Bia Haddad continua com a má fase em sua carreira. Seu nível de tênis está cada vez pior em quadra, cometendo muitos erros e sem confiança nenhum em si. Ainda sem vencer em chave principal no ano e caindo cada vez mais no ranking, precisou participar do quali do WTA 1000 de Doha.
Na estreia, a única vitória na temporada foi contra Murbaka Al Naemi. Uma tenista sem ranking e do Qatar que foi convidada a participar do quali. O resultado de duplo 6/0 era uma obrigação. Só que, na segunda rodada do quali, foi superada por Anastasia Zakharova, por duplo 6/4.
Contudo, com desistências, entrou como uma ‘lucky loser’ na chave principal. Ou seja, mesmo após perder no quali, conquistou a vaga. O problema é que isso não ajuda no nível apresentado e o resultado na primeira rodada foi mais uma derrota no ano.
A partida foi contra Janice Tjen, 46ª do ranking da WTA, e Bia voltou a fazer um jogo muito fraco. Com o que já foi apresentado na temporada, a eliminação até era esperada. No entanto, não por 6/0 e 6/1, sem que a brasileira conseguisse fazer alguma coisa durante o confronto. De novo, a tenista apresentou problemas no saque.
71% de seu primeiro serviço ainda entrou em quadra, só que venceu apenas 50% dos pontos. No segundo saque a situação é ainda pior: 17%, equivalentes a 2 de 12 pontos. Sofrendo cinco quebras, teve apenas um break point a favor, não aproveitado. O único game que venceu foi sacando.
Pela história que tem, Bia Haddad pode ser apontada como a terceira maior no simples e já foi a n.º 1 do país, entre homens e mulheres. Entretanto, não está mostrando nem 10% do seu talento dentro de quadra. Sua última vitória contra uma top 100 foi no US Open de 2025. E, se seguir assim, a paulista irá sair também do top 100.

Bia Haddad precisa mudar
Não há qualquer evolução no jogo de Bia Haddad nos últimos meses. Pelo contrário, o que se vê é uma enorme queda do nível da brasileira. O seu saque apresenta cada vez mais problema e não causa nenhum efeito nas tenistas adversárias. Apática e sem qualquer confiança em si, a paulistana não encontra respostas.
Muitos pedem pela troca do técnico. Rafael Pacciaroni foi o responsável por colocar a brasileira no top 10. Só que, com a parceria continuando nos últimos anos, não manteve a mesma qualidade do início. O treinador, assim como a própria atleta, não parece saber o que fazer para mudar o cenário atual.
Bia Haddad já mostrou que confia plenamente em seu técnico. Contudo, se não dá mais resultado por meses, é preciso fazer mudanças. Trocas em seu grupo se mostram mais do que necessárias nesse momento péssimo em que vive no circuito da WTA.
No entanto, não são as únicas modificações que pode fazer em sua carreira. Bia costuma focar em torneios WTA 500, 1000 e Grand Slams, o que era o certo quando estava no top 20. Com a queda, a tenista é a 65ª do ranking e não tem mais posição para entrar em competições de nível 500 e 1000 de forma direta.
Disputas em WTA 125 e 250 podem ser mais adequadas para o momento em que vive. Por fim, Bia Haddad Maia já havia afirmado, em 2025, que sua dificuldade vinha de questões individuais. Só que fez uma pausa maior entre o ano passado e esse exatamente para o cuidado mental.
Isso não deu resultado. Além das mudanças técnicas, talvez também seja necessário entender esse outro problema. Cuidar, mudar e só então voltar. O que é uma certeza é que persistir nos erros não darão resultados diferentes.

Foto: Jimmie48/WTA