Brooks Phoenix Suns.
Basquete NBA

NBA: Dillon Brooks é o ‘vilão’ necessário para o Phoenix Suns

Dillon Brooks chegou ao Phoenix Suns na troca que enviou Kevin Durant para o Houston Rockets. O ala de 29 anos esteve em 30 jogos nesta temporada, registrando uma média de 21.2 pontos por jogo, que é a sua melhor marca da carreira. Mas o que faz ‘Dillon The Villain’ ser tão necessário no time, nem é propriamente sua média de pontos, mas sim a sua garra e determinação, que mudaram totalmente o ambiente dos Suns.

Dillon Brooks chegou como moeda de troca e se tornou intocável nos Suns

Brooks Phoenix Suns.
FOTO: Rick Scuteri/AP Photo

Talvez quando Dillon Brooks chegou no Phoenix Suns, não havia tanta esperança de que ele poderia mudar o patamar no time na temporada, até pelo fato de que Kevin Durant saiu neste processo. Mas o ‘Vilão’ está mostrando sua capacidade neste sentido, repetindo o que ele fazia nos Grizzlies e nos Rockets, sendo o cara que muda a cultura de seu time.

Brooks está ajudando a ‘reacender a chama’ em Devin Booker, após as últimas duas temporadas frustrantes para Phoenix. Embora Booker não esteja fazendo os melhores números de sua carreira, ele é o 6° colocado no ranking de pontos totais no ‘clutch time’, com 70 pontos nos 15 jogos dos Suns que houveram este momento. ‘D-Book’ também é o 7° na média de pontos do ‘clutch time’, com 4.7 pontos por jogo.

Ao falar sobre Devin Booker, após o jogo contra o Oklahoma City Thunder, Dillon Brooks foi enfático: ‘Ele é um matador, você pode ver’. Booker também elogiou Brooks no mês de Dezembro, dizendo que o ‘Vilão’ mostrou que a NBA não é amigável como ele pensava, e ressaltou que prefere que seja assim. É fundamental para o Phoenix Suns que esta versão faminta de ‘D-Book’ esteja sempre presente.

Mat Ishbia, dono do Phoenix Suns, deu uma resposta clara aos que tentarem trocas por Dillon Brooks: ‘Nem adianta ligar (…) Dillon não vai sair’. O canadense mostrou em pouco mais de dois meses de temporada, como sua sede de vitórias pode transformar qualquer ambiente, e era exatamente isto que os Suns precisavam ter.

Os números de Dillon Brooks também precisam ser mais apreciados

Brooks Phoenix Suns.
FOTO: Mark J. Rebilas/Imagn Images

Dillon Brooks está com médias de 21.2 pontos (29ª melhor marca da temporada), 3.1 rebotes e 1.2 roubos por jogo, além de 46.1% nos arremessos e 83.8% em lances livres. A média de pontos é a maior que o canadense já registrou na carreira, que também está registrando pelo menos 80% nos lances livres, pela 6ª vez desde que entrou na NBA.

São 16 jogos de 20 pontos para Dillon Brooks nesta temporada, sendo oito com pelo menos 25 pontos. Quando o ‘Vilão’ registra pelo menos 50% de aproveitamento nos arremessos, ele está com uma média de 25.4 pontos por jogo. Para um jogador marcado pelas características defensivas, e pelo trash talk, são números ofensivos muito interessantes.

Mas falando do papel defensivo, Dillon Brooks registrou um roubo de bola em 21 partidas desta temporada, chegando a ter uma sequência de 12 jogos fazendo pelo menos um roubo. Também são 11 partidas com pelo menos dois roubos registrados, e ele possui uma média de 0.8 roubos para cometer um turnover, sendo outros números interessantes.

O estilo provocativo e intenso de Brooks tem um preço, mas que os Suns aceitam pagar

Brooks Phoenix Suns.
FOTO: Alonzo Adams/Imagn Images

Dillon Brooks já sofreu 12 faltas técnicas nesta temporada da NBA, sendo o líder da liga neste quesito. O jogador também já cometeu 104 faltas pessoais, sendo o 13° do ranking, e registra uma média de 3.5 faltas por jogo, sendo a 6ª maior média (empatado com outros quatro jogadores).

Os números mostram muito bem como Brooks é um jogador intenso e provocador, jogando no limite entre ser competitivo e desleal. Estas são características que para quem está do outro lado da quadra, certamente incomodam bastante, sendo sempre um desafio enfrentar o jogador.

Mas o Phoenix Suns vê Dillon Brooks como alguém que cultiva a vontade de vencer nos jogadores do time, sendo um alicerce para que eles sejam um adversário imponente e desafiador. Não há nada no jogo sobre ser gentil com os oponentes, e este artifício é o que faz o ‘Vilão’ ser quem ele é.

FOTO: Mark J. Rebilas/Imagn Images