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Manchester United: Dorgu é mais um problema no sistema de Ruben Amorim?

Muito se tem discutido sobre as fragilidades do meio-campo do Manchester United nesta temporada, mas o sistema de Rúben Amorim acabou exposto por outro setor igualmente problemático — um que pode exigir um investimento pesado já na janela de transferências de janeiro. Com pouco menos de um terço do campeonato disputado, os Red Devils permanecem instalados na zona de pura mediocridade da Premier League: ocupam o décimo lugar, com saldo de gols zerado, exatamente 12 meses após a chegada do treinador português a Old Trafford.

Apesar da sequência de três vitórias consecutivas no mês passado ter oferecido um raro sinal de evolução, o time de Amorim não venceu nas últimas três partidas e o Manchester United continua com os mesmos defeitos que apresentava no momento da sua contratação. A equipa depende de forma quase absoluta do rendimento da dupla de meio-campistas Bruno Fernandes e Casemiro, e tudo indica que o clube tentará corrigir, em janeiro, o erro de não ter reforçado o setor no último mercado.

O modelo de jogo implantado pelo Manchester United exige muito dos seus dois médios principais, e não surpreende que o clube busque reparar imediatamente a falha em não ter contratado um jogador mais ajustado ao sistema no verão. Porém, as táticas de Rúben Amorim também ficaram expostas pela fragilidade das laterais — em especial no lado esquerdo, onde Patrick Dorgu ainda não mostrou qualquer sinal de que pode desempenhar com sucesso um papel fundamental dentro da proposta do treinador.

Contratado apenas no início do ano para compor o sistema ofensivo, Dorgu não solucionou nenhum dos problemas do Manchester United, que apostou cegamente na visão de Rúben Amorim e agora se vê obrigado a recomeçar o planejamento e ir novamente ao mercado quando a janela de janeiro abrir. Desde sua chegada a Old Trafford, o dinamarquês soma 32 jogos e ainda não marcou com a camisa dos Red Devils, após ter sido adquirido junto ao Lecce naquela ocasião como uma promessa da Premier League.

Foto: Getty Images

Dorgu simboliza a desorganização do Manchester United dentro e fora de campo

O dinamarquês Patrick Dorgu foi a primeira contratação da era Rúben Amorim no Manchester United e representou o primeiro investimento do clube no conceito tático do novo treinador: 30 milhões de euros por um jovem sem experiência consolidada, que atuava predominantemente pela ponta direita no Lecce, uma equipe que lutava contra o rebaixamento na Série A.

O lateral dinamarquês tem qualidades evidentes, especialmente no aspecto físico e atlético, características que provavelmente chamaram a atenção de Amorim no Manchester United. No entanto, Dorgu demonstra inexperiência e indecisão atuando como ala-esquerdo — o que é particularmente frustrante, considerando a frequência com que aparece em zonas ofensivas.

Nenhuma equipa da Premier League posiciona seus laterais tão avançados e tão abertos quanto o Manchester United. Ainda assim, mesmo estando entre os clubes que mais constroem pelo setor esquerdo, o United está entre os que menos finalizam a partir dessa faixa do campo.

Com apenas 21 anos, ninguém espera que Dorgu seja um jogador completamente formado. Por isso, muitas críticas dirigidas a ele refletem, na verdade, a insatisfação com a política de contratações do Manchester United — a ponto de um ex-olheiro do clube ter questionado sua aquisição, classificando o negócio como um “fracasso”.

O Manchester United gastou mais de 50 milhões de euros em atletas já no auge, como Bryan Mbeumo e Matheus Cunha, mas recorre a jogadores ainda verdes em posições essenciais, como Dorgu e Benjamin Sesko. Não é surpresa, portanto, que a equipa de Amorim pareça tão desorganizada e mediana em campo quanto nos bastidores.

Em última instância, o United deverá continuar gastando alto para tentar consertar erros passados e sustentar Amorim, mesmo diante de crescentes dúvidas sobre a viabilidade do seu sistema — e, possivelmente, sobre o seu próprio futuro no clube.

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Por que Patrick Dorgu ainda não rendeu no Manchester United

Desde que chegou ao Manchester United, vindo do Lecce no começo de 2025, por cerca de 30 milhões de euros, Dorgu foi encarado como a solução que Amorim precisava para potenciar o corredor esquerdo da defesa dos Red Devils.

No papel, o dinamarquês oferecia atributos valiosos: vigor físico, velocidade, projeção ofensiva e experiência recente jogando como lateral, com contribuições relevantes na Série A. Na prática, porém, a adaptação não aconteceu no Manchester United — por diversos motivos:

Dificuldade em executar o papel de ala-esquerdo no sistema de Amorim: apesar de ter sido contratado para preencher uma lacuna clara, Dorgu “ainda não mostrou qualquer indício de que pode ser bem-sucedido” em uma função chave para o esquema do treinador.

Falhas na produção ofensiva: mesmo recebendo espaço e liberdade no ataque, o jogador se complica nas decisões finais — cruzamentos, últimos passes e finalizações quase nunca resultam em ações efetivas.

Inexperiência para o ritmo da Premier League: ainda jovem e sem grande rodagem em competições de alta intensidade, Dorgu demonstra insegurança tanto defensiva quanto ofensivamente, o que limita seu impacto em alto nível.

Problemas estruturais do próprio clube e do modelo tático: o United depende excessivamente do meio-campo para sustentar o jogo pelas alas. Quando o rendimento cai pela esquerda, torna-se evidente que apostar em jovens promessas não basta para competir na Premier League.

Além disso, internamente, já houve críticas sobre os critérios que levaram à sua contratação — incluindo um ex-olheiro classificando-a como um “flop”, considerando o valor pago e a ausência de retorno.

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Consequências para o Manchester United e para Dorgu 

A irregularidade persistente de Dorgu escancara falhas na estratégia de contratações do Manchester United e coloca em xeque a ideia de que talento bruto e bom porte físico são suficientes para se destacar em um clube de elite. Sem um ala-esquerdo confiável, o sistema de Amorim perde equilíbrio e a equipa se torna previsível, voltando a depender demais de seus médios.

A pressão interna e externa cresce: o clube pode ser obrigado a ir atrás de uma nova opção já na próxima janela, o que deixaria Dorgu numa situação delicada — seja como suplente permanente, seja como possível negociado, caso não consiga evoluir.

Para o atleta, a missão é clara: se quiser triunfar em Old Trafford, precisará amadurecer taticamente, melhorar defensiva e ofensivamente e mostrar consistência para sobreviver a um campeonato tão exigente quanto a Premier League. Até agora, a promessa ainda não se transformou em rendimento real.

(Foto: Getty Images)