Internazionale Chivu
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Chivu cala críticos na Internazionale e aos poucos vai dando sua cara ao time

A Internazionale dominou e impressionou, encerrando a segunda rodada antes da pausa internacional da Data FIFA de outubro em alta. A vitória por 4 a 1 sobre o Cremonese, no Giuseppe Meazza, na sexta rodada da temporada 2025/26 da Série A, evidenciou o crescimento contínuo e admirável da equipe, refutando os críticos que, após os tropeços contra Udinese e Juventus, duvidavam da permanência de Cristian Chivu como técnico. Embora ainda não seja “sua Inter” por completo, o treinador romeno conseguiu se defender das contestações nessas partidas.

Antes do duelo, o presidente e CEO da Internazionale, Beppe Marotta, em entrevista para a DAZN, defendeu com veemência a escolha de manter Chivu no comando após a saída de Simone Inzaghi. Marotta dirigiu-se aos céticos: “Ceticismo? Estamos acostumados. Precisamos ter coragem para agir e decidir, e fizemos isso sabendo que estávamos lidando com um excelente profissional, tanto no aspecto humano quanto no futebolístico. E ele traz um valor agregado: sua identidade, que é a dos nerazzurri. Cada técnico tem sua identidade; Chivu é um excelente treinador que teve uma fase experimental no início, o equilíbrio é fundamental e estamos chegando lá.”

Equilíbrio é a chave para compreender se esta é ou não a Internazionale do técnico Cristian Chivu. À primeira vista, o que se viu até agora tem semelhanças com o passado sob Simone Inzaghi. O ex-técnico optou, desde o início, por recuperar a confiança da equipe, preservando o sistema e os jogadores que alçaram os nerazzurri ao topo nos últimos dois anos. O romeno seguiu um caminho similar: buscou estabilidade, mas introduziu gradualmente mudanças, rotação de jogadores, variações táticas sutis.

Contra o Cremonese no último fim de semana no Giuseppe Meazza, e também nos confrontos com Slavia Praga e Sassuolo, foram vislumbrados indícios, embora intermitentes, em parte pela postura dos adversários, de uma pressão defensiva mais intensa e de uma verticalidade mais consistente. Não por acaso, Marcus Thuram primeiro, e agora Ange-Yoan Bonny, têm se destacado não apenas pelos gols na Internazionale, mas sobretudo pelas assistências e pela capacidade de criar chances para o time.

Após a partida, o meio-campista Nicolò Barella confirmou o progresso: “Para jogar essas partidas, é preciso confiança e condicionamento físico. Conseguimos nos recuperar e estamos felizes com isso. Hoje, estivemos mais verticais do que o normal. Normalmente temos mais posse de bola, mas nos divertimos, e isso é o mais importante”. Um grupo unido, alegria em campo, um banco que marca, algo que há um ano parecia raro. Os resultados inevitavelmente ajudam a restaurar serenidade e entusiasmo em todo o elenco da Internazionale.

Esse tem sido o verdadeiro segredo de Cristian Chivu até agora. A pausa servirá, para os que permanecem em Milão, para dar continuidade ao trabalho que foi construído até aqui. Depois dela, haverá três jogos fora de casa que serão determinantes para a Internazionale e servirão como teste desse crescimento: primeiro contra a Roma, no Olímpico; logo em seguida o duelo com o Union Saint-Gilloise, em Bruxelas, pela UEFA Champions League; e depois o confronto com o Napoli, no Maradona, partidas que mostrarão onde realmente está o renascimento dos Nerazzurri.

Foto: Getty Images

Chivu tenta recolocar a Internazionale nos trilhos após início irregular

O técnico Cristian Chivu começa, aos poucos, a transformar turbulência em estabilidade na Internazionale. Depois de um começo de temporada marcado por atuações inconsistentes e resultados abaixo das expectativas, o treinador romeno vem ajustando rumo da equipe por meio de organização tática, mudança de postura e renovada confiança em peças antes postas de lado.

Ao assumir, Chivu herda um time sob forte pressão: elenco ainda sobre a sombra do ciclo anterior, torcida habituada à disputa por títulos. As primeiras rodadas acenderam o alerta: lacunas defensivas, falta de fluidez no meio-campo e equipe aparentando desconexão com suas próprias ideias. As críticas não tardaram.

A resposta, no entanto, começou a surgir em campo. Chivu não promoveu revolução abrupta, mas sim um reajuste consciente. Apostou em pressão alta coordenada, recuperação rápida da bola, e valorização de posse com propósito. A alteração mais nítida foi na atitude: a Inter voltou a competir com intensidade, especialmente nos jogos mais importantes, onde perdera o hábito de impor respeito.

Os resultados começaram a aparecer. A goleada por 4 a 1 sobre o Cremonese foi um marco simbólico, não só pelo placar, mas pela clareza com que o time se mostrou superior. Mostrou compactação, movimentação sincronizada e ataque mais dinâmico, com protagonismo coletivo em vez de dependência de um ou dois nomes.

Outra característica deste novo ciclo da Internazionale é a valorização de jovens e reservas. Jogadores como Valentin Carboni e Nikola Iliev ganharam minutos e confiança, enquanto veteranos reencontraram espaço sob novas funções táticas. A rotatividade, antes criticada, passou a ser usada como ferramenta para manter o grupo motivado e fisicamente em condições ideais.

A relação com o vestiário, que no início era tida como um dos grandes desafios, parece agora mais estabilizada. Chivu adota perfil sereno, mas exigente; conquista respeito dentro do grupo com diálogo e transparência. Fontes próximas ao clube apontam que o elenco abraçou o projeto, e o ambiente mais positivo se reflete diretamente no desempenho em campo.

Com sequência positiva nas últimas rodadas, a Inter reencontra consistência e reduz distância em relação aos líderes da Serie A. Ainda há desconfiança, ajustes defensivos a serem feitos, mas a sensação é de que o time finalmente voltou a ter rumo. A temporada continua longa e cheia de desafios, mas Cristian Chivu já alcançou algo essencial: transformar a dúvida em esperança e fazer com que a Internazionale, enfim, pareça novamente nos trilhos.

Foto: Getty Images

Com Chivu, a Internazionale mira o Scudetto e tenta encerrar o sabor amargo do vice

Depois de quase conquistar o título na temporada passada, a Internazionale entra neste ano com missão definida: reconquistar o Scudetto. Sob o comando de Cristian Chivu, o clube de Milão quer usar a frustração do segundo lugar como combustível para uma campanha mais firme e dominante na Serie A.

Chivu assumiu em meio a expectativa, desconfiança e pressão. Ídolo da casa, ex-zagueiro do clube, ele encontrou um elenco emocionalmente marcado pela derrota para o Milan nas rodadas finais da temporada anterior. Agora, o desafio é casar ambição com estabilidade — e recuperar a identidade vencedora que fez parte dos melhores momentos recentes da Inter.

Já nas primeiras semanas, o técnico romeno mostrou que não teme reformular conceitos. A Internazionale de Chivu é menos dependente de estrelas isoladas, mais focada no coletivo, com versatilidade. A pressão alta voltou a ser uma característica constante, enquanto o meio-campo ganhou novas dinâmicas: Barella com papel mais ofensivo, Çalhanoğlu com liberdade criativa maior.

O ataque também passa por ajustes. Chivu busca uma frente móvel, alternando Lautaro Martínez com jogadores como Arnautović e Thuram, além de dar espaço a jovens da base, algo que nos últimos anos estivera menos presente. O resultado é uma equipe que pressiona, cria em bloco e mantém ritmo até o apito final, perceptível diferença em comparação ao fim da era Inzaghi.

Nos bastidores, a diretoria demonstra plena confiança no novo comandante. Acredita que o ex-capitão representa espírito “nerazzurro” que o clube precisa para retomar títulos e protagonismo europeu. “Chivu conhece bem a Inter e entende o peso dessa camisa”, declarou recentemente um dirigente ao La Gazzetta dello Sport. O desafio, porém, é grande. Juventus e Milan seguem firmes; Roma busca reposicionamento; Napoli, atual campeão, exibe força. Para erguer o Scudetto, o técnico romeno sabe que consistência, algo que faltou no fim da temporada passada, será decisiva.

A torcida, animada com este novo ciclo, começa a acreditar de novo. Os estádios do Giuseppe Meazza voltaram a vibrar, e cada triunfo reforça a sensação de reconstrução. Ainda é cedo para traçar o desfecho, mas o caminho está definido: a Internazionale quer voltar ao topo, e Cristian Chivu é o nome para guiar essa retomada. Depois do vice-campeonato doloroso, o clube mira o título com fome, trabalho e convicção de que o futuro azul-e-preto pode enfim ressurgir.

(Foto: Getty Images)