi deslocado para o lado esquerdo. Com o zagueiro francês avançando para a segunda linha, Daniele Rugani foi quem assumiu sua vaga na defesa.
No ataque, a boa atuação — com direito a gol — garantiu a Francisco Conceição uma chance entre os titulares. Teun Koopmeiners acabou sendo o escolhido por Tudor para começar no banco de reservas.
Pelo lado do Milan, Massimiliano Allegri teve tempo para trabalhar e preparar a equipe, que chegou descansada e embalada após a vitória sobre o Napoli, atual campeão italiano. A estratégia de jogo manteve-se praticamente inalterada em relação ao triunfo da rodada anterior, assim como o esquema tático no 3-5-2. Havia, porém, um desfalque de peso, com impacto direto na estrutura do time.
O treinador não pôde contar com Pervis Estupiñán, expulso na partida contra os napolitanos. Para o seu lugar, o jovem Davide Bartesaghi foi o escolhido, assumindo a missão de conter o lado direito do ataque da Juve.
Primeiro tempo moroso da Juventus e poucas chances do Milan

O primeiro tempo em Turim foi um jogo de estudo, marcado por disciplina tática e paciência das duas equipes. Igor Tudor manteve o 3-4-2-1 da Juventus, apostando em amplitude com Cambiaso e Kalulu — este último improvisado na ala direita —, enquanto Rugani completava a linha de zaga ao lado de Bremer e Gatti. A ideia era conter as transições rápidas do Milan, especialmente pelos lados, onde Theo Hernández e Rafael Leão tentavam romper a estrutura defensiva bianconera.
O Milan, por sua vez, manteve o 3-5-2, espelhando o sistema da Juve, mas com maior presença no campo ofensivo. Allegri pediu marcação alta na saída de bola adversária, com Pulisic e Giroud flutuando entre os zagueiros. Apesar disso, as infiltrações foram raras: o bloco da Juventus se manteve compacto e com boa leitura nas coberturas.
Nos números, 52% de posse de bola para o Milan e 48% para a Juventus, com os visitantes finalizando cinco vezes (duas no alvo), contra apenas três dos donos da casa. Mesmo com volume maior, os Rossoneri não encontraram clareza nas jogadas de ruptura — especialmente porque Cambiaso e Rugani foram precisos nas coberturas.
Taticamente, o Milan teve mais controle territorial, mas esbarrou na lentidão na circulação de bola. A Juventus, por outro lado, tentou reagir com transições rápidas, mas sofreu na articulação ofensiva: Jonathan David e Yildiz ficaram isolados entre os zagueiros, e Francisco Conceição teve pouca influência criativa, apesar dos dribles efetivos. O “0 a 0” ao intervalo refletia o cenário: muita estratégia, pouca objetividade.
O jogo fica mais aberto e Milan perde penalti

A etapa complementar foi mais intensa e com maior ímpeto ofensivo de ambos os lados. O Milan começou melhor e teve a grande chance do jogo aos 56 minutos, em cobrança de pênalti de Christian Pulisic — que acabou desperdiçada, chutando para fora. O lance simbolizou bem o que foi a partida: esforço e presença ofensiva, mas falta de precisão na hora da conclusão.
A Juventus respondeu com energia e quase abriu o placar aos 64 minutos, em um chute forte de Federico Gatti, que obrigou Maignan a fazer uma defesa espetacular. Com o passar dos minutos, Igor Tudor mexeu na equipe, adiantando Cambiaso e pedindo mais verticalidade de Rabiot, buscando sair da pressão milanista. O Milan manteve o 3-5-2, mas reduziu a intensidade após os 70 minutos, apostando em jogadas individuais de Leão, contido com eficiência por Gatti e Rugani.
Os números finais reforçam a igualdade: foram 12 finalizações do Milan contra 10 da Juventus, ambas com 4 chutes no alvo. O mapa de calor mostra o domínio territorial alternado — Milan com mais posse no campo ofensivo, e Juve buscando acelerar nos contragolpes.
No fim, o empate sem gols foi justo. A Juventus apresentou consistência defensiva, mas careceu de refino na frente. O Milan teve mais controle de bola (53%) e passes trocados (503 contra 464), porém faltou criatividade no último terço. O resultado mantém ambas as equipes na parte de cima da tabela, mas ainda atrás de Napoli e Inter — os dois times que, até aqui, demonstram maior equilíbrio entre defesa e ataque.
Próximos compromissos de Juventus e Milan
A
Ficha técnica da partida
JUVENTUS 0 X 0 MILAN
Local: Allianz Stadium, Turim (ITA)
Data: Domingo, 5 de outubro de 2025
Hora: 15h45 (de Brasília)
Público: — presentes
Árbitro: Marco Guida (ITA)
Auxiliares: Valerio Colarossi (ITA) e Christian Rossi (ITA)
Quarto árbitro: Giovanni Ayroldi (ITA)
VAR: Marco Di Bello (ITA)
Cartões amarelos:
- Juventus: Manuel Locatelli, 3’/2°T; Federico Gatti, 28’/2°T
- Milan: Youssuf Fofana, 44’/1°T; Davide Bartesaghi, 13’/2°T;
Gol(s):
- Juventus: —
- Milan: —
JUVENTUS: Di Gregorio; Gatti, Rugani (Kostic, 41’/2°T) e Kelly; Kalulu, Locatelli, McKennie e Cambiaso; Francisco Conceição (Openda, 24’/2°T), Yildiz (Vlahovic, 24’/2°T) e Jonathan David (Khéphren Thuram, 24’/2°T). Técnico: Igor Tudor.
MILAN: Maignan; Tomori, Gabbia e Pavlovic; Saelemaekers, Youssuf Fofana (Loftus-Cheek, 17’/2°T), Modric, Rabiot e Bartesaghi; ‘Santi’ Giménez (Rafael Leão, 17’/2°T) e Pulisic (Nkunku, 29’/2°T). Técnico: Massimiliano Allegri.
Napoli supera Genoa após virada e reassume liderança da Serie A

O primeiro tempo surpreendeu: o Genoa saiu na frente com um gol de Jeff Ekhator, que concluiu de calcanhar após cruzamento de Norton-Cuffy, aproveitando a desatenção da defesa napolitana. A equipe visitante se compôs bem, adotando uma postura compacta, explorando transições rápidas e exigindo atenção máxima dos azzurri. O Napoli teve dificuldades para impor seu ritmo habitual, com trocas de passes lentas e sem conseguir penetrar com fluidez no último terço do campo.
Apesar da posse de bola, o Napoli se mostrou previsível na construção ofensiva. A movimentação entre as linhas não encontrou brechas consistentes no bloco defensivo do Genoa, que controlou os momentos importantes do jogo e tentou esticar suas jogadas quando possível. O time da casa ainda teve lampejos de perigo — como uma bola que ricocheteou em Hojlund —, mas faltou precisão nos últimos metros. A situação se complicou ainda mais com a lesão de Lobotka no fim da primeira etapa, forçando ajustes no meio-campo.
No segundo tempo, o Napoli voltou com mais intensidade e conseguiu impor seu ritmo. A equipe controlou o meio-campo e trabalhou bem as transições ofensivas, criando várias oportunidades. O empate veio com Anguissa, que aproveitou uma sobra na área, e o gol da virada também saiu de seus pés, após uma jogada bem trabalhada pelos partenopei. O Genoa tentou reagir, mas não conseguiu furar a pressão constante do time da casa.
Com a vitória, o Napoli reassumiu a liderança da Serie A, empatado em pontos com a Inter de Milão, mas à frente no saldo de gols. O Genoa, apesar da boa atuação, permanece na parte inferior da tabela, lutando para se afastar da zona de rebaixamento.
Créditos pela foto de capa: Stefano Guidi/Getty Images — Reprodução.

