Joe Burrow
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NFL: O que o Cincinnati Bengals precisa fazer para manter Joe Burrow feliz e saudável?

O Cincinnati Bengals está em um momento complicado em sua história. Desde que chegou ao Super Bowl há alguns anos, a franquia está presa na mediocridade, principalmente porque Joe Burrow não fica saudável — e nem é culpa dele.

Joe Burrow (Foto: Carolyn Kaster/AP)
Joe Burrow (Foto: Carolyn Kaster/AP)

Em termos gerais, os Bengals falharam em montar um elenco competitivo para Joe Burrow. As renovações de Ja’Marr Chase e Tee Higgins foram importantes, mas, além disso, o time não teve sucesso em montar uma linha ofensiva capaz de proteger o quarterback, que sofreu com lesões em anos consecutivos. Além disso, mesmo que os Bengals tenham tentado, a defesa é uma das piores da NFL.

Tudo isso resultou em temporadas longe até mesmo dos playoffs, e isso deixou Joe Burrow irritado e enigmático. O quarterback teria postado algumas mensagens em suas redes sociais, e muitas pessoas acharam que ele estava criticando a franquia. Burrow desmentiu esses rumores, porém o problema já havia sido criado.

Vimos diversas vezes o nome de Joe Burrow ligado a supostas trocas. Nos últimos dias, o New York Jets ganhou força em meio a esses rumores, com a possibilidade de oferecer suas cinco escolhas de primeira rodada no Draft de 2026 e 2027 por Burrow. Mas tudo não passa de especulação.

Na NFL, vimos algumas situações similares a de Joe Burrow, porém com diferentes desfechos. Andrew Luck aposentou cedo por conta de lesões; Carson Palmer (Bengals) e Matthew Stafford (Lions) passaram anos na mesma franquia até pedirem para serem trocados; e Dan Marino foi o MVP em 1984, chegando ao Super XIX em sua segunda temporada (assim como Burrow), mas ele nunca mais voltou à grande final da NFL em sua carreira.

Então, para manter Joe Burrow na franquia e saudável, o Cincinnati Bengals tem um caminho “simples” pela frente: mudar tudo, tomar decisões difíceis e se colocar na trajetória dos playoffs.

Joe Burrow (Foto: Mitch Stringer-Imagn Images)
Joe Burrow (Foto: Mitch Stringer-Imagn Images)

Cincinnati Bengals

Primeiro e mais importante: dinheiro. De acordo com o ‘Over the Cap’, os Bengals já possuem o sétimo maior espaço no teto salarial nesta offseason (US$53 milhões) e podem criar mais de US$50 milhões reestruturando contratos. Eles precisarão analisar cuidadosamente os contratos de seus três principais jogadores: Burrow, Ja’Marr Chase e Tee Higgins. Os Chiefs acabaram de criar mais de US$ 43 milhões em espaço no teto salarial ao reestruturar o contrato de Patrick Mahomes, então o modelo está aí para Burrow e os Bengals. Quanto mais dinheiro disponível, mais reforços.

Segundo, começar uma mudança geral na defesa. O Cincinnati Bengals não deve renovar o contrato de Trey Hendrickson, deixando ele assinar com outro time no mercado. Isso aliviaria a folha salarial. Dependendo do dinheiro disponível, os Bengals deveriam tentar as contratações de Devin Lloyd, K’Lavon Chaisson e Joey Bosa. Isso é um começo para melhorar a defesa.

Terceiro, remodelar a linha ofensiva. Nem que seja via Draft ou contratações no mercado, o Cincinnati Bengals precisa resolver o seu problema de anos chamado linha ofensiva.

Quarto, acertar no Draft também seria excelente, mesmo que não seja nada fácil para os Bengals. A equipe gastou 62 escolhas de draft em jogadores de defesa desde 2011 e nenhum deles foi selecionado para o Pro Bowl. Essa é a maior sequência ativa na NFL sem um jogador de defesa formado na própria equipe ser selecionado para o Pro Bowl (desde 2010). Para o Draft de 2026, investir em linha ofensiva e defesa são prioridades para o Cincinnati Bengals.

Talvez, como toda essa reestruturação, que no papel parece bem fácil, o Cincinnati Bengals possa voltar a vencer na temporada regular, e Joe Burrow estará novamente nos playoffs em pouco tempo.

(Foto principal: Michael Hickey/Getty Images)