No Derby della Mole, Juventus e Torino empataram sem gols no Allianz Stadium, na tarde deste sábado (08). Em jogo dominado, como um todo, pela Velha Senhora, a equipe não foi eficiente nos arremates e mostrou dificuldades na construção. Do outro lado, os Touros garantiram um ponto importante fora de casa e fizeram uma atuação sólida na defesa. Veja como foi a partida:
Antes da bola rolar…
Em busca da terceira vitória consecutiva no Campeonato Italiano, a Juventus vinha de um empate, pela Champions League, diante do Sporting-POR. Sob a batuta de Luciano Spalletti, os bianconeri seguiram com as mudanças apresentadas desde o início do novo comando técnico. Na zaga, Rugani (novidade na vaga de Gatti) Kalulu e Koopmeiners compuseram o trio, ao passo que Weston McKennie figurou a ala direita.
A boa notícia é em relação a Dusan Vlahovic. O atacante havia sentido um desconforto muscular na partida contra os portugueses, mas, de acordo com o periódico italiano CalcioMercato, ele treinou normalmente na quinta-feira (06) e demonstrou estar recuperado do problema. Os desfalques, no entanto, seguiram por conta de Juan Cabal, Bremer, Arkadiuz Milik e Lloyd Kelly — este, último inclusive, não retornou aos treinos coletivos e segue com o programa individualizado de recuperação.
Por sua vez, o Torino vinha de uma sequência positiva e não perdia há seis partidas — a última foi contra o Parma, fora de casa, no fim de setembro. Nos últimos cinco compromissos, os granata obtiveram duas vitórias e três empates — o mais recente contra o Pisa, dentro de seus domínios. Para o Derby della Mole, Marco Baroni não teve muitos problemas além dos já conhecidos — Savva, Israel, Zakaria Aboukhlal e Schuurs. A única dúvida para o treinador seria quem seria titular entre Ivan Ilić e Kristjan Asllani, porém o comandante optou por iniciar com o sérvio.
Primeiro tempo morno; Juventus com dificuldades construção e Torino sólido na defesa
A partida começou morna e sem muitas chances. A Juventus mostrou ideias de jogo com muita posse e construção por dentro. Por sua vez, o Torino aproveitaria o “tripé” do meio campo, com Vlasic, Ilic e Casadei. Proposta por proposta, quem teve mais o controle das ações foram os bianconeri que circulavam a bola, mas não achavam espaços para afunilar o jogo. Tal dificuldade era justificada pela boa recomposição defensiva dos granata que utilizavam uma linha de cinco jogadores no meio — além do tripé mencionado, eles vinham acompanhados dos alas, Lazaro e Pedersen.
As descidas de perigo da Juve, curiosamente, foram pelo lado do campo. Mesmo com apenas uma finalização em 23 minutos de partida, os mandantes conseguiram usar os pontas por fora e deram amplitude a equipe. Com isso, Yildiz e Conceição conseguiram infiltrar na grande área, mas Vlahovic, bem marcado pelos zagueiros, viveria momentos de isolamento.
Os visitantes só tiveram um lance de perigo durante todos os 45 minutos iniciais. Giovanni Simeone recebeu em profundidade, mas acabou adiantando demais e facilitou a defesa de Di Gregorio. Foi a única vez que o filho do lendário técnico do Atlético de Madrid foi acionado. No ataque, o Torino não foi o mais vislumbrante, mas na parte defensiva esse trabalho foi irretocável. Marco Baroni fez uma escolha interessante em colocar Valentino Lazaro na ala esquerda, sendo um jogador destro. Esta decisão fez com que o austríaco anulasse, por ora, os deslocamentos de Francisco Conceição por dentro — por sinal, o português, é canhoto e joga pela direita. Desse modo, a marcação ficou perfeitamente encaixada na perna dominante do ponteiro bianconeri.
O ponto que mais valeu o destaque foi a dificuldade de construção de jogo da Velha Senhora. Por mais que Koopmeiners jogasse mais atrás para auxiliar no primeiro passe, com o objetivo de romper as linhas do Torino, o holandês não conseguiu executar este artifício, errando muitas vezes, por sinal.
Não era bem um clássico movimentado no primeiro tempo. A Juventus não agiu de acordo com sua proposta inicial, mas se aproveitou pouco daquele espaço que o favorecia nas beiradas. O Torino, sim, atuou conforme o plano de jogo. Os granata não deixaram o oponente progredir pelo meio e confirmaram também a sua característica de jogo, não sendo uma equipe justamente de posse, e sim de reatividade.
O resultado parcial foi justo. De um time que tentou se impor mas falhou no último terço, enquanto o outro assegurou o empate com a solidez defensiva.
Torino faz trocas no intervalo e começa melhor; Juventus sobe de produção ofensiva
A etapa complementar iniciou com mudanças nas equipes logo de cara. Na Juventus, Daniele Rugani foi substituído por Federico Gatti, enquanto, no Torino, Ivan Ilic e Cyril Ngonge deram lugares a Kristjan Asllani e Che Adams. Desse modo, esperava-se uma melhoria no chamado ‘primeiro passe’ da Velha Senhora, e mais atitude e ousadia no time dos Touros.
De certo, a ‘Juve’ variou um pouco mais suas jogadas e alternava entre investidas pelo centro e pelo lado do campo. Só que nada disso foi convincente durante os primeiros dez minutos, representando um jogo bem abaixo até então. Os granata não só tiveram mais ofensividade, como foram melhores no início do segundo tempo.
Che Adams dava mais mobilidade e sempre se oferecia como opção de passe, tirando um pouco da solidão de Simeone no setor ofensivo. As ações do time de Baroni até fluíram pelas beiradas, só que o passe final não conseguiu chegar nas duas peças do comando de ataque. Vendo que sua equipe estava ficando para tras, Spaletti não pestanejou e modificou sua equipe.
Jonathan David e Eden Zhegrova, bastou apenas a entrada dos dois para dar vida ao último terço dos bianconeri. O canadense, mesmo em baixa, entrou querendo jogo para dar mais mobilidade, do contrário do substituído Dusan Vlahovic. Já Zhegrova, dono de uma qualidade no passe e nos dribles, não poupou suas tentativas de arremates. Por mais que os donos da casa não tivessem mudado sua disposição tática naquele momento, a equipe teria uma melhora ofensiva.
A partir da entrada dos dois, a Juventus teve 11 finalizações tentadas — um dado muito relevante para quem observou uma equipe muito morosa e com dificuldades no primeiro tempo. O Torino, por outro lado, baixou seu ritmo e acabou ficando encurralada na defesa, nem mesmo conseguindo sair em contragolpe.
Baroni sacou Vlasic e Giovanni Simeone para colocar engrenagens de mais poder de fogo, com a missão de causar preocupações aos defensores da Juventus. O treinador foi ineficaz nas alterações e a equipe sequer reagiu. A Juventus, por outro lado, seguiu pressionando, e até mesmo, proveu uma modificação na estrutura tática. Contudo, nada deu certo, apesar da subida de produção. Fim de jogo: Juventus 0x0 Torino
Próximos jogos de Juventus e Torino
As equipes só voltarão a campo após o término da Data Fifa, na semana do dia 22 de novembro. Agora na quinta posição, com 19 pontos, a Juventus mira a Fiorentina, seu próximo oponente. O jogo diante da Viola será fora de casa, no Stadio Artemio Franchi, no dia 22 de novembro (sábado), às 14h (horário de Brasília).
O Torino está na 11ª colocação, com 14 pontos conquistados. Os granata irão enfrentar o Como, na rodada 12 do Campeonato Italiano. A partida será realizada no Stadio Olimpico Gran Torino, no dia 24 (segunda-feira), às 14h30.
Créditos da foto de capa: Juventus Football Club/Site Oficial — Reprodução



