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Conheça o “método Comolli”; novo gerente-geral da Juventus chega para mudar a Velha Senhora

A Juventus está cada vez mais sob influência de Damien Comolli, gerente-geral dos Bianconeri, que aparentemente se prepara para assumir como novo CEO da Velha Senhora. Desde o dia da sua apresentação em Turim, o executivo francês deixou nítidos seus objetivos, seu programa e seu método de trabalho — dos quais o uso de algoritmos para selecionar jogadores é apenas um dos aspectos. Além disso, os bianconeri seguem invictos na temporada, com três vitórias e quatro empates em sete partidas disputadas, considerando Serie A e UEFA Champions League, sob o comando de Igor Tudor.

Durante sua apresentação na Juventus, Comolli explicou: “Usaremos dados em diversas áreas; eles nos ajudarão a selecionar jogadores e definir nossa estratégia, e coletaremos dados sobre todos. Isso nos ajudará a prevenir lesões de jogadores, gerenciar nossos negócios, entender melhor os torcedores e os torcedores e construir conexões mais fortes. A IA está ajudando; está indo bem. Dados fazem parte da minha vida; eu os conheço bem; sei como funcionam e como funcionam porque as ligas inglesas são baseadas em dados, mas elas não são as únicas. É algo que implementaremos.”

Segundo informações do Tuttosport, o veículo descreveu o ‘método Comolli’, citando também uma entrevista concedida pelo dirigente da Juventus em 2019 ao jornal inglês The Independent, na qual o atual GM revelou várias anedotas sobre suas estratégias de gestão de clubes, falando especificamente sobre sua experiência no Liverpool e no Tottenham. Tudo começa com o propósito do uso de algoritmos: “Muitas vezes, é mal compreendido; não se trata tanto de ajudar a identificar esses jogadores. O mundo inteiro conhece esses jogadores. O que os dados os ajudaram a fazer, e todas as análises, mostram que, se você gastar tanto dinheiro em um jogador, na verdade receberá mais do que o seu dinheiro de volta. Porque isso o levará a um nível diferente.”, disse o CEO.

O uso de dados visa criar ativos reais para a Juventus nesta temporada, que persegue grandes ambições em 2025/26, sob a gestão do francês: “Determine quais jogadores estão subvalorizados no mercado. Determine o que o jogador lhe trará em termos de retorno sobre o investimento. Digamos que Salah valesse 100 milhões de euros, mas o Liverpool pagou 40 milhões de euros. Eles sabiam, analisando os dados, que o jogador estava subvalorizado tanto pelo clube que o vendeu quanto pelo mercado em geral.”, acrescentou Comolli.

Outro pilar do “método Comolli” na Juventus é este: “A questão-chave no futebol é: o jogador é treinável? É difícil treinar um jogador, mas ainda mais difícil é fazê-lo concordar em ser treinado. Ele precisa querer melhorar e se comprometer a cada dia. Se não for apaixonado, é improvável que seja treinável. Então, para os jogadores, essa é uma pergunta capciosa. Também temos um conjunto de perguntas desenvolvidas em conjunto com nosso psicólogo, que cada um de nós faz para entender a personalidade do jogador. Na prática, o jogador é entrevistado pelo psicólogo sem perceber.”

Por fim, o papel de Comolli na Juventus e a importância dos treinadores, desde o time principal até as categorias de base: “Lembro-me de quando estava no Arsenal, a pessoa mais importante para mim em um clube era o técnico ou o treinador das categorias de base. As pessoas sempre diziam que não era assim, era o olheiro, porque se os olheiros não forem bons, se o recrutamento não for bom, você pode ter o melhor treinador do mundo, mas ele não se desenvolverá com os jogadores errados. Demorei um pouco para entender a importância do recrutamento. Então, a transição de técnico para olheiro não aconteceu; não houve uma conexão real ou uma transição de olheiro para diretor esportivo.”, finalizou.

Sob a gestão de Comolli, a Juventus anunciou as contratações de Jonathan David, Loïs Openda, Edon Zhegrova e João Mário para a temporada 2025/26. O canadense chegou de graça; já o belga veio por empréstimo com opção de compra; e o kosovar e o português foram adquiridos em definitivo. No entanto, os quatro reforços ainda não corresponderam às expectativas do técnico Igor Tudor e buscam recuperar espaço na Velha Senhora, que luta para seguir firme na disputa pelo título da Serie A. Neste momento, o clube bianconeri ocupa a quinta colocação, com 12 pontos.

Foto: AFP/Getty Images

Juventus aposta no “método Comolli” para ressurgir — e novo diretor-geral já imprime sua marca

No dia 4 de junho de 2025, Damien Comolli assumiu oficialmente o cargo de diretor-geral da Juventus, sob comando direto do CEO Maurizio Scanavino. Sua missão é ambiciosa: reformular a Velha Senhora com uma filosofia própria de recrutamento, estrutura organizacional mais clara e foco no uso intensivo de dados.

Foto: Getty Images

O que é o “método Comolli”?

Embora não haja uma definição formal divulgada como “método Comolli”, a imprensa italiana vem mapeando suas práticas e indicações recorrentes. Eis os pilares que mais se destacam:

Centralidade dos dados (“Moneyball”): Comolli defende que a análise estatística — algoritmos, modelos preditivos, métricas objetivas — deve nortear parte decisiva do processo de escolha de jogadores, prevenção de lesões e até da gestão comercial do clube. Ele compara essa lógica ao conceito de Moneyball, adaptado ao futebol: dados servem como ponto de partida, mas não como único critério.

Menos scouting tradicional, mais investigação pessoal: Em vez de mobilizar extensivamente uma rede tradicional de olheiros, Comolli prefere que o recrutamento aprofunde-se na cultura individual dos atletas potenciais. Segundo relatos, seus colaboradores passam dias com os jogadores alvos: visitam suas residências, almoçam com a família, exploram seu ambiente social para entender se o perfil se encaixa bem à estrutura e filosofia do clube.

Rigor contra a mediocridade e ênfase em líderes: Comolli deixou claro que quer montar uma estrutura diretiva composta por profissionais com alto nível de competência, “mais inteligentes que ele, humildes, com ética e vontade de aprender”. Sua oposição à mediocridade não é retórica: quem não agregar valor, segundo ele, não terá espaço.

Foco no mercado francês e contatos já mapeados: Tendo passado por clubes franceses — especialmente Toulouse, onde atuou como presidente — Comolli traz afinidade com o mercado da Ligue 1. Isso facilita seu acesso a talentos franceses ou em clubes franceses, e aproveita sua rede de contatos construída no país. Exemplos de operações já realizadas sob sua gestão incluem o resgate de Kalulu (ex-Milan) e negociações por David, além de persistência em nomes já cogitados por antecessores.

Integração departamental e reorganização interna: Comolli passa a responder não apenas pela área esportiva masculina, mas também pelos departamentos de marketing e comercial da Juventus. Ele pretende fortalecer a estrutura contratual do clube, introduzir funções como diretor esportivo e técnico para dividir responsabilidades e dar transparência à governança interna. Além disso, ele reafirmou que Igor Tudor continuará como técnico da Velha Senhora ao menos por enquanto, indicando desejo de estabilidade enquanto as mudanças organizacionais são implementadas.

Primeiros sinais e balanço até agora

Em menos de três meses, Comolli já deixou marcas claras no mercado da Juventus: conduziu operações de entradas e saídas com ritmo e ambição, tentando “transformar assistências anteriores em gols”, segundo observadores. Ao final da janela de transferências, comentou que o clube buscou o equilíbrio entre finanças e desempenho esportivo, garantindo que a espinha dorsal da equipe fosse mantida.

Em conferência, negou supostos conflitos com o PSG por Kolo Muani e afirmou que pretende conversar com Vlahović para entender sua ambição. O desafio que se impõe é grande: a Juventus vive um período de reestruturação esportiva e institucional, sem conquistar o Scudetto desde a temporada 2019/20. O “método Comolli” surge como uma tentativa de reinventar o clube com bases modernas, uso de dados, estrutura organizativa e uma cultura de exigência. Resta saber se o salto será bem-sucedido no complexo contexto do futebol italiano.

Foto: Getty Images

Novos reforços buscam se adaptar ao estilo de Comolli na Juventus

A Juventus iniciou a temporada 2025/26 com grandes expectativas após a chegada de reforços como João Mário, Loïs Openda, Jonathan David e Edon Zhegrova. Entretanto, o desempenho da equipe até o momento ficou aquém do esperado, com destaque para o empate sem gols contra o Milan em 5 de outubro, quando Jonathan David desperdiçou duas oportunidades claras de gol segundo a Reuters. Esses resultados refletem os desafios enfrentados pelos novos jogadores para se adaptarem ao estilo de jogo imposto pelo diretor-geral Damien Comolli.

João Mário: Adaptação e contribuição defensiva

Contratado junto ao Porto por 25 milhões de euros, João Mário tem demonstrado empenho na adaptação na Juventus. Em duas partidas pela Champions League, tem média de 53 minutos por jogo, precisão de passes de 86% e média de 4,26 km percorridos por partida. Embora ainda não tenha marcado gols ou dado assistências, sua postura defensiva e capacidade de recuperação de bola são valorizadas no sistema de Comolli.

Lois Openda: Velocidade e finalizações a aperfeiçoar

O atacante belga, adquirido por 30 milhões de euros, chegou com reputação de goleador após temporadas de destaque na Bundesliga. No entanto, até agora não marcou gols com a Juventus. Sua velocidade e movimentação se alinham ao estilo de jogo desejado por Comolli, mas a falta de eficiência nas finalizações tem sido um ponto fraco.

Jonathan David: Participação no jogo, mas falta de precisão

O canadense, que marcou na estreia contra o Parma, tem mostrado boa movimentação e participação no coletivo. Com precisão de passes de 93,5% e média de 7,93 km percorridos por partida, contribui na construção das jogadas. Todavia, sua falta de eficiência nas finalizações tem sido um desafio na Juventus, evidenciado pelas chances perdidas no empate contra o Milan.

Edon Zhegrova: Impacto limitado nas partidas

O ala kosovar, que chegou com expectativas, teve poucas oportunidades para mostrar seu valor. Nesta temporada, disputou apenas três partidas — nenhum gol marcado; sua participação tem sido limitada, com média de 0,5 assistências por jogo e cerca de 2 km percorridos por partida. Seu estilo, baseado em dribles e velocidade, ainda não se encaixou completamente no sistema tático de Comolli.

Perspectivas Futuras

A adaptação dos novos reforços ao estilo de jogo de Damien Comolli é um processo em curso. A Juventus, que ocupa a quinta posição na Série A, busca encontrar equilíbrio entre intensidade defensiva e eficiência ofensiva. Comolli, conhecido por sua abordagem analítica e foco em dados, segue trabalhando para integrar os novos jogadores ao seu sistema, com o objetivo de melhorar o desempenho da equipe nas próximas partidas.

(Foto: Getty Images)