Na tarde deste sábado (20), a Juventus recebeu a Roma em Turim em um duelo válido pela 16ª rodada do Campeonato Italiano. Após uma boa vitória diante do Bologna, a Juve de Luciano Spalletti entrou em campo buscando engrenar de vez sob o comando do novo treinador, contando com o importante retorno de Bremer ao 11 inicial, após uma lesão sofrida em outubro deste ano.
Já a Roma, em situação parecida com a rival de Turim, também buscava um resultado positivo fora de casa na tentativa de “encaixar” o estilo de jogo de Gasperini. No fim das contas, o time mandante pareceu mais organizado e contou com uma ótima atuação coletiva para sair de campo com os três pontos.
Apesar da vitória, a Velha Senhora ainda continua atrás da Roma na tabela da Serie A, figurando na 5ª colocação com 29 pontos. Já a equipe visitante segue na 4ª colocação, com 30 pontos.
Duelo tático intenso, mas Juve leva a melhor
Os minutos iniciais da primeira etapa representaram um duelo tático bastante interessante entre as duas equipes em campo. Com ambos os times atuando na formação 3-4-2-1, o domínio das ações foi definido pela qualidade em manter a bola na intermediária. Enquanto a Roma dispunha de atletas com características de recuperação de bola na linha mais defensiva do meio-campo, como Koné e Cristante, a Juve se sobressaiu com Thuram e Locatelli conseguindo alívios precisos e passes excelentes para tirar o time da pressão adversária.
No setor de ataque, ambas as equipes também tinham um papel semelhante: Openda era o homem mais avançado, apesar de não ter características de um centroavante finalizador, mas conseguindo ocupar a defesa adversária com seus movimentos rápidos fora da bola – Conceição e Yildiz atuavam mais recuados, mas sempre agudos ao atacar a área adversária. Gasperini tentou algo parecido ao utilizar Dybala como um falso 9, mas Pellegrini e Soulé não ofereceram perigo nenhum ao trio defensivo do time de Spaletti.

E quando a Roma chegava no ataque, Bremer esteve em forma fantástica em seu retorno de lesão e conseguia aliviar praticamente toda bola que era lançada em direção à Dybala. Por outro lado, o trio de ataque da Juventus tinha certa facilidade em encontrar seu caminho para a finalização contra o gol de Svilar – que muito provavelmente foi o melhor jogador da Roma durante os 90 minutos. Aos poucos, o caminho do gol se abria para o time da casa, principalmente quando atacavam pela esquerda.
Já na reta final, Yildiz recebeu na esquerda, atraiu a marcação para as alas e tocou para Francisco Conceição, que entrava infiltrando na área. O português finalizou, mas Svilar fez a defesa. Apenas dois minutos depois, a jogada se repetiu de maneira quase idêntica, desta vez com Yildiz acionando Cambiasso, que fez o cruzamento rasteiro para Conceição no mesmo setor. Desta vez, o camisa 7 não desperdiçou e abriu o placar para o time bianconeri.
Roma muda no segundo tempo, mas jogo coletivo da Juventus define o placar
A formação de ataque de Gasperini foi um claro desastre no primeiro tempo – não à toa, o treinador colocou Evan Ferguson, Baldanzi e Leon Bailey nos lugares de Soulé, Dybala e Pellegrini, respectivamente, logo no início da segunda etapa. A Juventus voltou do vestiário jogando no mesmo nível, mas Spaletti foi obrigado a fazer modificações importantes na equipe por conta de lesões: Conceição, lesionado, saiu para a entrada de Zhegrova; e Bremer, reclamando de dores, deu entrada para Rugani.
A intensidade da Juve decaiu muito pelo fato de Zhegrova não conseguir cumprir um papel de tanta movimentação quanto o de Francisco. Mas foi justamente a movimentação longe da bola que fez com que a equipe bianconeri continuasse tendo o domínio das ações em campo: McKennie passou a avançar com mais frequência para o setor de ataque, quase como um segundo atacante; Yildiz passou a ser o nome central das ações da equipe, segurando a bola na esquerda; e Openda ficou ainda mais centralizado, tentando obstruir a defesa da Roma e criar espaços na grande área.

E foi esta disposição que foi essencial para a criação do segundo gol da Velha Senhora. Após girar a bola da esquerda para a direita em frente à grande área, Zhegrova cruzou a bola para a área e McKennie, como um centroavante, venceu a marcação e cabeceou contra o gol de Svilar, que mais uma vez fez uma ótima defesa. O rebote, no entanto, sobrou nos pés do próprio meia norte-americano, que tocou para Openda mandar a bola para o fundo da rede.
Roma desconta em ótima jogada de Wesley
A Roma conseguiu descontar graças à uma jogada defensiva excelente do brasileiro Wesley – após um ataque desperdiçado, a Juventus saia em contra-ataque quando o brasileiro fez um desarme espetacular em Locatelli e carregou a bola até acionar Ferguson, que chutou cruzado e viu Di Gregorio fazer a defesa – no rebote, Baldanzi completou para o fundo da rede.
A Roma até tentou fazer pressão, mas de forma muito desorganizada na reta final do confronto. A Juve “vacilou” ao não tentar ficar com a posse nos minutos finais, mas o time adversário não levou perigo ao gol de Di Gregorio e a vitória bianconeri foi muito comemorada em Turim.
Resultado: Juventus 2 – 1 Roma
Foto principal: MARCO BERTORELLO / AFP