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Futebol Ligue 1 UEFA Champions League

PSG está recorrendo ao “talento local” para defender o reinado na UEFA Champions League; Confira

Até alguns anos, ainda sob os primeiros anos da gestão catariana, era pouco comum ver jogadores formados no PSG entre os titulares. Com raras exceções como Mamadou Sakho, Presnel Kimpembe e Adrien Rabiot — o clube apostava majoritariamente em contratações internacionais de grande impacto. Nesse período, alguns dos talentos mais promissores revelados pelo centro de formação, como Kingsley Coman e Mike Maignan, acabaram saindo antes mesmo de terem uma chance real de se firmar no time principal.

A mudança de postura do PSG em direção à valorização do talento francês nas últimas temporadas, somada ao fim da chamada era “bling-bling”, já permitiu que jogadores como Ousmane Dembélé e Désiré Doué liderassem a campanha vitoriosa do ano passado, que resultou na tríplice coroa. Agora, o clube quer ir ainda mais longe e montar um elenco sustentado por atletas formados em casa — um movimento acelerado pela série de lesões no início do ano, ao mesmo tempo em que busca manter sua hegemonia na Ligue 1 e lutar pelo bicampeonato consecutivo da UEFA Champions League.

Com Ousmane Dembélé, Désiré Doué e Achraf Hakimi entre os lesionados por longo período, o número de jogadores oriundos da base que figuraram na lista de relacionados nesta temporada chegou a cinco, todos naturais da região parisiense. O moderno centro de treinamentos do PSG tem sido peça-chave nessa estratégia. Há dois anos, o clube deixou o histórico Camp des Loges, em Saint-Germain-en-Laye, para instalar-se no novo e sofisticado PSG Campus, localizado na mesma área.

As novas instalações, oficialmente inauguradas há um ano, reúnem as equipes masculina e feminina, além de todos os times de base do PSG, em um espaço de 59 hectares. O complexo dispõe de 16 campos, alojamento para 140 jovens atletas, estruturas educacionais e até uma horta. Durante um evento recente que celebrou os 50 anos da academia, o consultor esportivo Luis Campos destacou que o plano a longo prazo é integrar “cada vez mais jogadores da região de Paris” ao elenco principal.

Um caminho mais direto entre a base e o time profissional também tende a reduzir a dependência do clube do mercado de transferências, salientou o dirigente português. Segundo ele, “ir sempre ao mercado da bola não faz de você um cozinheiro melhor; o essencial é seguir na direção certa, e não acumular jogadores”. Campos também mencionou uma reunião entre Luis Enrique e os treinadores das categorias inferiores, na qual o espanhol apresentou seus “princípios de jogo”, ao invés de impor exercícios ou formações específicas.

A chegada de Luis Enrique há duas temporadas, segundo Campos, foi determinante graças à sua “coragem em dar oportunidades aos jovens assim que estão prontos”. Contra o Barcelona, em outubro, foi Senny Mayulu quem comandou o ataque do PSG e marcou na surpreendente vitória por 2 a 1 na UEFA Champions League. Warren Zaïre-Emery, Quentin Ndjantou e Ibrahim Mbaye também atuaram nessa partida, enquanto Mathis Jangeal, de apenas 17 anos, ficou no banco após estrear dias antes no time principal.

Por fim, Senny Mayulu, inclusive, marcou o quinto gol na vitória do PSG por 5 a 0 sobre a Internazionale na final da UEFA Champions League em maio, na Allianz Arena, em Munique, consolidando-se como um dos primeiros grandes exemplos de sucesso dessa nova filosofia. Aos 19 anos e originalmente meio-campista, soma mais de cinquenta jogos como profissional graças à sua versatilidade: titular desde o fim de setembro, já atuou como lateral-direito, meia central e atacante.

Para aproveitar plenamente a riqueza de talentos disponíveis, o PSG sabe que precisa afastar a concorrência de outros clubes. Com uma equipe de olheiros dedicada exclusivamente ao futebol juvenil da região parisiense, o clube tenta consolidar sua posição em um dos maiores celeiros de talentos do mundo — território explorado há anos por rivais franceses e europeus. Se o desempenho nos campeonatos de base for um indicativo, o PSG não deverá sofrer com escassez de promessas nos próximos anos.

A equipe sub-19 conquistou novamente a liga na última temporada e teve atuação de destaque no cenário continental, o que naturalmente desperta interesse de clubes estrangeiros. Ainda assim, nem tudo são flores na academia. Uma inspeção trabalhista realizada no fim de outubro, segundo informações do jornal francês L’Équipe, apontou problemas de carga horária e gestão. De qualquer forma, diante do Tottenham, a nova geração formada no PSG deve mais uma vez ser protagonista.

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PSG reforça aposta em talentos da casa na luta pelo bicampeonato da Champions League

Em meio ao objetivo de conquistar novamente a Champions, o PSG passa por uma transformação profunda em sua filosofia esportiva. Após anos baseados em contratações milionárias e elencos repletos de estrelas internacionais, o clube adota agora uma valorização inédita do talento local, colocando jogadores formados no PSG Campus como peças essenciais para se manter entre os gigantes do continente.

A consolidação do novo centro de treinamentos fortaleceu essa mudança ao aproximar a base do time principal e acelerar a transição dos jovens. O objetivo vai além de revelar: trata-se de construir uma identidade própria, com atletas formados dentro da mesma ideia de jogo desde os primeiros passos na academia.

Entre os principais expoentes dessa nova cultura estão Warren Zaïre-Emery e Senny Mayulu, jovens que ganharam espaço absoluto nas escolhas do técnico Luis Enrique. Eles representam uma geração que combina técnica, intensidade e entendimento tático — elementos cruciais no modelo do treinador espanhol. Nomes como Noham Kamara e Ibrahim Mbaye também surgem como parte desse novo ciclo, reforçando o compromisso do clube em consolidar um núcleo verdadeiramente caseiro.

A estratégia vai ao encontro de um discurso repetido pela direção esportiva: tornar o PSG menos dependente das grandes janelas de transferências e mais conectado às suas próprias raízes. Além da vantagem financeira, apostar no talento interno cria um ambiente mais estável, competitivo e emocionalmente vinculado ao clube.

Em campo, os resultados têm sustentado o projeto. Mais confiantes e participativos, os jovens desempenham papéis fundamentais no equilíbrio de uma equipe que ainda conta com jogadores experientes. A mistura entre energia, frescor e criatividade foi decisiva na campanha continental passada e segue sendo determinante nesta temporada.

Enquanto rivais investem em reforços de grande nome, o PSG escolhe a continuidade e a força de sua academia. A convicção do clube é a de que lapidar seus próprios talentos oferece não só retorno esportivo, mas também identidade e estabilidade — fatores essenciais para quem busca não apenas vencer, mas permanecer no topo.

Assim, a busca pelo bicampeonato não é conduzida apenas por estrelas internacionais, mas principalmente por uma nova geração moldada no Parc des Princes — uma geração que representa o futuro de um PSG mais autêntico, estratégico e ambicioso.

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Zaire-Emery e Mayulu lideram nova geração do PSG e se consolam como pilares do futuro

O PSG vive um momento de renovação profunda, e no centro dessa transição estão dois jovens que rapidamente deixaram o status de promessas para assumirem protagonismo: Warren Zaire-Emery e Senny Mayulu. Ambos simbolizam a força da geração desenvolvida no PSG Campus e ilustram a guinada do clube rumo a um projeto sustentável e ancorado no talento local.

Zaire-Emery, aos 19 anos, já age como um dos líderes técnicos do time. Presença constante no meio-campo, ele alia força física, leitura de jogo e qualidade na construção, capacidades que conquistaram a confiança de Luis Enrique desde sua chegada ao clube. O treinador o utiliza em partidas decisivas, reforçando sua importância tática e seu amadurecimento precoce.

Mayulu, por outro lado, despontou com uma ascensão meteórica. Com mobilidade, visão ofensiva e personalidade, tornou-se peça-chave na aceleração das jogadas. Suas atuações nas competições europeias aceleraram sua integração ao elenco principal, revelando maturidade e eficiência mesmo em ambientes de alta pressão. Para a diretoria, ele representa com precisão o perfil de jogador que o PSG deseja formar: técnico, intenso e perfeitamente alinhado ao modelo de jogo trabalhado desde a base.

A evolução simultânea dos dois não é fruto do acaso, mas consequência direta da nova política de integração planejada do clube. Essa estratégia reduz a necessidade de recorrer constantemente ao mercado e fortalece a identidade parisiense, ao mesmo tempo que prepara um grupo capaz de sustentar o padrão de excelência nos próximos anos.

Na luta pelo bicampeonato da Champions League nesta temporada, Zaire-Emery e Mayulu se tornaram engrenagens indispensáveis no PSG. Eles impressionam pela maturidade, regularidade em jogos grandes e versatilidade tática.

Além do impacto técnico, representam algo ainda maior: o êxito de um projeto que visa transformar a academia em fonte permanente de talentos. Para um clube historicamente associado a contratações astronômicas, ver jovens formados em casa assumirem o protagonismo é sinal de que a mudança de filosofia está produzindo frutos concretos.

Com Zaire-Emery e Mayulu liderando essa geração, o PSG vislumbra não só o presente, mas um futuro construído com mais identidade, ambição e raízes francesas — elementos que podem manter o clube no topo da Europa por muito tempo.

(Foto: Getty Images)