Segundo o jornal italiano Tuttosport, a Juventus segue ativa no mercado de transferências em busca de um zagueiro jovem e promissor que possa oferecer garantias imediatas e projeção futura. A intenção do clube bianconero é clara: incorporar ao elenco um defensor com menos de 22 anos, evitando ocupar vagas tradicionais na lista e permitindo à diretoria reforçar o setor sem grandes concessões. Entre os nomes monitorados pela Velha Senhora, surge agora um novo candidato: Christian Mawissa, nascido em 2005 e atualmente jogador do Monaco.
Ainda de acordo com o veículo, o defensor francês é um rosto familiar para o CEO da Juventus, Damien Comolli, que o comandou no Toulouse e conhece profundamente tanto sua qualidade quanto seu potencial de evolução. Mawissa é visto como uma das grandes promessas em ascensão no futebol francês, sendo apontado como possível futuro pilar da seleção nacional. Suas exibições têm levado muitos a compará-lo a Lilian Thuram, que também apareceu no Monaco antes de se transformar em referência defensiva no futebol italiano.
É uma comparação de peso, mas que reforça o quanto o jovem zagueiro é valorizado. Diferentemente de Thuram, Mawissa é canhoto — um atributo hoje considerado premium entre clubes de ponta. Além de atuar como zagueiro central, ele também pode desempenhar a função de lateral-esquerdo, característica que o torna especialmente atraente para treinadores que priorizam versatilidade tática. O jogador, que começou a despontar aos 17 anos, avançou rapidamente do time B do Toulouse para o elenco principal.
A partir daí, sua evolução foi constante: transferiu-se para o Monaco no verão de 2024 e passou a acumular minutos relevantes tanto na Ligue 1, quanto na UEFA Champions League. A Juventus acompanha atentamente seu desenvolvimento, embora Mawissa não seja o único jovem defensor na mira. Segundo o Tuttosport, a lista de possíveis alvos também inclui: Tiago Gabriel, do Lecce, que desperta interesse de Internazionale e Brentford; e Tarik Muharemovic, do Sassuolo, observado por clubes ingleses e pelo time azul de Milão.
A gestão trabalha para definir um reforço visando a janela de inverno, e o fator Comolli pode ser determinante: poucas pessoas conhecem Mawissa tão bem quanto o atual responsável pelo mercado da Juventus, que o viu amadurecer no Toulouse. Esse detalhe pode pesar a favor dos italianos nas negociações. A Velha Senhora segue monitorando, analisando e preparando o terreno. E o nome do zagueiro do Monaco, mais do que nunca, aparece entre os preferidos para o futuro da defesa bianconera.

Como Christian Mawissa pode se encaixar na Juventus na próxima temporada
A possível chegada de Christian Mawissa à Juventus representa mais do que um investimento em juventude: simboliza uma escolha estratégica para fortalecer o setor defensivo no curto e no longo prazo. O zagueiro francês de 20 anos, atualmente no Monaco, possui características alinhadas tanto ao projeto técnico de Luciano Spalletti quanto aos planos estruturais do clube para renovar sua linha de defesa.
Mawissa é um defensor canhoto que pode atuar como zagueiro central ou lateral-esquerdo — uma versatilidade valiosa num elenco que, em anos recentes, tem enfrentado problemas de irregularidade física e tática. Em um sistema que alterna entre linha de três e linha de quatro, Spalletti ganharia um jogador capaz de oferecer soluções em diferentes momentos: saída de bola pelo lado esquerdo, coberturas agressivas em transição e construção mais vertical desde a defesa.
Fisicamente forte e veloz, Mawissa se encaixa perfeitamente no perfil moderno buscado pela Juventus para rejuvenescer o setor. O clube deseja reduzir a dependência de atletas experientes, ao mesmo tempo em que projeta uma nova espinha dorsal defensiva. Sua capacidade de antecipação e leitura de jogo — já evidenciada no Toulouse — seria valiosa em um time que pressiona alto, mas também precisa de defensores aptos a proteger grandes espaços.
Outro ponto importante é o aspecto regulatório: Mawissa ainda se enquadra na categoria Under 22, o que significa que sua inscrição não ocuparia uma vaga tradicional na lista da Serie A, facilitando a gestão de elenco. Internamente, isso é visto como um “bônus tático” fora das quatro linhas, permitindo manter profundidade sem prejudicar o planejamento de mercado.
A curto prazo, o francês poderia atuar como alternativa a Alex Sandro e Cambiaso quando Spalletti buscasse um defensor mais cauteloso pelo lado esquerdo, além de poder formar dupla com Bremer ou Rugani em jogos que exijam solidez na saída. A médio prazo, a Juventus vê em Mawissa um potencial substituto natural para consolidar a defesa em uma linha de quatro, caso a atual abordagem tática seja mantida.
A adaptação ao futebol italiano, como acontece com jovens vindos da Ligue 1, é um ponto a ser observado, mas o clube acredita que sua maturidade — desenvolvida também em competições europeias — minimiza o risco. O fato de Damien Comolli conhecê-lo profundamente reforça ainda mais a confiança interna.
Se a negociação avançar, Mawissa chegaria para ser mais do que uma peça de rotação: a Juventus vislumbra nele um jogador que pode crescer junto aos outros jovens do elenco e, com o tempo, tornar-se um dos pilares da nova fase defensiva do clube.

Como Mawissa pode seguir os passos de Lilian Thuram — e a tradição francesa na Juventus
A possível ida de Christian Mawissa para a Juventus carrega um simbolismo especial: o jovem defensor francês de 20 anos desembarcaria em Turim seguindo os passos de alguns dos maiores nomes da história do clube, com Lilian Thuram sendo a referência mais evidente quando se fala em zagueiros franceses na Velha Senhora.
Embora ainda esteja em processo de afirmação no cenário europeu, Mawissa reúne características que permitem comparações com Thuram. Assim como o ídolo francês, o jogador do Monaco destaca-se pela força física, leitura de jogo e capacidade de atuar em múltiplas funções defensivas. Thuram alternava entre a lateral direita e a zaga; Mawissa, por sua vez, transita entre a zaga central e o lado esquerdo, oferecendo amplitude tática ao treinador.
Para um defensor jovem, chegar à Juventus sempre significou ingressar em um ambiente que valoriza disciplina, rigor e evolução técnica — pilares da carreira de Thuram. No CT da Continassa, Mawissa encontraria exatamente esse cenário: exigência constante, rotinas bem definidas e um sistema defensivo historicamente sólido. Ele teria a oportunidade de absorver os princípios que fizeram de Thuram um símbolo de liderança e consistência.
Além disso, o clube conta com uma rica herança de jogadores franceses que deixaram sua marca em Turim. Se Thuram é o grande expoente defensivo, outros compatriotas também tiveram papel essencial na história bianconera: Michel Platini, tricampeão da Bola de Ouro e lenda do meio-campo; Didier Deschamps, referência de equilíbrio nos anos 90; e David Trezeguet, um dos maiores artilheiros da história do clube.
Nos últimos anos, a tradição continuou com nomes como Kingsley Coman, Blaise Matuidi e, principalmente, Paul Pogba em sua primeira passagem, quando se tornou um dos meio-campistas mais completos da Europa. Para Mawissa, integrar essa linhagem seria uma oportunidade de seguir um legado marcado por talento, disciplina e protagonismo.
Para a Juventus, o zagueiro representa não apenas um investimento esportivo, mas um perfil capaz de se conectar naturalmente com essa herança francesa que ajudou a construir a identidade do clube. Caso a transferência se concretize, Mawissa terá diante de si o desafio — e o privilégio — de trilhar um caminho iluminado por alguns dos maiores nomes da história juventina. E, assim como Thuram, poderá transformar sua inteligência defensiva e sua versatilidade em marcas registradas no Allianz Stadium.
(Foto: Getty Images)



