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Brasileirão Futebol

Botafogo escapa de resultado trágico e segue sem identidade com Ancelotti

O Botafogo certamente está comemorando os três pontos pela forma com a qual a vitória acabou sendo conquistada com gol nos acréscimos do segundo tempo, graças à estrela panamenha Kadir, um pedido antigo da torcida alvinegra que foi atendida por uma situação emergencial em um cenário que parecia vexatório com dois gols de desvantagem sobre o rebaixado Sport. Por isso, mesmo com um resultado que pode ter encaminhado o Fogão na próxima Libertadores, é muito importante todos da diretoria terem uma reflexão se vale à pena manter a atual comissão técnica para 2026, tendo em mente a falta de evolução do time na 34ª rodada do Brasileirão.

Botafogo precisou correr muito atrás do resultado

Ancelotti mais uma vez não conseguiu repetir o time ideal por causa das lesões provocadas pelos intensos treinamentos de sua comissão técnica, e por isso ficou sem as presenças de Santi Rodríguez e Joaquín Correa por dores musculares. Com Álvaro Montoro no banco, o jovem treinador apostou em um ataque formado por Artur, Savarino, Jeffinho e Chris Ramos, e o resultado não poderia ter sido pior. Fora algumas chances nos primeiros minutos, o Botafogo encontrou severas dificuldades para impedir a circulação de bola da equipe adversária, e pouco tempo foi necessário para que o Sport conseguisse abrir o placar aproveitando passe em profundidade de Léo Pereira em grande finalização de Lucas Lima.

Esse gol deixou o Botafogo ainda mais nervoso e bagunçado a partir do momento em que Danilo e Marlon Freitas passaram a subir para pressionar, e o Sport acabou se aproveitando para impor mais velocidade em suas combinações. Depois de quinze minutos de um Fogão muito lento e ineficaz, o Sport aproveitou bola mal afastada de Vitinho e cedeu o escanteio que terminou em gol de Rafael Thyere, ocasionando os gritos de “burro” das testemunhas que estavam no Nilton Santos por causa das escolhas feitas na escalação titular.

Para a sorte da comissão técnica, Artur conseguiu descontar o placar ainda no primeiro tempo e viu o Botafogo levar maior perigo crescendo antes do intervalo. Ancelotti desta vez mexeu no intervalo e promoveu as entradas de Mateo Ponte e Barreira, mas quem brilhou mesmo foi Kadir, que entrou no lugar de Chris Ramos (advinha? por causa de lesão, no primeiro tempo). Com mais troca de passes e busca de infiltração pelo meio, a produção ofensiva do Botafogo aumentou e foi melhorando de forma gradativa, e o time passou a resvalar em tomadas ruins de decisão.

Mas como citado no início do texto, Kadir foi a grande estrela da noite ao movimentar-se muito bem no terço final e ter marcado os dois gols necessários para garantir a sua emoção e uma emoção ainda maior da torcida do Botafogo, que chegou a interromper uma briga nas arquibancadas para comemorar o feito do jovem de 18 anos. Ao receber o Grêmio no sábado, o Botafogo precisa criar uma mobilização para encher as arquibancadas e se impor diante de um instável time para ter uma condição mais tranquila nesta reta final de campeonato para encaminhar de vez sua vaga.

Imagem: Divulgação