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Pavlidis é mais um centroavante do Benfica na mira do mercado; Confira

No futebol português, sobretudo no contexto do Benfica, onde atacantes de qualidade são raros — e, quando aparecem, costumam ser muito caros, existe um jogador que há anos marca gols de forma constante por toda a Europa, mas que segue relativamente pouco reconhecido. Trata-se de Vangelis Pavlidis, o avançado grego dos Encarnados, que vem ultrapassando a marca das duas dezenas de gols por temporada há várias épocas e que, agora, parece preparado para dar o salto para um gigante do continente na próxima temporada.

Da Serie A a outras grandes ligas, o antigo ponta-de-lança do AZ pode transformar-se num elemento decisivo na próxima janela de transferências. O momento atual representa um ponto alto na trajetória de Pavlidis. Chegado ao Benfica em 2024, o clube mais prestigiado da carreira, o avançado respondeu imediatamente às expectativas e assumiu um papel de liderança dentro de campo. Só na primeira época pelas Águias, marcou 30 gols, e já soma outros 15 apenas na metade inicial da época seguinte, entre Liga Portugal, Taça e UEFA Champions League, sob o comando de José Mourinho.

Na Liga Portugal, apesar da entrada irregular da equipa e da mudança de treinador com a chegada de Mourinho, Pavlidis soma nove golos e duas assistências em apenas 11 jogos. O momento coletivo é turbulento, mas individualmente o grego vive excelente fase — embora precise agora de algum tempo de recuperação. Na penúltima jornada das Eliminatórias do Mundial de 2026, frente à Escócia, lesionou-se após ter participado no lance que originou o primeiro golo da Grécia, finalizado por Bakasetas. Deixou o relvado logo depois, sendo substituído por Tetteh.

A situação gera apreensão na Luz: o Benfica pode ter de atuar sem o seu artilheiro nos próximos compromissos, incluindo o importante confronto da UEFA Champions League diante do Napoli. Aos 26 anos, o avançado natural de Salónica atinge o ponto mais alto da sua carreira. Formado na academia do Bebides 2000, da sua cidade natal, transferiu-se em 2015 para o Bochum, na Alemanha, onde começou a afirmar-se antes de ser cedido ao Borussia Dortmund II. Depois escolheu os Países Baixos para se consolidar, primeiro no Willem II e, sobretudo, no AZ, onde viveu a grande explosão.

Os três anos em Alkmaar foram marcados por números impressionantes e grande influência na equipa: 25 golos, depois 22 e, por fim, 33 somando Eredivisie e competições internas. Essa consistência abriu portas a clubes mais ambiciosos. No verão de 2024, o Benfica avançou, pagando 18 milhões de euros e oferecendo-lhe contrato de cinco épocas — uma prova clara de que o grego estava pronto para um patamar superior. Agora, soma 30 golos na época passada e mantém o nível neste início sob Mourinho, ainda que os encarnados continuem sem vencer na Champions.

Ano após ano, quando as listas de artilheiros da Europa são divulgadas, o nome de Pavlidis surge invariavelmente. Por isso, clubes da Serie A têm seguido de perto a sua evolução, tentando contratá-lo. Atalanta, Bologna, Roma e Milan mostraram interesse. O Milan chegou a fazer contacto antes da transferência para o Benfica, mas acabou optando por outros alvos. Já a Roma voltou à carga recentemente, mas o valor pedido pelos portugueses — pelo menos 35 milhões de euros — travou qualquer avanço. Neste cenário competitivo, atacantes rápidos, letais e consistentes são raros, e por isso custam tanto.

Foto: Getty Images

Pavlidis e a atração da Serie A: como o grego se encaixa nos clubes italianos — e por que o Benfica acredita na continuidade do seu melhor futebol

A ascensão de Vangelis Pavlidis reacendeu o interesse de várias equipas italianas que veem no grego um perfil cada vez mais valorizado no futebol moderno: um finalizador regular, com inteligência tática e impacto imediato no setor ofensivo. No Benfica, para onde chegou depois de um ciclo de excelência no AZ Alkmaar, o desafio é provar que pode manter — ou até superar — aquilo que o destacou no cenário europeu, enquanto desperta a atenção da Serie A, que procura um “homem-gol” pronto para diferentes exigências.

Um perfil com selo da Serie A

Para muitos analistas, Pavlidis encaixa naturalmente no estilo de jogo italiano. A sua capacidade de atuar entre linhas, com movimentos curtos, incisivos e agressivos na área, ajusta-se perfeitamente a treinadores como Gian Piero Gasperini, Simone Inzaghi ou Thiago Motta, que valorizam avançados disciplinados e capazes de decidir com poucos toques.

Nas formações mais comuns do futebol italiano — sobretudo os 3-4-2-1 e 3-5-2 — Pavlidis poderia funcionar como referência móvel, constantemente apoiado por meias-ofensivos. A calma na finalização e a habilidade para atacar a profundidade fazem dele um candidato ideal para clubes que procuram um goleador que combine mobilidade, agressividade e regularidade.

Além disso, a leitura de pressão e a competência na primeira linha defensiva são atributos muito valorizados na Serie A, que exige comprometimento tático dos avançados. Pavlidis já mostrou esse comportamento, tanto no AZ como no Benfica.

Na Luz, a missão é provar que o auge não foi acaso

Se os italianos veem nele um encaixe praticamente imediato, no Benfica o objetivo do grego é comprovar que o desempenho na Eredivisie não foi circunstancial. A direção encarnada deixou claro o propósito da contratação: trazer um goleador consolidado, capaz de manter números de elite também em competições de maior dificuldade, como a Champions.

Nos primeiros meses, Pavlidis mostrou que conserva a mesma verticalidade e agressividade que marcaram o seu período em Alkmaar. Contudo, o Benfica exige-lhe responsabilidades adicionais: mais envolvimento no processo ofensivo, participação na circulação de bola e entendimento mais profundo das dinâmicas coletivas — aspetos nos quais já evoluiu, mas ainda com margem para crescimento.

Ambição europeia e maturidade competitiva

O interesse contínuo da Serie A não decorre apenas dos golos. Pavlidis demonstra maturidade, rápida adaptação a novos contextos e um perfil competitivo que agrada a clubes que lutam anualmente por vagas europeias.

Para o Benfica, todos esses atributos tornam o grego peça-chave. A equipa necessita de um avançado que garanta volume de golos, mas também que funcione como referência tática — alguém capaz de interpretar diferentes cenários e manter o plano coletivo, algo indispensável em campanhas de Champions.

Entre a Serie A e a Luz, um ponto comum

Quer siga o caminho de uma futura transferência para Itália, quer se firme definitivamente no Benfica, Pavlidis vive uma fase em que a regularidade dita a sua história. O grego já provou ser um goleador nato. O desafio agora é manter esse patamar nos ambientes mais exigentes — exatamente o que procuram os italianos e aquilo que o Benfica demanda.

Entre Lisboa e Itália, o destino permanece em aberto, mas a certeza é a mesma: Pavlidis continua a consolidar a imagem de um avançado preparado para qualquer grande palco.

(Foto: Getty Images)