Após a derrota do Chelsea em casa por 3 a 1 diante do Brighton, aumentaram as incertezas sobre o futuro de Enzo Maresca. Sete dias depois, o italiano corria pela lateral do campo para celebrar com seus jogadores o gol de Estevão Willian que garantiu a vitória sobre o Liverpool, atual campeão da Premier League, nos instantes finais da partida. Em uma semana intensa em Stamford Bridge, os Blues viveram o retorno à UEFA Champions League após dois anos e meio, o reencontro com José Mourinho, novos problemas de lesões, três expulsões e até uma polêmica sobre supostas declarações de Maresca afirmando que os Reds seria “imparável”.
O clima era de desânimo em 27 de setembro, após o revés diante do Brighton. O Chelsea havia desperdiçado uma vantagem conquistada no primeiro tempo, uma semana depois de também perder fora de casa para o Manchester United. A equipe controlava o jogo até que Trevoh Chalobah recebeu cartão vermelho logo no início da segunda etapa. A partir daí, as mudanças feitas por Maresca pareceram entregar o controle da partida aos Seagulls. A diretoria executiva dos Blues, que costuma ir aos vestiários após cada confronto, desta vez atravessou o gramado cabisbaixa em direção ao túnel, reflexo da terceira derrota em quatro jogos.
A reunião pós-jogo foi mais longa do que o tempo que Maresca levou para comparecer à coletiva e declarar à imprensa que as conversas “não foram nada muito diferentes de outras vezes”. Apenas na noite seguinte surgiram relatos confirmando que o clube não planejava mudanças imediatas e que o comando técnico seria mantido. O Chelsea optou por seguir com seu treinador, reforçando que avaliações só ocorreriam ao fim da temporada — e não em setembro, após apenas seis rodadas da Premier League.
Com o retorno de Mourinho se aproximando, era essencial transmitir uma mensagem clara de confiança em Maresca e estabilidade interna. Assim, quando o italiano falou à imprensa na segunda-feira, já o fez com a certeza de estar respaldado pela diretoria, tanto em público quanto nos bastidores. Como a entrevista pré-jogo era válida pela Champions League, ela aconteceu em Stamford Bridge, na Suíte Drake, e não no centro de treinamento em Cobham. O ambiente, repleto de fotos dos grandes técnicos campeões do Chelsea — incluindo três de Mourinho —, serviu de palco simbólico para um momento decisivo.
Maresca, que prefere trabalhar no campo a enfrentar os microfones, aproveitou a ocasião para demonstrar respeito e serenidade. Destacou ser um privilégio enfrentar Mourinho e afirmou desejar alcançar um dia o mesmo nível de sucesso que o português teve no clube londrino. Mais tarde, naquele mesmo dia, Mourinho atraiu uma quantidade muito maior de jornalistas para sua coletiva, realizada na mesma sala dedicada a Ted Drake, o primeiro treinador campeão do Chelsea.
Mesmo ofuscado pela figura midiática de Mourinho, Maresca brilhou dentro de campo. Na terça-feira à noite, o Chelsea venceu o Benfica por 1 a 0 em uma partida equilibrada, decidida por um gol contra de Richard Rios ainda no primeiro tempo. Não foi uma exibição memorável, mas o resultado teve mais peso que a performance. Ainda assim, os Blues registraram a terceira expulsão em quatro jogos — desta vez, João Pedro foi o punido, mas sua segunda falta para cartão amarelo ocorreu já nos acréscimos e não interferiu no placar.
Dias depois, veio o confronto contra o Liverpool pela Premier League, em um ambiente tenso, com estações de metrô fechadas e grande expectativa dos torcedores. Sob a orientação de Maresca, o Chelsea apresentou uma de suas melhores atuações recentes: Moisés Caicedo se destacou, o time impôs intensidade, criou chances e dominou as ações. O prêmio veio nos acréscimos, com Estevão Willian marcando o gol da vitória.
Fora das quatro linhas, Maresca também precisou lidar com a pressão midiática. O treinador esclareceu seus comentários sobre o Liverpool, explicando que se referia apenas ao contexto de uma possível sequência de vitórias, e que todo time, por mais forte que seja, tem “fragilidades”. Essa postura ponderada, aliada ao apoio firme do clube, fortaleceu sua posição. Em resumo: o que parecia o início de uma crise transformou-se em um ponto de virada. As vitórias sobre Benfica e Liverpool devolveram confiança, estabilidade e esperança de recuperação.

Chelsea mira o G4 da Premier League após conquistas internacionais e reestruturação sob Enzo Maresca
Impulsionado pelo sucesso da temporada anterior, o Chelsea inicia a Premier League 2025/26 determinado a retornar ao grupo dos quatro primeiros colocados e, consequentemente, assegurar vaga na próxima Champions League. Após encerrar o último ciclo com dois troféus — a UEFA Conference League e o Mundial de Clubes da FIFA, os Blues apostam na continuidade do trabalho de Enzo Maresca e em um elenco rejuvenescido para consolidar a nova era do clube.
A campanha passada foi marcada por oscilações no campeonato nacional, mas as conquistas europeia e mundial confirmaram o potencial do projeto liderado pelo técnico italiano. Sob sua orientação, o Chelsea encontrou uma identidade clara, baseada na posse de bola, na disciplina tática e na força coletiva. O desenvolvimento de jovens como Cole Palmer e Estevão Willian reforçou o otimismo que hoje domina Stamford Bridge.
Com um elenco mais equilibrado e reforçado de maneira estratégica, o Chelsea mostra evolução neste início de Premier League. O principal objetivo é corrigir a irregularidade que comprometeu o desempenho anterior, buscando competir de igual para igual com Manchester City, Arsenal e Liverpool no topo da tabela. Maresca tem insistido em dois pilares: consistência defensiva e eficiência nas finalizações — fatores que considera essenciais para transformar boas atuações em vitórias.
Além do aspecto esportivo, o ambiente interno do clube está mais estável. Após anos de instabilidade e mudanças constantes de comando, a diretoria demonstra plena confiança na continuidade do trabalho de Maresca. A combinação entre juventude, intensidade e experiência é vista como o caminho ideal para recolocar o Chelsea entre os protagonistas do futebol inglês.
Com as recentes conquistas e uma filosofia consolidada, os Blues encaram 2025/26 com ambição renovada. O desafio agora é converter o sucesso internacional em regularidade na Premier League e, enfim, reconduzir o clube ao seu lugar de destaque no cenário nacional.

Enzo Maresca mira a história no Chelsea com ambição por múltiplos títulos na temporada 2025/26
Após uma primeira temporada marcada por afirmação e títulos internacionais, Enzo Maresca inicia o novo ciclo à frente do Chelsea com metas ainda mais ousadas: levar o clube de volta ao topo do futebol inglês e europeu. O treinador italiano, campeão da UEFA Conference League e do Mundial de Clubes na campanha anterior, traça agora um plano para disputar em alto nível os quatro principais torneios da temporada: Premier League, Champions League, Copa da Inglaterra e Copa da Liga Inglesa.
Desde que chegou a Stamford Bridge, Maresca transformou o Chelsea em uma equipe equilibrada e taticamente disciplinada. Inspirado em conceitos de posse, pressão alta e construção desde a defesa, o técnico consolidou um estilo próprio, que começa a render frutos. O desafio, agora, é elevar esse modelo para competir frente aos grandes da Europa e manter o desempenho ao longo de uma temporada exigente.
Para isso, o Chelsea reforçou seu elenco com contratações pontuais e manteve a base jovem que se destacou anteriormente. Jogadores como Cole Palmer, Enzo Fernández, Moisés Caicedo e o brasileiro Estevão Willian formam o núcleo de um projeto que combina talento, intensidade e continuidade. Maresca tem enfatizado a necessidade de transformar potencial em conquistas, adotando um discurso firme de evolução constante: “O Chelsea precisa voltar a vencer de forma consistente. Nosso objetivo é competir em todas as frentes, com ambição e identidade”, declarou o treinador recentemente.
Nos bastidores, o clube também demonstra estabilidade inédita. Diferentemente dos anos marcados por mudanças constantes e reorganizações, o Chelsea vive um período de harmonia entre comissão técnica e diretoria. A confiança na permanência de Maresca é considerada essencial para consolidar o projeto e resgatar o status de potência na Inglaterra e na Europa.
Com o retorno à Champions League e o sonho de reconquistar a Premier League, o Chelsea inicia a temporada 2025/26 com ambição máxima. Se conseguir transformar desempenho em títulos, Enzo Maresca poderá não apenas recolocar o clube entre os gigantes do continente — mas também gravar seu nome de forma definitiva na história de Stamford Bridge.
(Foto: Getty Images)