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Brasileirão: Rodada caótica mostra para CBF que mudanças na arbitragem são urgentes

O Brasileirão viveu uma rodada absolutamente caótica em plena reta final de campeonato, com decisões controversas sendo tomadas por diferentes árbitros tendo impactado disputas em todas as pontas da tabela de classificação. Praticamente todo final de campeonato nos últimos anos está sendo marcado por maior pressão pelos clubes e inconsistências cada vez maiores das equipes de arbitragem mas o que aconteceu no final de semana necessita de ações realmente duras e urgentes por parte da administração de Samir Xaud, que demonstrou capacidade para atacar alguns dos principais problemas do futebol brasileiro com a reforma do calendário.

Cinco jogos tiveram problemas na 27ª rodada do Brasileirão

Não há discussões de que Ramon Abatti Abel acabou sendo o maior catalizador de reclamações na 27ª rodada do Brasileirão com dois erros claros desfavoráveis para o São Paulo, quando o Tricolor estava vencendo o Palmeiras por 2 a 0 no segundo tempo. Com total respaldo de Ilbert Estevam da Silva (VAR), não houve chamados para mudanças de decisão em relação à possível expulsão de Andreas Pereira e principalmente ao pênalti cometido por Allan no momento em que Tapia estava na área buscando Luciano para encaminhar a vitória com três gols.

Outro time que ficou muito na bronca da arbitragem foi o Grêmio, depois que o árbitro Lucas Casagrande aceitou a interferência do VAR (Gilberto Rodrigues Castro Junior) para dar um pênalti completamente inexistente ao Red Bull Bragantino no último lance do jogo, com o lateral-esquerdo Marlon desabafando após mais um lance desfavorável para o clube no Brasileirão.

O Botafogo também voltou a ficar na bronca com a arbitragem do Brasileirão depois que Luiz Flávio de Oliveira mandou o jogo seguir após Arthur Cabral ter sido impedido de disputar a bola dentro da grande área em um penal claro cometido por Mercado enquanto o Internacional ainda estava ganhando somente por 1×0. Além disso, o Vitória (no duelo contra o Vasco) reclamou de uma decisão errada na expulsão de Lucas Halter, e até mesmo o Sport ficou na bronca em jogo diante do Cruzeiro, mesmo tendo arrancado um empate fora de casa no Mineirão.

Brasileirão volta a ter teorias da conspiração e CBF precisa agir

Todo esse festival de lances controversos e erráticos permitiu o início de mais uma onda de teorias de conspiração em mais uma edição do Brasileirão, com declarações que indicam até mesmo xenofobia por parte de José Boto ao aproveitar a derrota do Flamengo sobre o Bahia para construir uma narrativa de manipulação por Ramon Abatti Abel, que havia apitado o duelo entre o Mengão e o Cruzeiro na última quinta-feira. O “melhor árbitro do Brasil” (considerado pela CBF) foi mandado para a reciclagem após ligação do presidente do São Paulo para Samir Xaud ainda durante a noite de domingo.

A atual direção da CBF precisa ficar muito atenta às teorias de conspiração que podem manchar a imagem do Brasileirão até o fim e ter uma escala de arbitragem muito assertiva na 28ª rodada que terá a disputa de três clássicos regionais (Botafogo x Flamengo; Santos x Corinthians; Atlético-MG x Cruzeiro). No entanto, a entidade precisa entender que investir em arbitragem vai muito além da implementação do semiautomático, e algumas das mudanças pensando em uma profissionalização da arbitragem precisam de implementação imediata para impedir que a situação saia do controle (como ocorreu em 2023 com John Textor e o Botafogo).

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