Tentando preservar sua supremacia no futebol francês, o PSG foi superado pelo Rennes por 3 a 1 nesta sexta-feira (13), atuando fora de casa, no Roazhon Park, na partida que abriu a 22ª rodada da Ligue 1 2025/26. Os gols da partida foram anotados por Mousa Tamari, Esteban Lepaul e Breel Embolo, que decretaram o triunfo dos mandantes, enquanto Ousmane Dembélé descontou para a equipe parisiense. Além disso, o time comandado pelo técnico espanhol Luis Enrique teve interrompida sua sequência de sete vitórias consecutivas, enquanto o rubro-negro voltou a vencer na liga.
Com o resultado, o PSG segue na primeira colocação da Ligue 1, somando 51 pontos, mas pode ver a liderança escapar ainda nesta rodada. Isso porque, se o Lens superar o Paris FC neste sábado (14), assume o topo da tabela — um cenário pouco habitual nas últimas temporadas para o atual campeão francês. Por outro lado, o Rennes pulou para a quinta posição, alcançando 34 pontos. A equipe ultrapassou o Lille, abriu um ponto de vantagem sobre o adversário direto e passou a integrar a zona de classificação para as competições europeias da próxima temporada.
Nesse momento, o PSG agora concentra suas atenções na UEFA Champions League, buscando o bicampeonato de forma consecutiva. O time disputa o jogo de ida dos playoffs por uma vaga nas oitavas de final diante do Monaco, em um duelo que reúne dois clubes da Ligue 1 no maior torneio da Europa. A partida será nesta terça-feira (17), às 17h (horário de Brasília), no Stade Louis II. Pela liga francesa, a equipe parisiense volta a jogar em casa no dia 21, contra o Metz, no Parc des Princes, pela 23ª rodada. Já o Rennes visita o Auxerre no dia 22, às 11h (de Brasília), no Stade de l’Abbé-Deschamps.

Dembélé marca, mas PSG acaba sendo derrotado pelo Rennes fora de casa e pode perder a liderança da Ligue 1 nesta rodada
Mesmo jogando longe de seus domínios, o PSG tratou de impor seu estilo para seguir firme na liderança isolada da Ligue 1. A equipe teve maior posse de bola, mas encontrou um adversário aguerrido, que não se intimidou e tentou equilibrar as ações apostando em transições velozes. Logo no inicio da primeira etapa, o Rennes quase surpreendeu, aos cinco minutos, com Lepaul, que recebeu um bom passe na intermediária, o atacante ajeitou o corpo e disparou um potente chute de direita. A bola explodiu na trave, levando perigo e assustando o goleiro Safonov.
Após o susto no início da partida, o PSG manteve a postura e respondeu aos 12 minutos. Em um rápido contra-ataque pela direita, Doué foi acionado em profundidade por Dembélé e ficou frente a frente com Samba. O camisa 14 tentou encobrir o goleiro, mas finalizou em cima do arqueiro francês, que fez a defesa com tranquilidade. Mesmo com maior controle da posse de bola, o time parisiense acabou surpreendido e viu Rennes abriu o placar, aos 33: depois de um lançamento de Nagida, Tamari se desvencilhou da marcação de Nuno Mendes e bateu de pé esquerdo, acertando o canto direito de Safonov.
Na volta para a segunda etapa, o Rennes conseguiu controlar o resultado e ainda fez o terceiro gol aos 23 minutos. Depois da cobrança de escanteio de Szymanski pela esquerda, Lepaul ganhou no alto e testou com força, sem chances de defesa para Safonov. Mesmo atrás no placar, o PSG reagiu rapidamente e diminuiu a diferença aos 25. Em um cruzamento de Hakimi pela direita, que acabou desviando na defesa adversária, Dembélé surgiu livre e tocou com precisão no canto, balançando as redes e deixando o confronto ainda mais emocionante.
Buscando permanecer firme na disputa pelo quinto título francês consecutivo, o PSG teve a chance do empate aos 34 minutos, em uma grande jogada individual de Barcola. O atacante driblou dois adversários, avançou para dentro da área e finalizou com força, mas parou em uma defesa impressionante de Samba. No entanto, apenas dois minutos depois, o Rennes esfriou qualquer tentativa de reação dos visitantes e marcou o terceiro gol, aos 36. Em uma bela troca de passes pela esquerda entre Cissé e Blas, Embolo apareceu praticamente sobre a linha do gol e completou de peito, fechando o placar.
Quais são os objetivos de Rennes e PSG na temporada 2025/26?
A temporada 2025/26 da Ligue 1 segue em ritmo intenso na França, e Rennes e PSG entram na disputa movidos por ambições bastante diferentes — algo que ficou evidente também no confronto recente entre os dois clubes.
Para o PSG, a meta é clara e ambiciosa: retomar o controle da ponta da Ligue 1 e reafirmar sua hegemonia no cenário nacional, sem perder de vista o protagonismo europeu. Mesmo com oscilações pontuais ao longo da campanha, o time de Luis Enrique mantém um elenco de alto nível técnico e profundidade suficiente para brigar rodada a rodada pela liderança. O objetivo central é transformar superioridade individual em consistência coletiva, algo essencial para sustentar a corrida pelo título francês.
Já o Rennes vive um momento de afirmação. O clube bretão iniciou 2025/26 com o objetivo de se manter competitivo na parte superior da tabela e brigar por vagas em competições europeias. Mais do que apenas estabilidade, o clube rubro-negro busca dar um salto qualitativo, enfrentando de igual para igual os gigantes do país e transformando bons desempenhos em resultados consistentes.
Após temporadas de crescimento estrutural e valorização de jovens talentos, o Rennes trabalha para consolidar sua identidade ofensiva e organizada, mirando posições que garantam presença continental em 2026/27. Enquanto o PSG luta para manter sua supremacia doméstica e ampliar sua relevância europeia, o Rennes aposta em evolução, regularidade e ambição crescente — dois caminhos distintos que evidenciam a competitividade da Ligue 1 na temporada 2025/26.
Rennes 3 x 1 PSG
Ligue 1 2025/26
Local: Roazhon Park, Rennes (FRA)
Gols: Mousa Tamari, 33’/1T (1-0, REN); Esteban Lepaul, 23’/2T (2-0, REN); Ousmane Dembélé, 25’/2T (2-1, PSG); Breel Embolo, 36’/2T (3-1, REN)
Rennes: Samba; Nagida, Rouault, Brassier e Merlin; Rongier e Camara; Nordin (Blas), Szymanski (Cisse), Tamari (Quinonez); Lepaul (Embolo). Técnico: Sébastien Tambouret.
PSG: Safonov; Hakimi, Zabarnyi, Pacho e Nuno Mendes; Zaire-Emery, Vitinha e João Neves (Dro Fernández); Doué (Barcola), Dembélé (Gonçalo Ramos) e Kvaratskhelia (Kang-in). Técnico: Luis Enrique.
Árbitro: Benoit Bastien (FRA)
Assistentes: Hicham Zakrani e Aurélien Berthomieu (FRA)
VAR: Wilfried Bien (FRA)
(Foto: AFP/Getty Images)