O setor médico do Barcelona continua movimentado. Até o momento, oito jogadores ainda aguardam liberação para retornar aos gramados ainda nesta temporada. Entre eles, Robert Lewandowski e Dani Olmo estão nas etapas finais de recuperação e devem ser os primeiros dessa extensa lista a voltar a atuar. Mesmo assim, a comissão técnica mantém uma postura bastante cautelosa. A prioridade é evitar recaídas e novos contratempos, já que as lesões têm marcado os primeiros meses da temporada.
O Barcelona ainda não encontrou uma solução eficaz para conter o alto número de baixas, e as notícias vindas do departamento médico têm sido constantes, praticamente semana após semana, tanto em La Liga, quanto na UEFA Champions League.
Lewandowski e Dani Olmo próximos do retorno no Barcelona
O atacante Robert Lewandowski voltou a treinar parcialmente com o grupo na última segunda-feira e pode ser opção para o duelo contra o Elche, válido pela La Liga. O polonês sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda durante compromissos com a seleção e, embora a previsão inicial indicasse um afastamento de cerca de um mês, sua recuperação em Barcelona tem evoluído acima do esperado. Entre os oito atletas ainda sob cuidados médicos, ele é um dos mais próximos de retornar aos gramados, ao lado do meio-campista Dani Olmo.
O jogador catalão também se lesionou durante a recente pausa internacional e voltou a treinar com o elenco do Barcelona na quarta-feira. A contusão foi identificada no músculo sóleo da perna esquerda, sem danos ao tecido conjuntivo. Assim como Lewandowski, Olmo está muito perto de voltar à disposição, aguardando apenas uma avaliação detalhada nos próximos dias para saber se poderá ser relacionado contra o Elche ou se seu retorno ficará para o confronto da UEFA Champions League diante do Brugge.

Raphinha e Christensen preocupam
Ao contrário de Lewandowski e Olmo, o retorno do brasileiro Raphinha ainda é incerto no Barcelona. O atacante se machucou na partida contra o Oviedo e chegou a voltar aos treinos na semana passada, demonstrando sinais de melhora. No entanto, sentiu desconforto novamente e passou por novos exames na sexta-feira. Felizmente, não se trata de uma reincidência na lesão na coxa direita, mas o departamento técnico decidiu adotar prudência máxima. Por isso, o jogador segue treinando de forma separada do restante do elenco.
A situação do zagueiro Andreas Christensen também gera apreensão no Barcelona. O dinamarquês perdeu duas partidas por causa de uma gastroenterite e, posteriormente, foi constatada uma lesão na panturrilha direita. O clube ainda não divulgou boletim oficial sobre o caso. O defensor vive um período complicado desde a última temporada, quando, sob o comando de Hansi Flick, o Barcelona conquistou La Liga, a Supercopa da Espanha e a Copa do Rei.

Gavi e Ter Stegen são baixas de longa duração
Entre as lesões mais sérias está a de Gavi. O meio-campista do Barcelona, que havia retornado de um longo afastamento, precisou passar por cirurgia no fim de setembro. Durante o procedimento, descobriu-se que o problema no menisco era mais grave do que o previsto, e o tempo de recuperação estimado é de quatro a cinco meses. O espanhol corre risco de não se recuperar a tempo para disputar a Copa do Mundo de 2026, que será realizada no Canadá, Estados Unidos e México.
O goleiro Marc-André ter Stegen também passou por cirurgia em julho, em razão de dores lombares recorrentes. O alemão foi o primeiro a ser afastado por lesão nesta temporada e deve retornar apenas no fim do ano ou no início do próximo. Já o arqueiro Joan García, que havia começado como titular absoluto, lesionou o menisco medial do joelho esquerdo no fim de setembro, diante do Oviedo, e também precisou de cirurgia.
Segundo o próprio jogador, o objetivo é retornar cerca de um mês após o procedimento, o que indica que ele pode voltar aos gramados logo após a próxima pausa internacional.

Pedri é o mais novo integrante da lista
Outro nome recente na lista do Barcelona é o de Pedri, que apresentou nova lesão muscular e se juntou à equipe médica na última semana. O jogador das Ilhas Canárias tem previsão de retorno apenas depois da Data Fifa de novembro, e vem realizando trabalhos de fortalecimento e reabilitação na academia.

Barcelona vive crise médica e perde nomes importantes
O Barcelona enfrenta um dos momentos mais críticos dos últimos anos no que se refere ao aspecto físico do elenco. Em poucas semanas, a “enfermaria blaugrana” tornou-se um dos principais desafios de Hansi Flick e de toda a estrutura esportiva do clube catalão.
Lesões em série e impacto acumulado
De acordo com levantamento recente, 14 jogadores do elenco principal do Barcelona já passaram pelo departamento médico desde o início da temporada 2025/26, acumulando 447 dias de ausência — um número expressivo considerando o curto período de competição até aqui.
Enquanto alguns atletas tiveram afastamentos breves, outros sofrem com lesões de longa duração. Pau Cubarsí ficou sete dias fora por uma entorse no tornozelo; Ferran Torres, oito dias por sobrecarga muscular; e Frenkie de Jong, treze dias devido a desconfortos musculares.
Já os casos mais graves incluem Ter Stegen, fora há mais de 60 dias por dores lombares; Gavi, que soma 61 dias desde a cirurgia no menisco; e Lewandowski, com 52 dias afastado por lesão muscular.
Reflexos no desempenho esportivo
Essas ausências têm afetado diretamente o rendimento da equipe. A derrota no El Clásico contra o Real Madrid e outros tropeços recentes fora de casa refletem o desgaste físico e a ausência de titulares importantes.
Com tantas baixas, Flick tem sido obrigado a improvisar e adaptar formações, dando oportunidade a jogadores menos experientes e testando alternativas táticas. Essa instabilidade tem prejudicado o entrosamento e o ritmo coletivo da equipe.
Preocupação interna e gestão de carga
Nos bastidores do Barcelona, a situação gera preocupação crescente. O foco agora é não apenas acelerar as recuperações, mas também reforçar os protocolos de prevenção, monitoramento e gestão física dos atletas. O fato de muitas lesões serem musculares ou provocadas por sobrecarga e viagens internacionais reacende o debate sobre a preparação física do clube.
Há quem questione a promessa feita há cerca de um ano pela comissão técnica de reduzir o número de lesões em 50%. Para alguns, a sequência de contusões pode estar relacionada ao calendário intenso e à má distribuição de minutos em campo.
Olhando para o futuro
O Barcelona precisa recuperar rapidamente suas principais peças para manter viva a briga por títulos nacionais e continentais. A pausa para as seleções é vista com apreensão, pois aumenta o risco de novos problemas físicos.
Flick encara as próximas semanas como um período decisivo: estabilizar o elenco e reequilibrar o time será essencial para que o clube volte ao caminho das vitórias. Caso consiga reduzir o número de lesionados e recuperar os titulares, o Barça ainda pode retomar o protagonismo. Do contrário, o risco é transformar esta fase em um dos grandes obstáculos de uma temporada que começou com grandes ambições.

Barcelona corre contra o tempo para recuperar elenco e salvar a temporada
O clima nos bastidores é de alerta. A sequência de lesões transformou-se em um dos maiores desafios da gestão de Hansi Flick desde sua chegada ao comando técnico. Com quase um terço do elenco entregue aos cuidados médicos, o Barcelona tenta acelerar o processo de recuperação sem comprometer a integridade física dos atletas.
Segundo o jornal Marca, a situação é preocupante: nomes como Pedri, Frenkie de Jong, Gavi, Lewandowski, Ter Stegen e Christensen estão — ou estiveram — afastados nas últimas semanas. Mais do que coincidência, trata-se de um problema estrutural, marcado por lesões musculares recorrentes e sobrecargas físicas que colocam em dúvida o planejamento esportivo do clube.
Desde o início da temporada, o Barça acumula mais de 400 dias de ausência somados entre os lesionados, número que ajuda a explicar o rendimento irregular em La Liga e na UEFA Champions League.
Com a derrota no clássico e oscilações no desempenho, Flick e sua equipe intensificaram os protocolos de reabilitação. Foram implementados planos personalizados de readaptação física e monitoramento de carga em tempo real, buscando equilibrar recuperação e prevenção. Casos como o de Pedri, que realiza reforço muscular preventivo, e Lewandowski, em processo de recondicionamento físico, são tratados como prioritários. Já Gavi e Ter Stegen seguem com prazos mais longos de retorno, previstos apenas para o fim do ano.
Além do impacto esportivo, há também preocupações psicológicas. A constante rotatividade de escalações tem afetado o moral e a coesão do grupo. Uma fonte próxima ao vestiário admitiu ao Marca: “É impossível manter o mesmo nível de jogo quando se perde tantas peças importantes”. O técnico Hansi Flick busca equilibrar a urgência por resultados com a necessidade de preservar seus atletas. A ordem interna é clara: evitar riscos desnecessários e garantir que os jogadores retornem apenas quando totalmente recuperados.
Enquanto isso, jovens como Fermín López e Lamine Yamal têm ganhado protagonismo e ajudado a manter o time competitivo. No entanto, dentro do clube, o consenso é unânime: a prioridade máxima é recuperar os lesionados. Somente assim o Barcelona poderá voltar a ser o protagonista esperado de um elenco de elite.
(Foto: Getty Images)