Melquizael Costa teve um ano de 2025 mágico dentro do UFC. O brasileiro encerrou a temporada com quatro vitórias em quatro apresentações e 100% de aproveitamento no peso-pena da organização, consolidando-se como um dos nomes mais empolgantes do elenco. Em grande fase, colecionando cinco triunfos consecutivos, o atleta paraense já traça, com clareza, os próximos passos da carreira e não esconde a ambição de chegar ao topo do peso-pena e disputar o cinturão em um futuro não tão distante.
Conhecido como “Dálmata”, Melquizael vive o melhor momento desde que chegou ao Ultimate. Mais do que vencer, ele vem chamando atenção pela forma como constrói seus resultados: pressão constante, agressividade controlada e uma criatividade que o torna imprevisível dentro do octógono. Esse conjunto de fatores fez com que seu nome começasse a circular entre analistas e fãs como uma possível ameaça real à elite da divisão.
No entendimento de Melquizael, o próximo passo já está bem definido. A ideia é enfrentar alguém que já esteja entre os 15 melhores do ranking do UFC. Para ele, não faz sentido dar passos laterais neste momento da carreira. O objetivo é claro: entrar no top-15, ganhar relevância esportiva e acelerar o caminho rumo às lutas grandes. Com o apoio da torcida brasileira e performances consistentes, o plano é precisar de apenas mais duas vitórias expressivas para credenciar-se à disputa do cinturão.
“Minha cabeça já está em 2026, e eu sei exatamente onde eu quero chegar. Eu quero três lutas: a primeira pra entrar no Top 15, a segunda pra chegar no Top 5, e a terceira pra disputar o cinturão no final do ano. Não é arrogância. É planejamento, é trabalho e é a certeza de que eu estou pronto para isso”, disse Melquizael em entrevista ao UFC.com.br.
Trajetória respeitável no UFC, mas caminho complicado
O discurso firme não é apenas retórico. Em 2025, Melquizael Costa venceu Andre Fili, Christian Rodriguez, Julian Erosa e Morgan Charriere, nomes respeitados da divisão, cada um com estilos distintos. A sequência de resultados positivos mostra evolução técnica, maturidade estratégica e, sobretudo, confiança. O brasileiro parece cada vez mais confortável em lutas duras, sabendo quando acelerar e quando administrar os momentos de risco.
Para alcançar seu objetivo máximo, no entanto, o caminho naturalmente se tornará mais árduo. O topo do peso-pena reúne alguns dos lutadores mais completos do MMA atual. Atualmente, Alexander Volkanovski é o campeão da categoria, enquanto o brasileiro Diego Lopes aparece como o próximo desafiante ao cinturão. É um cenário competitivo, no qual não há espaço para erros ou atuações abaixo do esperado.
Ciente disso, Melquizael reforça que seu projeto vai além de resultados imediatos. Ele fala em construção, em legado e em consistência a longo prazo dentro da maior organização de MMA do mundo. “Eu não estou construindo uma carreira para durar um momento, estou construindo uma base que não cai. Tudo que estou vivendo agora é só o começo da história que quero escrever dentro do UFC. No final do dia, eu sei que as pessoas vão olhar pra trás e entender esse caminho. Quando 2026 terminar, todo mundo vai saber exatamente quem é Melk Costa”.
Agressivo, criativo e imprevisível, Melquizael Costa já provou que tem as ferramentas necessárias para competir em alto nível. O desafio agora é repetir esse desempenho contra adversários cada vez mais qualificados, transformando potencial em realidade. Se o planejamento se confirmar dentro do octógono, o sonho do cinturão pode deixar de ser apenas projeção e se tornar um capítulo concreto na ascensão de mais um brasileiro rumo à elite do UFC.
Foto: Jeff Bottari/Zuffa LLC