O Fluminense definitivamente está estabelecido como um dos principais times do futebol brasileiro na atualidade e isso pode ser confirmado pelo desempenho, aliado dos resultados exponenciais que Luís Zubeldía construiu com pouco tempo de trabalho. A vitória por 1 a 0 atuando como visitante nas semifinais do Campeonato Carioca sobre o Vasco causou a interrupção do trabalho de Fernando Diniz do outro lado, um time que acabou atravessando uma situação inversa com muitas finalizações e poucas chances reais de gols nos últimos jogos, criando uma pressão insustentável pela permanência do agora ex-téncico.
Fluminense é um dos times mais competitivos do Brasil
Esse foi mais um jogo apresentou o contraste clássico entre um time que busca o controle total do espaço através da posse (Diniz) e um que busca a verticalidade e solidez defensiva (Zubeldía). O cruzmaltino manteve a posse de bola em grande parte do primeiro tempo, utilizando Robert Renan e Saldivia como os jogadores que iniciavam as jogadas. Entretanto, a equipe sofreu com a falta de profundidade, e o Fluminense baixou as linhas e fechou o funil, forçando o Vasco a arriscar chutes de longa distância (como no de Rojas, em que Fábio espalhou).
Diferente do estilo de posse de bola que ficou marcante com trabalhos anteriores, o time de Zubeldía é muito mais cirúrgico, e isso pôde ser visto no gol nasceu de uma jogada ensaiada: Aos 31′, em escanteio batido na segunda trave, Bernal (peça tática fundamental na construção da vitória) escorou de cabeça para Serna fuzilar de primeira. Cabe ressaltar também a função de Lucho Acosta, que serviu como o “maestro” dos contra-ataques, explorando as costas dos laterais vascaínos, especialmente de Pumita.
A expulsão de Facundo Bernal no segundo tempo mudou o cenário do jogo, pois o Fluminense abriu mão de atacar e montou um bloco baixo rígido. Contudo, mesmo com um homem a mais, o time de Diniz tornou-se previsível e acabou até arrumando uma “bagunça” tática nas substituições: Rojas chegou a atuar como volante e Adson foi sacrificado na marcação, o que gerou novas críticas da torcida. Por outro lado, Zubeldía recompôs o meio com Nonato e segurou a pressão final, contando com a segurança de Fábio sob as traves.
| Vasco | Fluminense | |
| Posse de Bola | 58% | 42% |
| Finalizações Totais | 12 | 14 |
| Finalizações no Gol | 4 | 6 |
| Passes Certos | 485 (91%) | 312 (88%) |
| Escanteios | 7 | 5 |
| Faltas Cometidas | 14 | 19 |
| Cartões Amarelos | 3 | 4 |
| Cartões Vermelhos | 0 | 1 (Bernal) |
O Vasco terminou com 58% de posse, chegando a picos de 65% após a expulsão de Facundo Bernal aos 18 minutos do segundo tempo. No entanto, a precisão de passes (91%) esconde uma realidade tática: a maioria desses passes foi lateral ou entre os zagueiros (Robert Renan e Saldivia). Por outro lado, o Tricolor, mesmo com menos bola, finalizou mais vezes (14 a 12), mostrando que suas transições foram muito mais perigosas do que o ataque posicional do adversário rival.
O Fluminense levou para o jogo de volta (01/03 no Maracanã) a vantagem do empate, e para o Vasco, o desafio será transformar a posse de bola em chances reais de gol, algo que Diniz não conseguiu em muitos de seus jogos no comando técnico do cruzmaltino.
Imagem: Gazeta Press