O Santos demonstrou uma competitividade interessante em sua estreia contra a Chapecoense na Arena Condá, mas podemos afirmar que a derrota por 4 a 2 na rodada inicial do Brasileirão está principalmente na conta de Juan Pablo Vojvda. Apesar do esforço dos atletas que estiveram em campo, o futebol apresentado principalmente pelas contratações do ano passado teve um nível pífio, e a estratégia de adotar um time misto para tentar se salvar no Campeonato Paulista no fim de semana em clássico contra o São Paulo se mostrou totalmente falha.
Santos tentou ser ofensivo e ficou muito exposto
Vojvoda entrou com uma proposta de controle total em um 4-4-3 ofensivo, mas pagou o preço por poupar peças como Gabigol e Rollheiser visando o clássico do fim de semana. dupla de zaga Alexis Duarte e Luan Peres sofreu com a velocidade dos contra-ataques catarinenses. Alexis, em especial, teve uma noite desastrosa, falhando no lance do pênalti que abriu o placar e na cobertura do terceiro gol.
Por outro lado, Miguelito foi o motor criativo, flutuando entre as linhas e gerando volume. O Santos terminou o primeiro tempo melhor, empatando com um golaço de Gabriel Menino. Mas o jovem boliviano não tinha condições de “ganhar sozinho”, e a Chape foi muito mais eficaz no jogo coletivo adotando um 5-4-1 reativo sob comando do experiente Gilmar Dal Pozzo, um treinador que se dispõe à adotar um estilo de jogo bem simples, mas eficaz com os jogadores certeiros, os quais estão acostumados com o treinador da Série B.
Para se ter uma ideia, a Chapecoense finalizou apenas 8 vezes no jogo e marcou 4 gols, mostrando o tamanho da eficiência das chances que surgiram. Após o Santos virar para 2 a 1 com Barreal aos 21′ do segundo tempo, o time de Vojvoda relaxou, Dal Pozzo adiantou a marcação e, em um intervalo de apenas 17 minutos, a Chape marcou três vezes com Higor Meritão, Jean Carlos e Rafael Carvalheira.
O Santos de Vojvoda atacava com muitos jogadores (chegando a ter seis jogadores no campo ofensivo), mas não conseguia recompor a tempo. O gol de Rafael Carvalheira, aos 44′ foi o símbolo disso: uma defesa exposta contra um ataque em superioridade numérica. Na sequência, Jean Carlos, conhecido por sua qualidade na bola parada e chutes de média distância, entrou para aproveitar o cansaço do meio-campo santista (principalmente de João Schmidt e Zé Rafael), que não conseguia mais dar cobertura à zaga.
O impacto da derrota no Santos antes do clássico no Paulistão
A derrota por 4 a 2 na Arena Condá não traz apenas o prejuízo dos pontos perdidos, mas coloca um peso psicológico e tático enorme sobre os ombros de Juan Pablo Vojvoda para o San-São, que acontece neste fim de semana em um jogo decisivo contra o rebaixamento do Paulistão.
Ao poupar titulares como Gabigol, Rollheiser e Diego Pituca contra a Chapecoense, Vojvoda “apostou” que o elenco reserva daria conta do recado. Como a estratégia falhou, a pressão para vencer o São Paulo triplicou
Além disso, o treinador mais uma vez constatou como é frágil o sistema defensivo do Peixe, que segue sofrendo com transições rápidas. O São Paulo, que vem de uma virada motivadora sobre o Flamengo, tem em Luciano e André Silva jogadores que exploram justamente o espaço entre os zagueiros e os volantes.
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